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quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Curso de Férias - 2014

No fim desta vida, empreenderemos a mais importante e definitiva viagem rumo à... eternidade. Não será preciso de passaporte e não poderemos levar absolutamente nada de nossos pertences. Ela não terá volta atrás e será para sempre. A partida é inadiável, fixada por Deus, e não terá atraso. A chegada tanto poderá ser no Inferno, quanto no Céu, às vezes passando pelo Purgatório.
Despertarão, uns para uma vida eterna, outros para a ignomínia, a infâmia eterna.” (Dn 12, 2)
A perspectiva de ser julgado por Deus após a morte é algo tremendo, porque disso depende o futuro de um indivíduo: a felicidade completa, se ele for para o Paraíso; ou a desgraça total, se for condenado ao castigo eterno. Será que estamos preparados para a morte? E a prestação de contas a ser feita no dia do Juízo?  Nas Sagradas Escritas encontramos a seguinte afirmação “Em tudo o que fizeres, lembra-te dos teus novíssimos e jamais pecarás”. (Eclo 7, 40)
Os novíssimos do homem – Morte, Juízo, Inferno e Paraíso -  foi o tema abordado no curso de férias do setor feminino dos Arautos do Evangelho. Através de exemplos baseados nos relatos dos sonhos de São João Bosco, foi mostrado os lugares que nos aguardam após a morte dependendo das atitudes e ações praticadas nesta Terra. 

Por isso um conselho muito útil antes de qualquer ato que pratiquemos seria de nos perguntar:  "Esta ação que vou praticar agora me leva ao céu ou ao inferno?"

As exposições e as encenações teatrais foram acompanhadas com vivo interesse pelas jovens que faziam anotações em seus cadernos.

domingo, 26 de janeiro de 2014

Monge Teófilo - Misericórdia de Maria

Em uma exposição para os pais das jovens que frequentam o centro juvenil dos Arautos do Evangelho em Curitiba, mostrou-se a misericórdia incomensurável de Nossa Senhora que, atendendo à uma  pequena  manifestação de piedade filial, é capaz de fazer as coisas mais extraordinárias; exemplificada através da narração intercalada com encenações teatrais (adaptadas) da história do monge Teófilo que apresentamos a seguir: 


Vigário da Igreja de Adanas, na Sicília, Teófilo dirigia durante muito tempo, com dedicação e acerto, os bens eclesiásticos. Um dia o Bispo veio a falecer e o povo queria Teófilo para Bispo, dignidade que ele por humildade recusou, respondendo que sua vocação era continuar exercendo as funções de vigário.  Por fim, outro bispo ocupou a sede vacante.
Tempos depois, porém, falsas acusações lhe valeram a deposição do cargo. Cego de indignação foi procurar um feiticeiro que o colocou em contato com Satanás.
O demônio lhe disse que, se desejava a sua ajuda, devia renunciar à Fé, à Igreja, à Santíssima Virgem e a Nosso Senhor Jesus Cristo e entregar-lhe o texto de renúncia escrito de seu próprio punho
Teófilo vacilou por um instante. Porém o ressentimento lhe corroía o coração, e acabou aceitando a proposta.
No dia seguinte, o Bispo dando-se conta da injustiça que lhe fizera, pediu perdão a Teófilo e o restituiu no cargo.
Teófilo tinha então fortuna e  prazer, mas um profundo remorso pelo pecado cometido o atormentava no interior e chorava sem cessar.
Finalmente, não podendo suportar mais tal situação, entrou um dia na igreja, e lançando-se aos pés de uma imagem da Santíssima Virgem, chorou amargamente e lhe disse:
— Ó Mãe de Deus, não quero desesperar-me. Ainda Vós me restais, Vós que sois tão compassiva e poderosa para me ajudar.
Assim passou 40 dias a rezar e a implorar o auxílio da Santíssima Virgem. Uma noite apareceu-lhe a Mãe de Misericórdia e disse-lhe:
— Teófilo, o que fizeste? Renunciaste à minha amizade e à de meu Filho. E por quem? Pelo meu inimigo, e teu também.
Teófilo, sem deixar de chorar, implorou a misericórdia da Mãe de Deus.
— Consola-te, que vou rogar a Deus por ti.
Reanimado por essa promessa, Teófilo redobrou a penitência, a oração e as lágrimas, conservando-se sempre aos pés da imagem de Maria.
Nossa Senhora apareceu-lhe  e amavelmente lhe disse:
— Teófilo, enche-te de consolação. Apresentei a Deus tuas lágrimas e orações e Ele as aceitou e te perdoou. Mas de hoje em diante, sê mais grato e fiel.
O infeliz replicou:
— Senhora, ainda não estou plenamente consolado. O demônio tem ainda com ele aquele documento horrível pelo qual renunciei a Vós e ao vosso Divino Filho. Podeis fazer que mo restitua?

Durante três dias Teófilo aguardou prostrado em terra, ao cabo dos quais reapareceu a Virgem trazendo o pacto maldito, que entregou a Teófilo como símbolo do seu perdão.

Sem perda de tempo,  foi Teófilo à Igreja, e ajoelhando-se aos pés do bispo, narrou todo o acontecido e lhe entregou o nefando documento. O bispo o fez queimar imediatamente diante dos fiéis presentes,  exaltando a bondade de Deus e a misericórdia de Maria para aquele pobre pecador.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Estrada Bonita

As participantes do Projeto Futuro e Vida de Curitiba realizaram um passeio até à Estrada Bonita em Joinville SC onde tiveram a possibilidade de fazer um passeio de charrete para contemplar as maravilhas da natureza desse local, vendo os animais, os pássaros, as borboletas, os riachos e passando por cima do rio, deixando todas as participantes com vontade de se refrescar nele. Seu desejo foi concedido!



































Após o passeio, visitaram os vários animais rurais da chácara: galos, galinhas, pintinhos, porco, bois, cavalos, pôneis, vacas, patos, gansos, gatos, cachorros, coelhos, passarinhos...  Passaram também pelo museu onde puderam aprender como se fazia o doce típico do lugar: Melado de Cana. Após vários jogos, dirigiram-se a Joinville onde visitaram o Museu dos Príncipes, onde vislumbraram o palácio, as carruagens e a rua das palmeiras imperiais.   





quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Simpósio Sacramentos III


O Simpósio teve seu término no domingo, dia 12. Nesse dia, foi tratado sobre o Sacramento da Eucaristia instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo na última Ceia. Terminada a mesma, Ele tomou o pão, deu graças, o partiu e deu a seus discípulos, dizendo: TOMAI TODOS E COMEI: ISTO É O MEU CORPO QUE SERÁ ENTREGUE POR VÓS. Do mesmo modo, tomou também o cálice, deu graças novamente, e o deu a seus discípulos, dizendo: TOMAI TODOS E BEBEI: ESTE É O CÁLICE DO MEU SANGUE, O SANGUE DA NOVA E ETERNA ALIANÇA, QUE SERÁ DERRAMADO POR VÓS E POR MUITOS PARA REMISSÃO DOS PECADOS. FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM. Este Sacramento contém verdadeiramente o Corpo e o Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, real e substancialmente presentes sob as espécies ou aparências de pão e vinho.   
O último Sacramento estudado foi o da Confirmação no qual recebemos o Espírito Santo e os seus dons; torna-nos perfeitos cristãos e imprime em nossas almas o caráter de soldado de Cristo. Nosso Divino Redentor prometeu várias vezes que enviaria o Espírito Santo aos seus Apóstolos, a fim de confirmá-los na virtude e dar-lhes as forças necessárias para enfrentar todas as lutas. Antes de subir aos Céus, Ele lhes disse: “Descerá sobre vós o Espírito Santo, e Ele vos dará forças para serdes minhas testemunhas”. (At 1, 8) Tal promessa foi plenamente cumprida quando, no dia de Pentecostes, os Apóstolos receberam o Espírito Santo, o qual desceu sobre eles em forma de línguas de fogo. Tal como os Apóstolos, ao sermos crismados também recebemos em nossa alma os dons do Espírito Santo: Sabedoria, Inteligência, Conselho, Fortaleza, Ciência, Piedade e Temor de Deus.
Durante a reunião, desenrolou-se um teatro que retratava a história de uma arauto que se sentia sem forças e ânimo para seguir o seu caminho, caminho este que antes era fácil. Depois da ajuda de suas companheiras e superiora, compreendeu que necessitava do Sacramento da Confirmação, e após uma cerimônia, ao ser lhe administrado o Sacramento, sentiu-se robustecida pelo Espirito Santo e pronta para qualquer luta.

Após este simpósio, as participantes compreenderam a grande importância dos Sacramentos e quais seus efeitos nas almas: introduz a Graça Santificante - um dom divino, uma qualidade sobrenatural infundida por Deus em nossas almas- que nos faz filhos adotivos de Deus, templos da Santíssima Trindade e herdeiros do Reino dos Céus. Esta Graça somente se perde pelo pecado mortal.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Simpósio Sacramentos - Continuação

No dia 11 de janeiro, o simpósio continuou, desta vez com os Sacramentos da Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos.
As participantes do Projeto Futuro e Vida puderam aprender que:
O Sacramento da Ordem confere o poder e a graça de exercer as funções e ministérios eclesiásticos: o culto a Deus e a salvação das almas.
O Sacramento do Matrimônio estabelece uma santa e indissolúvel união entre o homem e a mulher, dá-lhes a graça de se amarem mutuamente e de educarem de modo cristão os seus filhos.
E, finalmente, o Sacramento da Unção dos Enfermos confere ao enfermo em perigo de morte a força de alma e, às vezes, a saúde de corpo, em virtude da unção e da oração do Sacerdote. Este Sacramento foi ilustrado pela história da Da. Hong Ling, que deixamos aqui para que o internauta possa ler.
No século XVIII, a vida dos missionários que partiam para evangelizar a Indochina estava longe de ser fácil. A viagem oceânica era cheia de riscos, não só de tempestades, mas também de assaltos dos piratas. E ao chegarem ao seu destino, os sacerdotes se deparavam com culturas exóticas e turbulentas. Alguns destes se mostravam simpáticos, outros, porém, violentamente contrários ao Cristianismo.
Por mais de 45 anos esteve o padre Alonso palmilhando as terras do atual Vietnã.
Não muito tempo depois de ter chegado ao Oriente, padre Alonso foi enviado, junto com um jovem clérigo, a visitar uma província afastada do litoral, zona ainda não catequizada. Embora ali ainda não houvesse católicos, eles foram recebidos com afabilidade, pois os pagãos daquelas regiões ouviram falar bem dos sacerdotes cristãos e os tinham por homens íntegros e virtuosos.
Enquanto visitavam a casa de um fiel, um viajante se aproximou deles dizendo que viera de uma aldeia distante a pedido de Da. Hong Ling, uma idosa que se encontrava muito doente e que sentindo próxima a morte, implorava o auxílio espiritual de um sacerdote católico.
Os dois religiosos ficaram muito admirados, pois os enviados davam a entender claramente que ela queria receber a Unção dos Enfermos. Quem seria, em meio àquelas vastidões de paganismo, a alma cristã desejosa de receber os últimos sacramentos?
 Viajaram a noite inteira e chegaram ao raiar da aurora à morada da misteriosa anciã. Encontraram-na deitada junto a uma janela pela qual penetrava a suave luz do Sol nascente. Estava de fato bem doente, mas sorriu com júbilo ao vê-los entrar.
A seguir, contou-lhes sua história. Chamava-se Hong Ling, nome que significa Rosa da Primavera. Era a última filha de uma importante estirpe da costa sul do país, região na qual chegaram os primeiros missionários cristãos. Naquela época, as conversões se contavam aos milhares, ergueram-se igrejas, e várias ordens religiosas lá se estabeleceram. Tocada pela graça, toda a sua família se fez batizar, e ela, aos sete anos, fora estudar, como tantas outras meninas, em uma escola mantida por freiras. As pequenas dedicavam uma grande afeição às boas e pacientes irmãs que, além de ensinar-lhes a verdadeira Fé, as instruíam nas letras e números.
O esplendor das cerimônias litúrgicas, a paz e o silêncio do convento, aliados à virtude e bondade de suas mestras, atraíam cada vez mais sua inocente alma. Rosa da Primavera formulou, então, o sincero propósito de dedicar sua vida à oração e à educação das crianças. 
Mas obrigada por seus familiares teve de partir para ir morar numa região pagã, privada de todo e qualquer auxílio espiritual da Santa Igreja.
Escoaram-se os anos, e Hong Linh perdeu seu marido e filhos nas constantes guerras regionais e ela permaneceu naquela pequena aldeia, onde, velha e enferma, aguardava o fim de seus dias.
Justamente quando seu estado de saúde começava a agravar-se, alguns viajantes trouxeram-lhe a notícia da proximidade dos sacerdotes cristãos. E ela os mandou chamar sem demora.
Após a narração de sua vida, o Padre Alonso ministrou os Sacramentos da Confissão e da Unção dos Enfermos e no final perguntou-lhe:
— Estando privada de qualquer sacramento, e mesmo do consolo que é o convívio com outros cristãos, como pôde a senhora manter a fé e a confiança por tantos anos?
Com um leve sorriso, Hong Ling retirou mansamente a mão de sob os lençóis, mostrou-lhe um rosário bem gasto e um catecismo aberto na página dos sacramentos e disse:
— Eis aqui, padre, os pequeninos, mas fortes elos que mantiveram minha alma ligada ao Céu por mais de sessenta anos.

Pouco tempo depois, Rosa da Primavera entregava sua alma a Deus. Desceu à sepultura tendo nas mãos seu inseparável rosário. Os mesmos elos que a mantiveram fiel durante a vida, agora a levariam até o Paraíso.










quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Simpósio - Arautos do Evangelho - Curitiba

O que são os sacramentos? São “sinais sensíveis” instituídos por Nosso Senhor Jesus Cristo, para significar e produzir a graça santificante naquele que os recebe dignamente. Ou seja, os Sacramentos podem ser percebidos pelos sentidos corporais. É o que acontece, por exemplo, com a água no Batismo, lava o corpo do batizado para representar a purificação de sua alma, que fica limpa de todo pecado.
Quantos são os sacramentos? São sete: Batismo, Confirmação, Eucaristia, Penitência, Unção dos enfermos, Ordem e Matrimônio.
Foi assim que começou o simpósio sobre os Sacramentos no centro juvenil dos Arautos do Evangelho - Curitiba, analisando tanto os Sacramentos de mortos: o Batismo e Penitência, que apagam os pecados graves da alma e conferem a Graça santificante, como os Sacramentos de vivos: Confirmação, Eucaristia, Unção dos enfermos, Ordem e Matrimonio, que aumentam a Graça Santificante já presente na alma.

No primeiro dia, sexta-feira dia 10, com a presença do grupo de Joinville, as alunas do Projeto Futuro e Vida ouviram uma exposição sobre os Sacramentos do Batismo e da Penitência. Este último foi regado por uma apresentação teatral a respeito de uma jovem, Mary, que após uma desavença com sua amiga Helen, decide matá-la com um veneno. Após o assassinato, ela percebe o erro que cometeu e perde a paz, sendo atormentada pelo pecado. Avistando um templo calvinista, a ele se dirige com objetivo de obter perdão e encontrar serenidade para sua alma. Porém, o ministro fica horrorizado pelo seu pecado e diz que irá chamar a polícia se ela não se retirar dali. Mary, mais desesperada ainda, se retira pesarosa acreditando que a solução de seu problema é a morte. De repente, ela escuta o repicar dos sinos da Igreja Nossa Senhora da Misericórdia, e sem saber porque se sente animada para entrar. Um sacerdote se encontra no confessionário atendendo os penitentes e ela vê aí a oportunidade de confessar sua falta. Após declarar que cometera um homicídio, o padre ao invés de demonstrar repulsa, lhe dá ânimo para continuar a vida e a perdoa de todos os seus pecados.