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quarta-feira, 25 de junho de 2014

Solenidade de Corpus Christi em Curitiba

Corpus Christi, a festa litúrgica em louvor ao Santíssimo Sacramento, foi instituída em 1264 por Urbano IV. Ela deveria marcar os tempos futuros da Igreja, tendo como finalidade cantar a Jesus Eucarístico, agradecendo-Lhe solenemente por ter querido ficar conosco até o fim dos séculos sob as espécies de pão e vinho.
Na última quinta-feira, dia de Corpus Christi, os Arautos também celebraram, em sua residência, essa solenidade com a Missa e a Procissão, presidida pelo Reverendíssimo Padre Ryan Murphy e com a presença do Diácono Fernando Paes. Os homens portavam em suas mãos tochas acesas, que representavam o fogo de amor que deve ser prestado a Nosso Senhor e as senhoras entoavam diversos cânticos que embelezavam a passagem d´Ele pelos diversos espaços externos do edifício.
Todos que participaram dessa celebração sentiram um ambiente de muita paz e voltaram à suas casas com as almas repletas das bênçãos de Jesus Eucarístico.


terça-feira, 17 de junho de 2014

Um dia especial - Parte II

Chegando no Centro Juvenil dos Arautos, tiveram um suculento almoço e logo em seguida, assistiram uma encenação teatral baseada em uma história contada por São Luís Maria Grignon de Monfort, na qual três irmãs após cumprirem o pedido de um sacerdote de rezaram o rosário durante um ano, apareceu Nossa Senhora a cada uma delas, mas para cada qual vestida de maneira diversa. Para a mais velha, Joana, que rezava piedosamente e compenetradamente, Maria Santíssima se apresentou com um vestido muito belo, e assim lhe agradecia o vestido que havia feito rezando o Santo Rosário. Depois apareceu a Beatriz, a irmã do meio, que rezava o Rosário meio dissipada, a esta a Virgem Maria, apareceu com um vestido mais pobre e quase sem adornos, à mais nova, Teresa, que por vezes não rezava ou que ficava dormindo, Nossa Senhora também apareceu mas desta vez com um vestido esfarrapado e completamente sem adornos.








































As irmãs se deram conta que as suas orações não estavam sendo bem realizadas e a partir daquele dia, passaram a rezar o Rosário em conjunto e piedosamente. Passado um ano, apareceu-lhe novamente a Virgem Santíssima, mas desta vez com um vestido resplandecente de beleza, e agradecendo o vestido que estas tão bem lhe haviam preparado e prometendo levá-las para o Céu naquele dia mesmo. Após escutarem tão bela história, todas as participantes rezaram um terço em conjunto para também fazer um belo vestido para a Rainha do Céu.


Quando terminou o terço, rapidamente todas se dirigiram para a quadra a fim de realizarem uma sequência de jogos, que no final se obteriam prêmios. Divididos os grupos: azul e vermelho, iniciaram os desafios: fazer o percurso da corda, contornar os cones, passar pelo túnel, encestar as bolas, passar pela encruzilhada de fios elásticos, passar de um pé só sobre os bambolês.

















No final, as vencedoras retornaram para casa com um grande sorriso nos lábios e com os vários prêmios que conquistaram.


domingo, 15 de junho de 2014

Um dia especial

Parte I

Avançar!... Sempre!!! Recuar!... Nunca!!! Desanimar!... Jamais!!! Esse era o brado que as participantes do Projeto Futuro e Vida – cerca de 100 - bradaram várias vezes durante o domingo, dia 8, participando das atividades especiais que tiveram nesse dia, enfrentando a previsão de chuva que não se deu.
Este dia começou com um passeio ao Zoológico de Curitiba onde todas visualizaram várias espécies da natureza. Tiveram a honra de conhecer dois novos membros do Zoológico. O novo Leão e um filhote de ararajuba. Sendo o primeiro de um belo porte e se mostrando como o rei do Zoológico.
Após verem todos os animais partiram para o Centro Juvenil dos Arautos onde lhe esperavam várias surpresas. 

Não percam o próximo post!

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Sagrado Coração de Jesus

No sábado passado foi feita uma exposição sobre o Sagrado Coração de Jesus para as jovens e familiares que frequentam o centro juvenil dos Arautos em Curitiba. 
Por que coração?
Ora, tudo em Nosso senhor Jesus Cristo é adorável: os cabelos, as unhas, a barba. Com muito mais razão pode-se dizer que o seu Coração é adorável, sendo o membro mais nobre. Daí procede o culto e a devoção ao Sagrado Coração de Jesus: esse coração, símbolo de seu amor, esse amor que O levou a encarnar-se para nos redimir.
Cruz: não só no Calvário que Nosso Senhor foi crucificado, mas continua sendo devido aos pecados, indiferenças, a falta de fé, o ódio dos maus.
Espinhos: simboliza a tibieza das almas; aqueles que não rezam; não recebem os Sacramentos; os que esquecem facilmente as suas obrigações e não procuram corrigir-se de seus defeitos. Falta de correspondência às graças, tibieza (quem não produz frutos de virtude).
Ferida da lança: os que O atacam, os que blasfemam, as pessoas que adoram a satanás, os apóstatas. Nosso Senhor os havia criado por amor e O desprezam dessa forma.
Chamas: representam a fornalha de amor, de misericórdia para com os homens.
Um símbolo desses sinais do amor de Nosso Senhor está no Detente! Um recorte de pano onde se pinta ou borda a figura do Coração  de Jesus revelada a Santa Margarida Maria, emoldurado pela frase: Detém-te! O Coração de Jesus está comigo!
A origem desse objeto piedoso se prende à proteção sobrenatural com que se viu favorecido um jovem romano, o qual se alistou como Zuavo pontifício para defender o Papado nas guerras da unificação italiana do sec. XIX. Antes de partir sua mãe lhe pendurou ao pescoço um pedaço de pano em que ela havia bordado o Coração de JESUS COM A CRUZ, A COROA DE ESPINHOS e as CHAMAS assim como fora visto em êxtase pela vidente. Armado com esse singular escudo que lhe forjara a solicitude materna, o jovem combatente lançou-se com coragem em renhida e sangrentas batalhas. Durante um desses confrontos, quando as balas adversárias faziam grande estrago nas fileiras pontifícias , uma delas atingiu de cheio o peito do heroico rapaz, ficando gravada na estampa do Coração de Jesus que lhe pendia do pescoço.
Ao tomar conhecimento do fato , o Papa Pio IX concedeu uma bênção especial a todos os escapulários elaborados segundo o modelo feito por aquela carinhosa mãe.
Com o detente ocorreu inúmeros milagres, tanto materiais quanto espirituais.
No final do sec. XIX e começo do sec. XX , ocorreu a guerra civil na Espanha, nessa guerra houve muitos martírios pois era alvo dos revolucionários, os Sacerdotes, as Religiosas e as pessoas que se diziam Católicas. Foi feita uma representação teatral de um fato verídico ocorrido nessa época, ilustrando a proteção do Detente contra o poder do mal.













Um dos pedidos do Sagrado Coração de Jesus foi também de promover a veneração pública de suas imagens. Por isso foi contada outra história da conversão de uma jovem, Isabelle. Suas irmãs preocupadas pelo estado de sua alma toda tendente ao mundanismo e gozo da vida,  costuraram uma estampa do Sagrado Coração de Jesus na barra de seu vestido e aos poucos a jovem moça acabou por se converter e ser uma grande devota do Sagrado Coração de Jesus.











Para difundir a devoção ao Sagrado Coração de Jesus, foram distribuídos livretos, detentes e medalhas.





segunda-feira, 9 de junho de 2014

Santo Antônio

Santo Antônio

"Doutor da Igreja", "Martelo dos Hereges", "Doutor Evangélico", "Arca do Testamento" é como os Papas o chamaram. Para o povo fiel, ele protege os pobres, auxilia na busca de coisas e pessoas perdidas, orienta os sentimentos e inspira a vida de oração; afugenta os demônios e a peste; cura os enfermos. Foi franciscano da primeira hora. Conhecido como milagreiro, sua própria vida foi um milagre contínuo.

De Lisboa, de Pádua ou do mundo todo?

Por alguns ele é chamado de Santo Antônio de Lisboa, cidade onde nasceu. Outros preferem chamá-lo de Santo Antônio de Pádua, lembrando a cidade onde exerceu suas funções e nas cercanias da qual morreu. Cada um desejando a glória de que o Santo tenha sido de sua cidade.

Quem acabou resolvendo essa "disputa" foi o Papa Leão XIII que chamou Antônio de "o santo do mundo todo". E Leão XIII tinha razão: a devoção a Santo Antônio é universal.  Ele é verdadeiramente Santo Antônio de todo o mundo...

Embora tendo uma vida terrena curta ---morreu aos 36 anos--- tornou-se um dos santos mais populares do mundo, sendo venerado tanto no Oriente quanto no Ocidente, no norte e no sul. No Brasil, a devoção a Santo Antônio foi uma herança deixada pelos portugueses.

Santidade, Oratória e... Milagres

Sua santidade, sua oratória e modo de ser, sua caridade: tudo isso contribuiu para que o nome de Santo Antônio corresse o mundo. Contudo, é inegável que os milagres a ele atribuídos ajudaram em muito o crescimento de sua popularidade.

Durante seus sermões, ele falava uma só língua, porém, frequentemente, era entendido por pessoas de outros países, que falavam outros idiomas. Seu Provincial aproveitou-se desse fato miraculoso e o encarregou da ação apostólica contra os hereges na região da antiga Romagna e no norte da Itália. Ele tornou-se, então, um extraordinário pregador popular. Falava numa língua e era compreendido por todos...

Era tal é a quantidade de fatos extraordinários e sobrenaturais que aconteciam durante suas pregações e depois delas ou que eram obtidos através de suas orações e intercessão que Frei Antônio é considerado o santo dos milagres.

Sem dúvida, ele é o "Santo dos Milagres". Se relacionarmos os milagres a ele atribuídos chegaremos a um número impressionante. Pode ser até que essa tenha sido uma das causas de ele ter sido canonizado em menos de um ano após a morte.  E isto é certo, pois, a boca fala da abundância do coração. Assim como só quem admira pode entusiasmar, só quem é santo pode santificar...

Fazia seus sermões por obediência

Santo Antônio nunca havia feito um sermão ou falado em público. Em certa ocasião, de 1221, em Forli, sendo ainda um jovem frade, ele recebeu a incumbência de ser o pregador numa cerimônia de ordenação sacerdotal de franciscanos e dominicanos.
Era uma circunstância totalmente casual: ele substituiria o pregador oficial, impossibilitado de comparecer.

Por obediência, ele fez o sermão. Foi um sucesso. Mostrou-se tão dotado de conhecimentos e de eloquência e suas palavras eram tão carregadas de fé e sobrenaturalidade que surpreendeu até seu Provincial. Deixou todos admirados e maravilhados. Seus Superiores na recém fundada Ordem dos Franciscanos não tiveram dúvidas, em nome da "santa obediência", designaram Frei Antônio como encarregado das pregações. Ele obedeceu: foi o início de uma missão plena de sucessos e muitos frutos.

Frutos de palavras, ou de santidade?

Quando ele falava, as multidões acorriam ao local onde seria a pregação. Até os comerciantes fechavam seus estabelecimentos e iam ouvi-lo. As cidades onde ele pregava paravam e a região em torno delas também parava. Houve caso de se juntar até 30 mil pessoas num só sermão!

As igrejas tornavam-se pequenas para conter tanto público. Então, ele ia falar nas praças públicas. E, quando terminava, "era necessário que alguns homens valentes e robustos o levantassem e protegessem das pessoas que vinham beijar-lhe a mão e tocar-lhe o hábito". O número de sacerdotes que o acompanhavam era pequeno para ouvirem as confissões daqueles que, tocados por seu sermão, queriam confessar-se e mudar de vida.

Sem exagero: suas pregações eram seguidas de milagres como não se via desde o tempo dos Apóstolos. Praticamente não havia coxo, cego ou paralítico que, depois de receber sua bênção, não ficasse são.  Foi grande o número de convertidos por ele. Em certa ocasião converteu 22 ladrões que, apenas por curiosidade, tinham ido ouvi-lo...

Santo Antônio foi chamado de "Martelo dos Hereges", isso porque em seus sermões os adversários da Igreja encontravam nele um inimigo formidável.  A mais antiga de suas biografias conta que "dia e noite (Frei Antônio) tinha discussões com os hereges; expunha-lhes com grande clareza o dogma católico; refutava vitoriosamente os preceitos deles, revelando em tudo ciência admirável e força suave de persuasão que penetrava a alma dos seus contrários". Talvez por isso sua língua esteja miraculosamente conservada em Pádua, há quase 800 anos.

Os peixes vieram ouvi-lo

Não se pode imaginar que a ação apostólica de Santo Antônio fosse feita sem dificuldades, sem oposições, sem a atuação dos inimigos da Igreja. Havia opositores, sim. E eles eram muito ativos. Mas, pior que os inimigos, eram os indiferentes.

Em certa ocasião, na região de Rimini, no norte da Itália, os inimigos da Fé Católica queriam impedir que o povo fosse aos sermões do Santo. Para isso, prepararam uma cilada: enviaram comparsas até a próxima cidade em que Antônio iria. Antes da chegada do Santo eles espalharam seu veneno entre o povo:

"- Antônio é um frade mentiroso e falso", cochichavam eles.

Antônio chegou à cidade e começou sua missão. Estranhamente, durante seu sermão, o povo se mantinha indiferente e os hereges não o quiseram escutar virando-lhe as costas. O Santo não teve outra alternativa senão abandonar seus ouvintes. Mesmo assim, não desanimou: foi até à beira da água, onde o rio conflui com o mar, e chamou os peixes para escutá-lo.

O resultado foi surpreendente: milhares de peixes de variados tipos e tamanhos aproximaram-se com a cabeça fora da água em atitude de escuta. E o Santo falou para eles. Aproveitou a ocasião para elogiar a participação dos peixes na história da salvação...

Mais que uma atitude desconsertante, ali estava acontecendo um estupendo milagre! Os moradores que testemunharam o fato não deixaram de contar o ocorrido para o restante da população. A notícia correu por toda a cidade e, com ela, um sopro de entusiasmo percorreu a região sacudindo os indiferentes, deixando envergonhados os detratores de Antônio. Muitos deles se converteram. Foi uma lição...

Milagre que pode converter até ateus de hoje...

- Para poder crer na presença real de Jesus na hóstia consagrada, quero um milagre... Era o que dizia um pobre ateu por todos os cantos onde andava. Para ele, o Santíssimo Sacramento era uma burla, uma chantagem. Numa ocasião, diante de toda a cidade, fez a Santo Antônio uma proposta impia e arrogante:

- Deixo minha mula sem comer durante três dias. Depois disso, trago o animal até essa praça e ofereço feno e aveia para ela. Enquanto isso, Frei Antônio, o senhor vai mostrar para a ela a Hóstia consagrada... Se a besta deixar a comida de lado e der atenção à Hóstia, se ela a reverenciar como se a adorasse... Ai, eu passo a acreditar. Passo a crer na presença de Jesus na Eucaristia! Santo Antônio aceitou a proposta.

Três dias depois, na praça repleta, chega o homem puxando seu faminto animal. Santo Antônio também chegou. Respeitosamente, ela trazia uma custódia com Santíssimo Sacramento. O incrédulo colocou o monte de feno e aveia próximo de onde estava Frei Antônio e, confiante, soltou o animal. Conforme o que se havia combinado, a mula deveria escolher sozinha entre o alimento e o respeito à Hóstia consagrada.

O suspense geral foi quebrado quando o animal, livre de seus cabrestos, calmamente, dobrou seus joelhos diante da Custodia com o Santíssimo Sacramento. Um milagre suficiente para converter até ateus de hoje...

Devoto de Maria, amigo de Jesus

Desde pequenino, Antônio foi devoto de Nossa Senhora. Rezava sempre a Ela e recorria continuamente a seu socorro. E ela atendia constantemente. Um dia, por exemplo, já religioso, quando o demônio já não podia mais suportar o bem que o santo fazia, agarrou-o pelo pescoço tão violentamente que estava a ponto de enforcá-lo. Antônio já estava sem voz.

Usando de suas últimas forças, pôde balbuciar as palavras da antífona mariana "O Gloriosa Domina!" No mesmo instante, o demônio fugiu espavorido.  Depois de livrar-se do maligno e recompor-se, Antônio viu que a seu lado estava a Rainha do Céu, resplandecente de glória.

                                                    * * * * * * * *

Sem dúvida nenhuma, foi por causa de sua devoção e de seu entranhado amor à Santíssima Virgem que um outro fato pôde acontecer. Isso porque aquele que é devoto de Maria é levado por Ela a Jesus:

Certa vez Frei Antônio, já no fim de sua vida, hospedou-se na casa de uma família amiga, em Camposampiero. Quem narra este episódio é o Conde Tiso, anfitrião do Santo:

À noite, o Santo já estava nos aposentos a ele destinados, recolhido em oração. O dono da casa percebeu que uma luz forte vinha de dentro do quarto onde estava Antônio. Não poderia ser luz de velas, era forte demais, muito intensa. O Conde, vencido pela curiosidade, levantou-se e foi ver o que pode ser aquilo. Aproximou-se do quarto e, pelas frinchas da porta deparou-se com uma cena miraculosa:

O Santo estava arrebatado, em contemplação. A Virgem Maria, então, coloca nos braços dele o Menino Jesus. O menino enlaça seus bracinhos ao pescoço do frade e amigavelmente conversa com ele.  Sentindo que estava sendo observado, o Santo procurou o Conde Tiso e o fez jurar que só depois que ele morresse o Conde contaria o que tinha visto naquela noite. Foi esse o fato que deu motivo para que Santo Antônio fosse representado em suas imagens com o Menino Jesus nos braços.

Salvou o pai da morte

Em Portugal houve um assassinato. Todas as suspeitas do crime indicavam o pai de Santo Antônio com sendo o criminoso. Mas isso era falso. Ele era, de fato, inocente.

Veio o dia do julgamento. No tribunal, os juízes estavam a ponto de proferir a sentença que condenaria o acusado. No banco dos réus, o pai de Frei Antônio nada podia fazer. Não tinha defesa. No mesmo momento, na Itália, Santo Antônio estava fazendo um sermão em uma Igreja. De repente, ele interrompeu suas palavras e ficou imóvel, como se estivesse dormindo em pé. Aconteceu que, nesse mesmo instante, Antônio foi visto na sala do júri, em Portugal, conversando com os juizes...

- Por que tanta precipitação? Posso provar a inocência do meu pai. Senhores juízes, venham comigo até o cemitério.

Eles aceitaram o convite. Chegando ao cemitério, sem demora, Frei Antônio mandou que abrissem a sepultura onde estava enterrado o homem assassinado. Olhando para o cadáver já meio decomposto, perguntou ao defunto:

- "Meu irmão, diga agora, diante de todos, se meu pai foi o assassino que lhe matou..."

Para espanto dos juízes e de todos que ali estavam, o defunto abriu a boca e disse pausadamente, como se estivesse medindo suas palavras:

- "Não foi Martinho de Bulhões quem me matou". E tornou a calar-se.

De uma maneira milagrosa e pela intercessão de Santo Antônio, estava provada a inocência do seu pai. A verdade triunfou sobre a mentira e a calúnia. E aqui o milagre foi duplo. Operou-se a bilocação (ato de uma pessoa estar, milagrosamente, em dois locais ao mesmo tempo) e o poder de reanimar os mortos.

Morreu cedo, fez muito e continua a fazer

Apesar de ter apenas 34 anos, Antônio estava muito doente. Em 1229 foi morar no convento de Arcella, em Camposampiero. Mas, não parou de exercer sus funções de pregador. Depois de pregar a Quaresma de 1231, sentiu-se muito cansado. Ele precisava de repouso.

Tentando dar a Frei Antônio descanso merecido e também necessário para sua sobrevivência, os frades fizeram para ele um "quarto" sobre os galhos de uma enorme nogueira, ali mesmo no mosteiro, em Camposampiero. Mesmo assim o povo o procurava. e Antônio, apesar de já muito debilitado, falava de sua cela, lá de cima da nogueira...

Decidiram então levá-lo para Pádua. Cuidadosamente prepararam um carro puxado por bois, agasalharam bem o enfermo e deram início à longa viagem. No caminho, Antônio foi piorando. Pararam, então, em um povoado onde havia um convento franciscano.

O Santo estava no fim. Sua saúde deteriorava constantemente e ele sofria muito: precisava ficar sentado constantemente pois só assim conseguia respirar. Mas não deixava de cumprir suas obrigações religiosas. Rezava constantemente até que, vendo o fim acercar-se pediu o santo viático e a unção dos enfermos.

Tendo recebido os sacramentos finais, despediu-se de todos e cantou para Nossa Senhora to toda a antífona: "Ó Virgem gloriosa que estais acima das estrelas..." Em seguida, ergueu os olhos para o céu. Todos os presentes o ouviram dizer: "Estou vendo o Senhor..." Pouco depois morreu. Era o dia 13 de junho de 1231. Frei Antônio estava com 36 anos de idade.

Nesse momento, em Pádua, onde ele não tinha conseguido chegar, um bando de crianças saiu espontaneamente pelas ruas gritando: "O santo morreu! O santo morreu!". Ao mesmo tempo, em Lisboa, sua cidade natal, os sinos puseram-se a repicar sozinhos. O povo saiu às ruas para ver o que acontecera. Somente mais tarde foi que souberam por quem os sinos dobravam. Era por Antônio. Ele tinha deixado a terra e se encontrava na glória celeste. Antônio partiu. Mas, com sua fama, permanece entre nós. E não apenas em Lisboa e Pádua. Pois, ele é Santo Antônio... do Mundo Todo! (JSG)

                                             * * * * * * * *

E é por isso mesmo que, ainda hoje, podemos ouvir nos idiomas mais variados, seus devotos que, em todo o mundo, o louvam cantando assim:

"Se milagres desejais, recorrei a Santo Antônio;
Vereis fugir o demônio e as tentações infernais.
Recupera-se o perdido, rompe-se a dura prisão;
E no auge do furacão, cede o mar efurecido.

Pela Sua intercessão; foge a peste, o erro, a morte;
O fraco torna-se forte e o enfermo são.
Todos os males humanos se moderam e se retiram;
digam-no aqueles que o viram e mormente os Paduanos."

Fontes:

Bento XVI- Audiência Geral - 10 de fevereiro de 2010
www.angelfire.com/ar2/jcarthur/stoantonio.htm

www.rosamarc.com.br/santonio/vida.htm

sábado, 7 de junho de 2014

Olimpíadas de Matemática


No último sábado, na Escola Arautos do Evangelho em Curitiba foi realizada as olimpíadas de Matemática com a presença da Professora Vanessa e Professor Jonathan, ambos da disciplina de Matemática, bem como da Pedagoga Professora Heloísa. Eles prepararam uma gincana matemática onde as alunas puderam demonstrar os seus conhecimentos, e venceu o grupo que mais rápido calculava e agia. As vencedoras foram para casa com a medalha de ouro, enquanto as demais com a de prata e bronze.

As alunas aprenderam nesse dia que a Matemática pode ser muito divertida desde que seja bem aplicada.