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segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Cidade medieval no Brasil?

Aproveitando a ocasião das férias, os Arautos do Evangelho do setor feminino de Curitiba organizaram uma viagem a uma “cidade medieval” em Ponta Grossa, Paraná. Cidade medieval no Brasil?  Sim,  à distância, o conjunto de blocos de arenitos esculpido ao longo de séculos, em formas exóticas do Parque Estadual de Vila Velha,  lembra uma cidade medieval com seus castelos e torres em ruínas.





As jovens e seus familiares puderam também vislumbrar os vários animais e aves que vivem no seu habitat natural.


No final  do passeio, os mais jovens, ainda transbordantes de energia,  aproveitaram aquele belo e vasto espaço para realizarem algumas saudáveis recreações.


sábado, 28 de dezembro de 2013

Ouro Fino

Quantas vezes o caro internauta sentiu sede e bebeu de uma garrafa de água em cujo rótulo estava escrito “Ouro Fino”. Acho que nem saberia dizer o número exato. Pois bem, no dia 18 de dezembro os Arautos do Evangelho - setor feminino de Curitiba - juntaram-se a uma excursão vinda de São Paulo também dos arautos para passarem um dia no Parque Ecológico Ouro Fino situado no meio de uma mata virgem onde se encontra a nascente da famosa água mineral, bem como animais, espécies vegetais quase extintas e outras maravilhas. 

É escusado mencionar, que o passeio acabou numa das várias piscinas do parque onde todas puderam sentir o significado da palavra refrigério, após uma longa caminhada.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

O primeiro olhar de Jesus

Antonio Queiroz

A quem, Senhor Deus menino,
Dirigir vosso primeiro olhar?
A quem, senão ao rosto quase divino
Da criatura vossa mais perfeita,
A primeira a Vos contemplar:
Vossa Mãe que nos braços Vos estreita Junto a seu Imaculado Coração,
No ato mais sublime de adoração?

Natal é Deus excelso feito menino,
Deus imenso contido na manjedoura,
Acessível a nós, acolhedor, pequenino.
É a Inocência em missão redentora.
É Deus eterno vivendo no tempo,
Criador de tudo, nascido ao relento,
Olhos humanos, vendo o invisível!
Ó condescendência incompreensível!

Exultemos! O Rei da Glória é nosso irmão:
Sua Mãe é também nossa, na pessoa de João!
Mil coisas antes inexcogitáveis
Tornaram-se agora indagáveis!
Senhora, não Vos surpreende a semelhança
Que Jesus quis ter convosco, por herança?
Senhor, não Vos surpreende a graciosidade
De vossa Mãe, que mais parece uma divindade?

Ao contemplar vosso próprio rosto
Nesse espelho criado a vosso gosto
Para refletir em seu imenso conjunto
Todas as vossas infinitas perfeições,
Dizei-nos quais sentimentos e afeições
Experimentam vossos corações tão juntos,
Olhando-se enlevados e querendo-se bem
Como jamais alguém quis alguém!
Amor materno jamais houve tão ardente!
Filho algum amou sua mãe tão plenamente!

Como se algo no Céu Vos faltasse,
Deus fez da Virgem vosso Paraíso
Para que Ela tanto Vos deleitasse
Que o exílio fosse vantagem, não prejuízo!
Para surpreender-Vos no primeiro olhar,
Deus só não fez vossa Mãe mais perfeita
Porque mais perfeição seria Vos igualar!
E isto, a unidade da Trindade rejeita.

Dissestes que vossas delícias consistem
No convívio com os filhos do homem!
Em vosso convívio inefável com Maria,
Que em vossa humanidade Vos delicia,
Já saboreais as doces e afáveis primícias
Do vosso indizível convívio com os Santos
Que os filhos dos homens Vos darão tantos!
Nas intimidades dessas primeiras carícias
Encontrais, deveras, o que faz vossas delícias!

Ele próprio A criou no Espírito Santo
E A representou maravilhosamente
Em todas as suas obras, certamente
Para, neste olhar, ser Ela vosso encanto!
Dizem que Deus Pai, ao criar Maria,
Esgotou sua inesgotável imaginação.
Ao excogitar a Mãe de vossa dileção,
Teria esgotado também sua fantasia!

É em vossa humanidade, unida à divindade
Na mais perfeita e sublime intimidade
De vossa natureza humana com a divina,
Que essa indizível convivência se sublima!
Sois homem, sem prejuízo da divindade,
Sois Deus, sem prejuízo da humanidade!
Este sois Vós, ó glorioso Cristo Jesus!
Verdadeiro homem, podeis morrer na Cruz,
Verdadeiro Deus, podeis retomar a vida
E proclamar a inocência redimida!

Um Deus assume a miséria humana
Em tão íntima e profunda união
Que, ao assumir, redime a miséria e sana!
Quisestes nascer de nossa descendência,
Para elevar-nos à inexprimível condição
De pertencermos à vossa divina ascendência!
Nosso gáudio é o do prisioneiro indultado;
Nossa alegria é a do doente incurável, curado!
Nossa gratidão é cantar vossos louvores,

Como outrora cantaram anjos e pastores!

Revista Arautos do Evangelho n.36. dez 2004

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

A imagem do espelho

Irmã Ana Rafaela Maragno, EP
Irmã Maria Pureza do Imaculado Coração fora uma religiosa piedosa e observante de sua regra. Havia entrado para o convento muito menina, com tão somente 15 anos, por uma concessão extraordinária do senhor Bispo, e ali vivera mais de seis décadas. Toda a comunidade a respeitara de maneira especial e, hoje, é venerada como uma verdadeira santa.
Sua história é muito interessante e bonita.  
Havia nascido em uma família muito abastada e seu nome de batismo era Madalena Maria. Única filha entre cinco varões, a mãe se encantava com a pequena e o pai tinha denotada predileção por aquela a quem chamava de “minha princesinha”.
Ora, tudo isso a tornou muito vaidosa. Passava horas diante do espelho, penteando seus longos cabelos, loiros e cacheados, alisando suas finas sobrancelhas ou apenas contemplando seus grandes olhos azuis. Madalena cresceu muito mimada pela família, inclusive pelos irmãos, e recebendo sempre elogios por sua inegável formosura: “Que menina linda!”; “Que bonequinha!”; “Parece uma princesa!”.  
Madalena ficou orgulhosa, arrogante e egoísta. Às vezes se recordava das lições do Catecismo de sua Primeira Comunhão, quando havia aprendido como a maior beleza de uma pessoa é a que reflete a humildade da alma e a pureza do coração. Todavia, o espelho continuava atraindo-a... e logo deixava de lado aqueles bons pensamentos para cair outra vez na mais intensa vaidade.
Uma noite, porém, Madalena teve um sonho. Sonhou que estava admirando-se no espelho e, de repente, sua imagem se transformou na figura de um Anjo, olhando-a de modo severo. Assustada, escutou uma voz firme:
— Madalena... Madalena... Por que te preocupas tanto por tua aparência? O espelho é teu maior inimigo!
A menina se afastou daquele objeto antes tão atraente, mas não podia tirar os olhos da imagem ali fixada. E o Anjo continuou, já com fisionomia mais amena:
— Madalena, se tu queres ser bela, sê pura! A pureza é a fonte de toda beleza!
 Dizendo isso, desapareceu...
Madalena se despertou ofegante... Que havia passado? Buscou o espelho e olhou-se, vendo só sua própria imagem! No fundo da alma, compreendeu como seu orgulho e vaidade iam levá-la pelo mau caminho.
No dia seguinte, quis fazer uma visita às freiras do mosteiro de sua cidade, para pedir uma orientação. A madre superiora a acolheu com bondade e lhe recomendou ter muita devoção a Nossa Senhora, Rainha dos Anjos e Mãe Puríssima, pois ninguém na Terra havia sido tão linda quanto Ela, justamente por sua pureza virginal.
Madalena levou a sério o conselho da religiosa e sua vida mudou de maneira radical. Tornou-se humilde e prestativa, ajudava a todos que a ela recorriam, e unicamente se olhava no espelho o necessário para ter uma digna apresentação. Nasceu, então, em seu coração o desejo de reparar as faltas anteriores. Decidiu ser religiosa e fez o propósito de nunca mais olhar-se no espelho!
Vencendo vários obstáculos — entre eles a incompreensão dos pais e sua pouca idade, a qual tornou necessária uma autorização especial —, por fim conseguiu entrar nas paredes benditas do mosteiro, onde almejava levar uma vida pura, humilde e virtuosa, e onde em nenhuma cela havia espelho...  
Ali recebeu o nome de Irmã Maria Pureza do Imaculado Coração e cumpria seu propósito com perfeição. Obediente e recolhida, quando tinha a função de pegar água na fonte para a cozinha, o fazia com os olhos fechados, para não ver sua imagem refletida na água. Ou se era designada para limpar a roupa do convento, evitava fitar-se nos grandes tanques da lavanderia.
Sua devoção à Santíssima Virgem era notória. Continuamente viam-na rezando aos pés das belas imagens de Maria que havia na capela ou no claustro, sobretudo diante da do Imaculado Coração. Sempre discreta e amável com as outras freiras, sua presença marcava a vida comunitária. Por isso, depois de passados tantos anos, suas irmãs a respeitavam como modelo de santidade.
Ela nem se dava conta, mas sua fisionomia, pela prática da virtude, havia se tornado ainda mais bela! Seu rosto possuía uma luminosidade antes inexistente e seus grandes olhos azuis, espelho de sua alma pura, adquiriram uma profundidade nova, tornando-se mais formosos e atraentes. Nem os anos conseguiram deteriorar aquela juvenil louçania, reflexo de um virtuoso interior.
Entretanto, sua saúde começou a debilitar-se com o tempo. Sem preocupar-se consigo mesma, seguia desempenhando suas funções e cumprindo as obrigações com esmero e amor. Até que, estando quase sem forças, viu-se obrigada a guardar repouso na enfermaria. Aproximava-se a hora de prestar contas a Deus.  
Pressentindo a chegada da morte, já febril e extenuada, Irmã Maria Pureza pedia algo que as freiras, ajoelhadas à sua cabeceira, não conseguiam entender. Pensavam estar ela delirando e rezavam a oração dos agonizantes. Mas a doente seguia balbuciando algumas curtas palavras.
Por fim uma jovem freira creu compreendê-la:
— Parece querer um espelho!
— Um espelho?! — exclamaram todas.
Como alguém que havia vivido tantos anos fugindo desse objeto podia pedi-lo na hora de morrer? Mesmo sem intuir o motivo de tão inusitado pedido, a superiora decidiu atender ao desejo da pobre moribunda. Mandou procurar um espelho e colocou-o nas mãos da enferma.
Ao sentir o peso do objeto, os olhos de irmã Pureza se abriram, ergueu a cabeça e delineou um enorme sorriso. Aquele milagroso espelho não refletia a fisionomia exausta da agonizante, mas sim rosto luminoso de Maria Santíssima. Viera buscar a alma daquela que, desapegando-se da própria beleza, havia se tornado digna de contemplar as maravilhas celestiais. 
 Revista Arautos do Evangelho n. 109.jan 2011 


quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Um só pão e dois prodígios

Ir. Carmela Werner Ferreira, EP
O pai de Pierre morrera em consequência da miséria. Seis meses mais tarde, sua esposa o seguiu, consumida pelas privações.
— Adeus, disse a mulher ao filhinho, deixo-te sozinho aqui na terra; seja bom e persevere na oração, que um dia nos encontraremos no Céu.
Pierre ficou só no mundo. Tinha apenas seis anos, e uma vizinha caridosa acolheu-o, dividindo com ele o seu pão de cada dia. Entretanto, por mais que se esforçasse em cuidar do menino, o coração do pequeno órfão estava sempre junto aos pais ausentes, que ansiava por reencontrar. Numa das longas noites que passava acordado, foi tomado por um pensamento:
— Ah! O Céu! Deve ser um lugar de muita alegria, porque papai e mamãe foram para lá e nem sequer pensam em voltar. Estou certo de que no Céu não deve faltar coisa alguma. Mas... por que eles não me levaram também? Se eu pudesse ir ao seu encontro, abraçá-los e beijá-los!
Desde aquele dia, Pierre pôs na cabeça a ideia de partir para o Céu à procura dos pais. Certa manhã, sem dizer nada a ninguém, arrumou uma trouxa com a pouca roupa que tinha e se pôs a caminho.
Depois de muito andar, chegou a uma aldeia. Vinha tão exausto que caiu diante de uma porta onde havia uma cruz. Era a casa paroquial.
O bom sacerdote ouviu um gemido e correu para ver o que era, deparando com o menino estendido no chão.
 — Quem és tu, pobre criança, e de onde vens?
— Eu sou Pierre; papai e mamãe deixaram-me sozinho e foram os dois para o Céu. Mamãe me disse que eu os encontraria um dia lá, desde que fosse bom e rezasse sempre. Mas onde é esse bendito Céu? Faz tanto tempo que ando para encontrá-lo!
— Vem comigo, pobre pequeno, disse o padre enternecido. Vamos juntos procurar mamãe e papai.
O orfãozinho passou então a viver com o piedoso sacerdote, junto de quem se sentia menos infeliz. Porém, o seu pensamento continuava fixo no Céu.
— Mas enfim, senhor cura, perguntou um dia. Onde está o Céu? Por que é que o senhor ainda não me levou para lá, como prometeu?
— Reza a Deus, meu filho. Ele é tão dadivoso que nos ajudará a encontrá-lo.
Pierre dirigiu, então, suas preces fervorosas ao Altíssimo. Nada era mais comovedor que vê-lo de joelhos diante do altar, com as mãozinhas postas. Este era o seu lugar preferido, onde no suave silêncio do recinto sagrado suas tristezas se amenizavam.
Afeiçoara-se de modo particular a uma imagem da Virgem Santíssima que trazia nos braços o Menino Jesus. Aquela imagem, esculpida em madeira, era um trabalho muito antigo e constituía uma verdadeira raridade. Contudo, nem todas as coisas raras e curiosas são belas. A Virgem Maria e Jesus tinham o rosto exageradamente magro.
Diante dos dois, Pierre sentia-se comovido; em sua candura imaginava que Nossa Senhora era assim tão magra porque não se alimentava. Bastava-lhe pensar que a Mãe de Jesus sofria fome, que seus olhos se enchiam de lágrimas e ele chorava de compaixão.
Certa manhã, à hora do café, guardou para Ela um pedaço de pão, e foi depositá-lo aos pés da imagem, dizendo:
— Comei à vontade e sem temor, ó boa e santa Virgem, pois eu me sinto contente por me privar desse pão para dá-lo a Vós, que precisais tanto dele. Comei, que quando tiverdes acabado esse pedaço, eu trarei outro!
Após isso, ele saiu da igreja. Quando voltou mais tarde, não encontrou o pão onde deixara.
Satisfeito por ver que Nossa Senhora aceitava o seu oferecimento, repetia a façanha todos os dias, e todos os dias o pão desaparecia. Mas depois de algum tempo, Pierre observou que a Virgem continuava magra. Procurou o sacerdote e contou-lhe o caso.
— Faz tanto tempo que eu levo o meu pão a Nossa Senhora, e Ela ainda está tão magra! O que acha o senhor, padre? Eu por mim suspeito que a Virgem tenha alguma doença; não seria uma boa ideia mandá-la examinar por um médico?
— Mas a estátua de Nossa Senhora não pode comer o teu pão, explicou sorrindo o cura.
— No entanto, retrucou Pierre com seriedade, eu lhe garanto que Ela come, porque o pão desaparece em pouco tempo.
O pároco, curioso, resolveu desvendar o mistério. Disse a Pierre que levasse o pão como de costume e se escondeu num canto da igreja, de onde podia vigiar a imagem e ver tudo o que se passava sem ser visto.
Pierre acabara de sair da igreja que estava silenciosa e vazia. De súbito, ouviu uns passos muito leves. Um menino, pobremente vestido, foi ajoelhar-se diante da imagem. Sorriu, apanhou o pão, beijou-o e escondeu-o debaixo de seus farrapos. Em seguida, fez o sinal da cruz e começou as suas orações com recolhimento e fervor.
O sacerdote deixou então seu posto de observação e pousou a mão no ombro do menino. Num sobressalto, o pequeno implorou: — Ah, senhor padre! Eu não sou nenhum ladrão! Estou aqui apenas para buscar o pão que Nossa Senhora me dá de presente.
— E como sabes que a Virgem te dá esse pão? Perguntou o pároco, intrigado.
— Mas padre, o senhor mesmo ensina no púlpito que Deus nunca deixa de atender às nossas necessidades. Como eu sou muito pobre, não deixo de vir todas as manhãs pedir a Nossa Senhora o meu pão de cada dia. E todas as manhãs Ela me ouve, pois o encontro sempre aqui.
O bondoso cura precisou esforçar-se para não deixar transparecer a profunda comoção interior que lhe invadia a alma. O frescor da fé que palpitava nos corações daqueles dois meninos lhe proporcionara a ocasião de admirar tão bela obra da Providência Divina; aquela mesma Providência que sempre atende solícita às súplicas dos que confiantemente A invocam.
 Revista Arautos do Evangelho n. 71. nov 2007.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Comemoração natalina 2013 - Curitiba

Uma luz resplandece nas trevas” (Jo 1, 5): “Christus natus est nobis”, foi para nós que Ele nasceu, para a humanidade de todas as épocas, até o Juízo Final. O glorioso nascimento do Menino Jesus constitui uma inesgotável fonte de salvação. E, invariavelmente — sobretudo neste ano tão carregado de ameaças de guerras, convulsões e terrores — o convite que nesta festividade é feito aos homens vem transbordante de promessas. Junto ao Divino Infante pode-se encontrar a verdadeira paz, como ocorreu com os pastores e os Reis Magos. Movidos por um sopro do Espírito Santo, abandonaram seus afazeres e puseram-se a caminho em busca da Paz Absoluta, para adorá-La. Esse mesmo convite nos é dirigido a nós na noite de Natal: “Venite adoremus”, pois “a graça de Deus, nosso Salvador, apareceu a todos os homens. (...) Manifestou-se a bondade de Deus nosso Salvador e o seu amor pelos homens” (Tt 2, 11; 3, 4).   Mons João Clá Dias


O setor feminino dos Arautos do Evangelho em Curitiba promoveu para as famílias das aspirantes uma comemoração natalina. Iniciou-se com a Santa Missa celebrada pelo Pe. Ryan Francis Murphy, EP e, em seguida, foram apresentadas músicas natalinas e uma peça teatral de um portentoso milagre ocorrido na Espanha, no século XVI: A imagem do Menino Jesus que, na noite de natal, se animou, como se fosse viva, e o Menino descalçou o pezinho e, graciosamente, atirou uma de suas sapatilhas a um pobre sapateiro que não tinha o que comer. Deus nunca deixa de atender um pedido, se perseverarmos na oração, em determinado momento, Ele faz maravilhas.


Não faltou também a acolhedora presença de São Nicolau que distribuiu presentes às crianças.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Começou em Belém

Avaliai se puderdes, as adorações, as homenagens, os carinhos de Maria para com seu divino Filho ao nascer! Adorai Jesus repousando em seus braços ou adormecido em seu regaço.
Que belo ostensório é Maria, ostensório fabricado com esmero pelo próprio Espírito Santo! Que pode existir de mais belo do que a Santíssima Virgem, mesmo considerada só no exterior? É o lírio puríssimo, o lírio do vale, cândida como ele, e que germinou em terra imaculada.
Maria é o paraíso de Deus! E a flor que nele desabrocha é Jesus, a flor de Jessé, e o fruto que produz é Jesus, o trigo dos eleitos! Quanto Deus se deleitou em embelezar Maria!
Eis o ostensório do Verbo recém-nascido! Eis o canal por onde nos vem Jesus!
Oh! Sim, a Eucaristia começou em Belém, entre os braços de Maria. Foi Ela que trouxe à humanidade faminta o único Pão que a poderia saciar!
Foi Maria que conservou para nós esse Pão! Ovelha divina, nutriu com seu leite virginal o Cordeiro cuja carne vivificante seria o nosso alimento mais tarde!

(“Flores da Eucaristia”, São Pedro Julião Eymard)

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Novos horários das apresentações natalinas



Contate-nos para saber os pormenores das apresentações que serão realizadas em Curitiba em homenagem ao nascimento de Menino Jesus.
Tel: 3019 – 4840
       3016 - 0285

sábado, 7 de dezembro de 2013

Pelas mãos de Maria

Conta-se nas crônicas Franciscanas que Fr. Leão viu uma vez em visão duas escadas, uma branca e vermelha a outra. Sobre a última estava Nosso Senhor Jesus Cristo e sobre a primeira, Sua Mãe Santíssima. Reparou como alguns tentavam subir pela escada vermelha. Porém caíam logo depois de galgarem alguns degraus; tornavam a subir e outra vez caíam.

Foram avisados de que deveriam ascender pela escada branca, e por essa os viu subir felizmente, porquanto a Santíssima Virgem lhes dava a mão, e assim chegavam seguros ao Paraíso.


LIGÓRIO, Afonso Maria de. Glórias de Maria Santíssima. 6 ed. Petróplis:Vozes, 1964. P. 161.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Existe mesmo Papai Noel?

Pe Ricardo Basso, EP
Um pouco mais cedo ou um pouco mais tarde, toda criança faz esta pergunta. E os pais podem responder facilmente a seus filhos, contando-lhes a bela vida de São Nicolau.
Aproxima-se o Natal!
Nos centros comerciais vê-se freqüentemente um personagem com trajes de cores vivas, despertando a curiosidade geral e, nas crianças, a alegre expectativa dos presentes e das guloseimas. É o Papai Noel. Como surgiu essa tradição?
Na realidade, existiu uma pessoa muito mais importante do que o lendário Papai Noel. Foi São Nicolau, Bispo de Mira, na Turquia, falecido em 324.
Este grande Santo é apresentado indo de casa em casa, levando presentes para as crianças piedosas e bem comportadas. Narrando aos filhos sua bela vida, os pais despertam nas almas infantis o senso do maravilhoso e estimulam a prática da virtude. Com a vantagem de que, neste caso, a realidade supera a lenda.
Poucos santos gozam de tanta popularidade, e a poucos são atribuídos tantos milagres. Dele, São João Damasceno fez o seguinte elogio: “Todo o universo tem em ti um pronto auxílio nas aflições, um encorajamento nas tristezas, uma consolação nas calamidades, um defensor nas tentações, um remédio salutaríssimo nas enfermidades”.
Nicolau era bastante jovem quando perdeu seus pais, herdando deles uma imensa fortuna que lhe possibilitou praticar a caridade em grande escala.
Um dia, soube de três moças que, por serem pobres, não encontravam pretendentes para casamento, e o pai pretendia encaminhá-las para uma má vida. Nicolau foi, então, de noite, e atirou para dentro do quarto do homem uma bolsa com moedas de ouro. Poucos dias depois, casava-se a filha mais velha. Repetiu Nicolau o gesto e, logo após, casava-se a segunda filha.
No momento em que ele se preparava para atirar pela terceira vez o dinheiro, foi descoberto. Saindo das sombras onde estava escondido, o pai lançouse aos pés de seu benfeitor, chorando de arrependimento e gratidão. Desde então, não se cansou de apregoar por toda parte os favores recebidos.
Em outra ocasião, ao embarcar em um navio, avisou ao comandante que teriam violenta tempestade pelo caminho. O velho lobo-domar recebeu com irônico sorriso essa previsão de um simples passageiro.
A tempestade, porém, não tardou. E tão terrível que todos acreditaram ter chegado o seu fim. Ao saberem que um passageiro havia previsto o que estava acontecendo, correram para ele, pedindo socorro. Nicolau rogou a Deus, e logo cessou a tempestade, acalmou-se o mar e o sol apareceu resplandecente...
Tornou-se, assim, o patrono dos marinheiros, que o invocam nos momentos de perigo.
São Boaventura narra que em uma estalagem o dono havia assassinado dois estudantes para se apoderar de seu dinheiro. Horrorizado por esse hediondo crime, São Nicolau ressuscitou os jovens e converteu o assassino.
No dia em que foi sagrado Bispo de Mira, mal acabara a cerimônia, uma mulher atirou-se a seus pés, com um menino nos braços, suplicando: “Dai vida a meu filhinho! Ele caiu no fogo e teve morte horrível. Tende pena de mim. Dai-lhe a vida!”
Emocionado e compadecido das dores daquela mãe, fez o sinal-da-cruz sobre o menino que ressuscitou na presença de todos os fiéis presentes à cerimônia de sagração.
Em alguns países da Europa, é costume as pessoas trocarem presentes no dia de sua festa, 6 de dezembro.
A nós, também, São Nicolau não deixará de atender em nossas necessidades.
Peçamos-lhe, pois, não apenas os bens materiais, mas, sobretudo, grandes dons espirituais. Que ele obtenha da Santíssima Virgem e de São José a graça de, neste Natal, nascer em nossas almas o Menino Jesus — o maior presente dado aos homens —, a fim de chegarmos à Pátria celeste, para a qual fomos criados.

 Revista Arautos n.24, dez 2003