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sábado, 26 de abril de 2014

São Luís Maria Grignion de Montfort

São Luís Maria Grignion nasceu em 31 de janeiro de 1673, na cidade bretã de Montfort-La-Cane. Em 1685 ingressou no colégio dos jesuítas, em Rennes, onde cursou humanidades. Sentindo-se chamado ao sacerdócio, partiu para a capital francesa, sendo admitido em 1695 no Seminário de Saint-Sulpice. Cinco anos depois, em junho de 1700, foi ordenado presbítero e deu início ao seu intenso apostolado de missionário, pregando de modo especial o reafervoramento do espírito do cristianismo pela renovação das promessas do Batismo. O Papa Clemente XI concedeu-lhe o título de missionário apostólico, e nessa qualidade percorreu toda a França, reacendendo nas almas as mechas fumegantes da Fé.
Segundo o Pe. Faber, era ao mesmo tempo perseguido e venerado em toda parte. Suas pregações, seus escritos, sua conversação eram impregnados de profecias e de visões antecipadas das últimas eras da Igreja. Qual novo São Vicente Ferrer, adiantou-se como se estivesse nos dias precursores do juízo final, e proclama-se portador, da parte de Deus, de uma mensagem autêntica: mais honra, conhecimento mais vasto, amor mais ardente a Maria Santíssima, e anuncia a união íntima que Ela terá com o segundo advento de seu Filho.
Estabelecendo-se em Saint Laurent-sur-Sèvre, fundou duas Congregações religiosas, uma de homens (Missionários da Companhia de Maria) e outra de mulheres (As Filhas da Sabedoria). Escreveu diversas obras que têm exercido notável influência na piedade católica: Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, Carta Circular aos Amigos da Cruz, O segredo admirável do Santo Rosário para se converter e se salvar, O Segredo de Maria, Oração Abrasada (Prece pedindo a Deus missionários para a sua Companhia de Maria), entre outras.
São Luís Grignion faleceu no dia 28 de abril de 1716, durante a pregação de uma missão em Saint-Laurent-sur-Sévre. Tinha 43 anos de idade e apenas 16 de sacerdócio.
Em 20 de julho de 1947, o Sumo Pontífice Pio XII finalmente inscreveu no catálogo dos santos esse grande missionário e apóstolo da Virgem Mãe de Deus.
(Cf. São Luís Maria Grignion de Montfort, Obras completas, Éditions du Seuil, Paris, 1966, pp. VII e ss.; Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, Vozes, Petrópolis, 1961, p. 9)
 Como condição de vitória, sem se desprezar nem de leve as  providências  concretas,  devemos  contar essencialmente  com  os recursos sobrenaturais. A História demonstra que não há inimigos  que vençam um país cristão que possua três devoções: ao Santíssimo Sacramento, a Nossa Senhora e ao Papa. Investigue-se bem a queda de nações aparentemente muito fervorosas em sua adesão à Igreja: alguma broca secreta a minava em uma dessas três virtudes-chave.
A  vitória,  pois,  depende  de  nós.  Tenhamos  em  dia  nossa  consciência, estejamos tranquilos em Deus, e venceremos.
O livro dos tempos novos
Há  dois séculos que está pronta a bomba atômica do Catolicismo. Quando  ela explodir de fato, compreender-se-á toda a plenitude de sentido da  palavra da Escritura: Non est qui se abscondat a calore ejus1. Esta  bomba se  chama  com  um  nome muito doce. É que as bombas da Igreja são bombas de Mãe. Chama-se O Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem. Livrinho de pouco mais de cem páginas. Nele, cada palavra, cada letra é um tesouro. Este o livro dos tempos novos  que hão de vir. (...)
Por meio de Maria, unir-se a Deus
São Luís Grignion  de  Montfort  expõe em sua obra, no que consiste  a perfeita devoção dos fiéis a Nossa Senhora, a escravidão de amor dos  verdadeiros  católicos  à  Rainha  do  Céu. Ele nos mostra o papel fundamental da Mãe de Deus no Corpo Místico de Cristo, e na vida espiritual de cada cristão. Ele nos ensina  a viver nossa vida espiritual em consonância com essas verdades. E nos  inicia em um processo tão sublime,  tão doce, tão absolutamente maravilhoso e perfeito, de nos unirmos  a Maria Santíssima, que nada há na literatura cristã de todos os séculos  que o exceda neste ponto.
Esta  devoção,  diz  Grignion  de  Montfort, unindo o mundo a Nossa Senhora, uni-lo-á a Deus. No dia em que os  homens  conhecerem,  apreciarem,  viverem essa devoção, nesse dia Nossa  Senhora reinará em todos os corações,  e a face da Terra será renovada.
De que forma? Grignion de Montfort esclarece que seu livro suscitaria  mil oposições, seria caluniado, escondido, negado; que sua doutrina seria  difamada, ocultada, perseguida; que  ela daria automaticamente uma antipatia profunda nos que não têm o espírito da Igreja. Mas que um dia viria  em que os homens por fim compreenderiam sua obra. Nesse dia, escolhido por Deus, a restauração do Reino de Cristo estaria assegurada.

Revista Dr Plinio 109

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Atividades Arautos do Evangelho - Curitiba

No domingo, dia 13 de Abril, as participantes do Curso de Culinária tiveram uma surpresa. O Revmo. Pe. Ricardo Basso celebrou para elas a Santa Missa, seguida de uma imposição de Medalhas Milagrosas, onde o caro internauta pode ver pelas fotos a alegria que elas sentiram. Após o alento espiritual, tiveram a aula onde puderam confeccionar uns deliciosos casadinhos de Doce de Leite.
















quinta-feira, 17 de abril de 2014

Domingo de Ramos - Arautos do Evangelho Curitiba

“Exulta, cidade de Sião! Rejubila, cidade de Jerusalém. Eis que vem teu rei ao teu encontro, ele é justo, ele salva, é humilde e vem montado num jumento, um potro, cria de jumenta” (Zc 9,9)
 No domingo de Ramos, as Participantes do Projeto Futuro e Vida e o grupo da catequese de Ferraria, vindo especialmente para fazer um retiro de preparação para a Primeira Comunhão, tiveram a oportunidade de comemorar com a Santa Igreja participando da Celebração Eucarística de Ramos que antecede a semana santa presidida pelo Revmo. Pe. Ryan Murphy.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

ATIVIDADES TAMBÉM EM PONTA GROSSA

No dia 6 de abril, domingo, as Arautos se dirigiram até Ponta Grossa para realizar atividades com as jovens de lá. O programa iniciou com a missa presidida pelo Revmo. Pe. Paulo Sérgio,EP, que na sua homilia sublinhou com histórias e fatos as diversas provações e dificuldades que o homem tem ao longo da vida, e que são uma marca de amor que fica para o resto da vida.
Após a Santa Missa, realizaram-se animados jogos, seguido de uma reunião-teatro sobre a devoção a Nossa Senhora: história da Camponesa cega de um olho. (clique aqui para ler a história)

Como as Arautos perceberam que o povo de Ponta Grossa gostava muito de cantar, ensinaram-lhe músicas tradicionais francesas e orientais. Não faltou o lanche onde todos se puderam conhecer melhor; pais, filhas, terciários e arautos.


A camponesa cega de um olho

Numa pequena casa construída à beira da floresta, uma piedosa camponesa conhecida por sua ardente devoção à Santíssima Virgem.
Durante anos empenhou-se em mais amá-La e melhor conhecê-La. Para isso, rezava muito e lia tudo o que a respeito d’Ela haviam escrito os Santos. E quanto mais rezava, mais lhe crescia a devoção, e quanto mais lia, mais lhe aumentava a sede de conhecer. Um dia, ficou profundamente impressionada ao ler no Novo Testamento esta passagem de São Paulo: “Coisas que os olhos não viram, nem os ouvidos ouviram, nem o coração humano imaginou, tais são os bens que Deus tem preparado para aqueles que o amam” (1 Cor 2, 9). Após muito considerar, chegou à seguinte conclusão: “Sim, nada do que se escreve sobre a Virgem é suficiente. Oh, se eu pudesse vê-La com meus próprios olhos!”
E desde então essa idéia não mais lhe saiu da mente. Com esse anseio ela despertava e adormecia. E mesmo durante os trabalhos, por vezes um suspiro lhe saía dos lábios: “Se ao menos pudesse vê-La uma vez!” Já não tinha outra intenção em suas infindáveis orações, e tanto golpeou as portas celestes que elas por fim se abriram...
Uma noite, o humilde quarto da ardorosa camponesa enche-se de intensa luz. Acordando sobressaltada, ela vê diante de si uma figura angélica que lhe diz:
— Sou teu Anjo da Guarda! A Rainha do Céu ouviu tuas insistentes orações e deseja atender-te. Contudo, para teres o imerecido dom de, ainda em vida, contemplá-La face a face, é necessário que ofereças um duro sacrifício: o de perder tua vista direita. Estás disposta a fazê-lo?
Só isso?! — pensa a camponesa. E logo responde:
— Mas claro! Aceito com alegria!
O anjo então inclina-se, abre os braços e milagrosamente desaparecem as paredes da casa, a luz redobra de intensidade, um inefável perfume impregna o ar e uma maravilhosa música se faz ouvir...
Oh! maravilha! Precedida por uma coorte de anjos, surge a Mãe de Deus. Com maternal bondade, Ela olha para a camponesa e... sorri! O mais belo de todos os sorrisos que já houve e haverá... A afortunada camponesa está fora de si de alegria. Passado um breve instante, a fulgurante luz começa a diminuir, a visão lentamente se desvanece e a camponesa fica sozinha na escuridão da noite.
Tanta era sua felicidade que essa noite não dormiu. Jamais algo ficara tão bem gravado em sua memória. E só quando os primeiros raios da madrugada entraram por sua janela percebeu que já não enxergava do olho direito.
Todos se compadeceram do infortúnio daquela jovem que se deitara sã e inexplicavelmente despertara cega de um olho. E admiravam-se de não vê-la triste, mas, pelo contrário, mais contente do que nunca. A camponesa a ninguém revelou o que se passara naquela noite.
Transcorreram assim os dias e os meses. Sempre feliz, a camponesa vivia da lembrança daquele inesquecível momento em que, diante de seus olhos, o céu baixara à terra. Aprendeu a suportar o incômodo de ter só uma vista, e quando sofria algum tropeço ou acidente por causa de sua limitada visão, logo pensava: “Sim, valeu a pena! Isso não é nada em comparação com aquele inefável sorriso!”
Entretanto, com o passar dos anos sua alegria foi aos poucos se misturando com certa dor. A camponesa sentia saudades daquele olhar indescritível. Qualquer maravilha que encantava as suas amigas para ela parecia sem expressão. As belas cores do pôr-do-sol, a matizada luz dos vitrais, nada eram em comparação com a celestial face da Virgem Maria. E todas as flores que cobriam os montes na primavera nem de longe tinham o perfume que invadira sua cela naquela bendita noite.
Em seu coração renasceu o antigo desejo: “Se eu pudesse vê-La novamente!...” E pôs-se a rezar com redobrada insistência, pedindo que mais uma vez lhe fosse concedida a incomparável graça.
E eis que, do mesmo modo como havia se passado anos antes, seu quarto foi invadido pela sobrenatural luz que prenunciava a aparição do anjo.
— Aqui me tens de volta! Se queres mesmo ver de novo a Virgem Santíssima, sabe que isso irá custar-te outro sacrifício, maior do que o primeiro: estás disposta a oferecer a vista que te resta?
Em um momento, a camponesa lembrou-se de todas as agruras e dificuldades que lhe ocasionou a falta de um olho. Agora, ficar completamente cega! No entanto, seu amor foi mais forte, e com vigor respondeu:
— Sim, aceito! Ver Nossa Senhora mais uma vez, ainda que seja por poucos segundos, bem vale a dor de ficar cega o resto da vida!
E tal como se passara na vez anterior, pôde ela contemplar por alguns instantes o celeste rosto da Mãe de Deus. Que alegria, que felicidade!
Sozinha na escuridão de seu quarto, demorou-se largo tempo deleitando-se com a lembrança do que acabara de ver, e só no meio da madrugada lembrou-se: “Agora devo preparar-me para levar a vida de cega”. E num misto de alegria e resignação, fixando na memória o gáudio passado e prevendo a dor futura, adormeceu.
Na manhã seguite, levantou-se com rapidez, e qual não foi sua surpresa ao se dar conta de que continuava a ver! E mais, com os dois olhos! Abriu a janela, e com satisfação viu os campos verdejantes, o azul do céu e as flores do jardim. A vista que perdera anteriormente lhe havia sido restituída!... Chorando de alegria e gratidão, correu à igreja para dar graças.

O demônio, pai da mentira, nunca dá o que promete. Deus, pelo contrário, sempre dá além do que esperamos. E Nossa Senhora, segundo diz um adágio, retribui com um boi a quem Lhe dá um ovo. Não há que temer entregar-se a Deus! Pois, segundo Ele mesmo disse, “o meu jugo é suave, e meu peso é leve”. Esse milagroso fato nos ensina a cada vez mais amar e confiar em Maria Santíssima, nossa Mãe e Senhora! 

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Curso de Culinária

Dando prosseguimento ao Projeto Futuro e Vida, neste último final de semana, teve início o Curso de Culinária com as alunas do Colégio João Loyola e Pedro Macedo. Elas aprenderam a fazer docinhos de leite em pó e puderam colocar sua criatividade em ação.

Docinhos de Leite em Pó


Ingredientes

ä  Leite em pó (500gr)
ä  Açúcar refinado (100 gr)
ä  Leite de Coco (até dar o ponto)
ä  Corantes cores variadas

Modo de fazer:
Colocar o leite em pó e o açúcar refinado numa bacia, acrescentar aos poucos o leite de coco até dar o ponto para enrolar. Colocar o corante até obter a cor desejada.

Enrolar os docinhos a gosto, podem ser feitos com formato de maçãs, peras...