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quarta-feira, 31 de julho de 2013

Histórias Marianas II

Para ilustrar a devoção que cada um deve ter à Nossa Senhora, foi realizada uma peça teatral: “A Camponesa cega de um olho”.




Há muitos anos atrás, num pequeno vilarejo, junto ao rio Reno, vivia uma piedosa camponesa que destacava-se das demais meninas de sua idade por sua ardente devoção à Santíssima Virgem.
Desde a sua mais tenra infância empenhou-se em amar e conhecer à Rainha do Céu. Para isso rezava muito e quanto mais rezava mais lhe crescia a devoção.
Um dia, tendo ido à Santa Missa, ficou profundamente impressionada ao ouvir uma leitura da passagem de São Paulo que dizia: “Coisas que os olhos não viram, nem os ouvidos ouvirem, nem coração humano imaginou, tais são os bens que Deus tem preparado para aqueles que o amam” (1COR 2,9).
Após muito considerar, chegou à seguinte conclusão: “Sim, nada do que se diz sobre a Virgem Maria é suficiente para que a possamos conhecer. Ah, se eu pudesse vê-La com os meus próprios olhos...”
E, desde então, esta ideia não lhe saiu da mente. Com este anseio, ela despertava e adormecia. E mesmo durante os trabalhos, por vezes um suspiro lhe saía dos lábios: “Se ao menos eu pudesse vê-La uma só vez!”.
Certa noite, enquanto se preparava para dormir, dirigiu à Virgem esta súplica. “ Senhora que eu ao menos possa ver-Vos uma só vez!” E deitando-se adormeceu profundamente... Eis que de repente acordou sobressaltada com uma intensa luz. Era seu anjo da guarda que lhe disse: “A Rainha do Céu ouviu tuas preces e deseja atender-te, mas para isso é necessário que ofereças um sacrifício: o de perder tua vista direita. Tu estás disposta a fazê-lo?” Ela aceitou de bom grado.

















E o anjo retirou-se até desaparecer por completo. E eis que Margarida ouve uma música extraordinária. Oh! Maravilha! Surge a Mãe de Deus que, olhando com bondade para Margarida, toca em seus ombros. Aos poucos afasta-se até desaparecer por completo, deixando Margarida sozinha em seu quarto.      

Tanta era a felicidade da afortunada menina, que não mais consegui dormir. Entretanto, percebeu que não mais enxergava do olho direito. Margarida a ninguém revelou o que se passara naquela noite. Transcorreram os dias, os meses e a camponesa vivia feliz na lembrança daquele inesquecível momento. Mas aos poucos sua alegria misturou-se com esta dor. Margarida sentiu saudades daquele indescritível olhar. Em seu coração renasceu o antigo desejo. “Ah, se eu pudesse vê-la novamente!.. Minha Mãe que eu Vos veja!”.
O seu anjo apareceu-lhe de novo: “Margarida, aqui me tem de volta! Se queres mesmo ver de novo a Virgem Santíssima, sabe que isso irá custar-te um outro sacrifício, maior do que o primeiro; estás disposta a oferecer a vista que te resta?” Naquele momento Margarida pôs-se a lembrar de todas as dificuldades que lhe ocasionou a falta de um olho. Agora ficar completamente cega? No entanto, seu amor foi mais forte e com vigor respondeu: “Sim, aceito! Ver Nossa Senhora mais uma vez, ainda que seja por poucos segundos, bem vale a dor de ficar cega o resto da vida!”

Tendo a Santíssima Virgem se retirado, Margarida permaneceu longo tempo lembrando-se daquilo que acabara de ver, e só no meio da madrugada lembrou-se: “Agora devo preparar-me para levar uma vida de cego.” Após alguns instantes adormeceu.
No dia seguinte... Ela percebeu que enxergava com os dois olhos e fez esta bela oração: “Senhora, eu vos peço a graça de retribuir em dobro aquilo que fizestes por mim e que eu possa contemplar este Vosso olhar por toda eternidade!”
Confortada por essa sublime dádiva, Margarida viveu longos anos, aguardando o dia em que Deus a chamaria para assim contemplá-Lo por toda a eternidade. A feliz camponesa viveu santamente e todos os seus conhecidos davam testemunho de que, até o fim de seus dias, lia sem dificuldade as menores letras, pois, segundo dizem “nunca houve uma camponesa com vistas tão boas...”.

Histórias Marianas I

Por que os Arautos do Evangelho são tão devotos de Nossa Senhora? Quais são as razões que nos levam a ter tanta devoção a Ela?

Vibra nos céus, afirma São Boaventura, o clamor incessante dos anjos: “Sancta, Sancta, Sancta, Dei Genitrix et Virgo” e milhões e milhões de vezes, todos os dias, eles dirigem à Nossa Senhora a saudação angélica: Ave-Maria, prosternando-se diante d’Ela e pedindo-Lhe a graça de honrá-los com suas ordens.
Um dos episódios mais comovedores da Paixão foi a entrega que Jesus fez, no alto da Cruz, de São João, como filho, a Maria Santíssima, e nele a todos nós. Jesus deu-nos sua Mãe.
Assim sendo, a devoção à Santíssima Virgem, foi o assunto escolhido pelo setor feminino dos Arautos em Curitiba a ser abordado com os pais das jovens que participam de suas atividades.
Iniciou-se a exposição com a narração da história de um menininho cujo nome era João. Era o filho caçula de uma família muito pobre da Espanha. Devido a falta de comida em casa, cresceu bem franzino, mas, mesmo assim, não perdeu a alegria e gostava de brincar com os amiguinhos.
Certo dia, decidiram fazer uma brincadeira um tanto arriscada: atirar uma vara tão longe quanto conseguissem no lago pantanoso que havia perto da casa, e depois recolhê-la a partir da outra margem.
As crianças estavam animadas, atirando e recolhendo os bastões, até que Joãozinho, que nessa época tinha apenas seis anos de idade, se desequilibrou e caiu na água lamacenta. Foi ao fundo e voltou à tona, e mais uma vez afundou. Os colegas, não sabendo o que fazer e não tendo como socorrê-lo, começaram a gritar. Ele ia morrer afogado.
De repente, depois de dois mergulhos, notou ele a presença de uma senhora de beleza deslumbrante, toda envolta em luz e sorridente, que lhe estendia a mão alvíssima para tirá-lo do pântano. Mas o pequeno, temendo sujar de lama a mão daquela dama tão bondosa, não quis segurá-la. Nessa hora, apareceu na margem um camponês assustado com os alaridos dos meninos, estendeu uma vara bem cumprida e puxou Joãozinho para terra firme. Ele estava salvo!
Mais tarde, essa pequena criança entrou na Ordem do Carmo e foi o grande São João da Cruz. Só muitos anos depois, quando já era prior do convento, contou que na infância tinha sido salvo por Maria Santíssima.
 Bem, mas esse caso encantador tem algo que reflete a história de todos nós. Ensina São Luís Grignion de Montfort, um grande santo mariano, “ser extremamente difícil, devido à nossa fraqueza e fragilidade, conservarmos em nós as graças e os tesouros que recebemos de Deusˮ. Por causa de nossas más inclinações, não temos forças para permanecer de pé às margens do lodo do pecado, e constantemente corremos o risco de nele cairmos e nos sujarmos, ou seja, perdermos o tesouro da graça de Deus.
Continua o mesmo santo: ‟Os demônios, que são ladrões finórios, buscam surpreender-nos de improviso para nos roubar e despojar; espreitam dia e noite o momento favorável ao seu desígnio, andam incessantemente ao redor de nós, prontos a devorar-nos, e pelo pecado, arrebatar-nos num momento, tudo que em longos anos conseguimos alcançar de graças e méritos”.
É a Virgem, a única fiel, na qual a serpente não teve parte jamais, que faz este milagre em favor daqueles e daquelas que a servem da mais bela maneiraˮ.  Nossa Senhora, realizando a vontade de Deus, nos estende a sua mão e nos impede de pecar ou nos retira do lodo em que caímos por causa de nossa maldade.
Continua no próximo post.


terça-feira, 30 de julho de 2013

Curso de Formação em São Paulo: XII Congresso Internacional Arautos do Evangelho

Missas, cerimoniais, conferências e peças teatrais atraíram jovens aspirantes provenientes de diversos países e estados do Brasil que lotaram o auditório de Monte Carmelo, a casa generalícia do setor feminino dos Arautos do Evangelho, para conhecer melhor aquela que é mais doce e suave do que o favo de Sansão e “ […] terrível como um exército em ordem de batalha” (Ct 6,10): Maria Santíssima. Ela é rica em misericórdia para reconduzir e receber amorosamente os pobres pecadores e desviados que se convertem; em força contra os inimigos de Deus.
Sabe-se que é um dogma da Igreja  o fato de que os homens não podem, somente com os recursos naturais, cumprir duravelmente, e em sua integridade, os preceitos da Lei de Deus é necessária a existência da graça. Por outro lado, se o homem cai em estado de pecado, não conseguirá levantar-se do estado em que caiu sem o socorro da graça.
Qual seria, então, o papel de Nossa Senhora?
A graça depende de Deus, mas Deus, por um ato livre de sua vontade, quis fazer depender de Nossa Senhora a distribuição das graças. Maria é a Medianeira Universal, é o canal por onde passam todas as graças. Portanto, seu auxílio é indispensável para alcançarmos a santidade.
Sempre que a devoção à Nossa Senhora seja ardorosa, a oração de quem pede será atendida. Abundantes graças serão  derramadas  sobre a pessoa que reza a Ela devota e assiduamente. 



sexta-feira, 26 de julho de 2013

Viagem a São Paulo








Aproveitando o período de férias do mês de julho, os Arautos do Evangelho de Curitiba realizaram uma viagem a São Paulo. A programação foi intensa, mas ressaltamos aqui a visita à Igreja de Nossa Senhora do Rosário de Fátima na Granja Viana. O estilo gótico policromado, as belíssimas pedras do chão e das paredes, os estupendos vitrais, imagens e pinturas impactaram as visitantes.
Após conhecerem a igreja, o atencioso Pe. Ricardo Basso, EP celebrou uma Missa para todas - estavam presentes também os grupos de Joinville, Maringá e Cenáculo. Em sua homilia, ele demonstrou a importância da oração diante do Santíssimo Sacramento e a assistência à Santa Missa através de um impressionante fato verídico:
Uma superiora de uma ordem religiosa na Itália cuidava de 86 meninas, e certa noite, precisamente dia 28 de dezembro de 1908, sentiu insônia, que não lhe era comum e pressentindo que era um sinal de Deus, determinou acordar todas as meninas de madrugada e foram à capela rezar na frente do sacrário. A superiora decidiu que permaneceriam aí até a chegada do sacerdote que viria celebrar a Missa de manhã. Enquanto aguardavam a chegada do sacerdote, no meio da recitação do terço, ouviu-se um forte estrondo. Um grande terremoto sacudiu e devastou toda a cidade. Morreram por volta de 100 mil pessoas. Entretanto, as 86 meninas e a superiora nada sofreram, pois somente a capela ficara intacta. Se elas tivessem ficado em seus quartos dormindo, teriam morrido. O convento ficou todo destruído, exceto a capela! 
Fiquemos atentos à inspiração e ao chamado de Deus através da oração!
Apresentamos abaixo algumas fotos da igreja Nossa Senhora do Rosário de Fátima para que os leitores possam também contemplar sua beleza, esperando que, um dia também, possam ter a graça de visitá-la


quarta-feira, 24 de julho de 2013

Em busca da santidade

Há homens que se esforçam e se debatem de todos os modos para juntar nesta Terra riquezas que não poderão acompanhá-los na eternidade. Poucos conhecem, no entanto, e menor ainda é o número dos que desejam possuir esta riqueza de valor infinito com a qual conquistamos a coroa da glória e abrimos para nós as portas da eternidade: a santidade.

Enganar-se-ia quem pensasse ser o ideal da santidade exclusivo daqueles que chegam à glória dos altares. Não. Pela ação da graça divina, todos podemos ser santos. “Deus, por sua infinita bondade, ordenou o homem a um fim sobrenatural” (D1786)

O que são os santos? O Papa Francisco assim definiu: “Os santos obedecem ao Senhor, adoram o Senhor e nunca perderam a memória do amor com o qual o Senhor plantou a vinha. Dos santos, a Palavra de Deus nos fala como luz, ‘como aqueles que estarão diante do trono de Deus, em adoração’”.

No simpósio realizado pelo setor feminino dos Arautos do Evangelho de Curitiba nos dias 13, 14 e 15 de julho para as participantes do projeto Futuro e Vida, abordou-se o tema “A santidade”. As exposições foram ilustradas com diversas peças teatrais.

A chave do céu






Mártir da Eucaristia

















Durante esses dias, as jovens fizeram adoração ao Santíssimo Sacramento diariamente e participaram da oração por excelência: o Santo Sacrifício da Missa.


São Julião Eymard afirma que a “oração é o sinal da santidade de uma alma; é ela que faz os santos. Vendo alguém aplicado à oração, podemos dizer: eis um santo. Por quê? Porque, possuindo o espírito de oração, tudo pode sobre o coração de Deus”.




















Estimulando o belo no cerimonial para elevar a alma para Deus …

















À noite, saboreando a famosa pizza feita pelos Arautos, todas conversaram animadamente a respeito de tudo o que haviam aprendido durante o Simpósio e fizeram o propósito de serem santas, admiradas com a história de Santa Catarina de Siena e, também, com o teatro do Céu.

















No terceiro dia, foram todas passear pelo ponto turístico principal de Curitiba: o Jardim Botânico onde contemplaram os ipês rosas,  bem como os canteiros floridos, as belas fontes e as simpáticas aves que lá também passeavam e o rio com os seus grandes peixes.






Para encerrar, todas se dirigiram para o parque Tingui, onde foram realizadas animadas competições.