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segunda-feira, 31 de outubro de 2016
sexta-feira, 28 de outubro de 2016
domingo, 23 de outubro de 2016
quinta-feira, 13 de outubro de 2016
Por que o pelicano é símbolo da Eucaristia?
A iconografia cristã abrange um rico conjunto de
símbolos que refletem realidades espirituais, cujo alto significado é de algum
modo explicitado por figuras terrenas. Especialmente presente nesse conjunto
está a Eucaristia, fonte de vida da Igreja. E dentre as distintas
representações que a ilustram, uma chama de modo particular a atenção: a do
pelicano rasgando o próprio peito para alimentar suas crias.
Este símbolo tem sua origem numa antiga lenda muito difundida
pelos bestiários medievais, segundo a qual o pelicano, em tempos de escassez,
alimentava seus filhotes com sangue tirado do próprio peito. Tão admirável
comportamento levou a relacionar essa ave com Nosso Senhor Jesus Cristo, o qual
oferece seu próprio Corpo na Eucaristia para nos alimentar.
Já nos albores do século V, São Jerônimo valeu-se desse
significado simbólico ao comentar o versículo 7 do Salmo 101:
"Assemelho-me ao pelicano do deserto, sou como a coruja nas ruínas".
Séculos depois, ele inspirou uma das mais belas estrofes do hino Adoro te
devote, no qual São Tomás de Aquino exclama: "Pie pellicane, Iesu Domine, me immundum munda tuo sanguine. Cuius una
stilla salvum facere totum mundum quit ab omni scelere - Senhor Jesus,
terno pelicano, lava-me a mim, imundo, com teu Sangue do qual uma só gota já
pode salvar o mundo de todos os pecados". O simbolismo eucarístico desta
ave se encontra também em numerosas obras de arte: esculturas, pinturas e até
em textos literários, como o da Divina Comédia, de Dante.
Revista Arautos do Evangelho - jun 2016
domingo, 2 de outubro de 2016
Assim nos trata Deus...
Naquele ano, fortes temporais castigaram a região montanhosa onde viviam
os avós de Caio. Ali predominavam pequenos vinhedos e vinícolas artesanais. Os
frutos colhidos tinham um sabor todo especial, devido ao clima e à composição
do solo, fazendo com que a produção chegasse até à capital e crescesse a fama
de seus vinhos, de singular degustação. Com o mau tempo, porém, a safra se
prejudicara e, por conseguinte, a preparação da bebida, levando muitas famílias
a passarem sérias dificuldades.
Caio tinha encanto pela propriedade dos avós e, a cada ano, quando
terminavam as classes, fazia as malas para viajar às montanhas e passar as
férias com eles, a quem tanto queria. Dona Ana e o senhor Alfredo sempre o
esperavam de braços abertos, pois o neto era a alegria da casa. Muito vivo,
logo cedo ele acompanhava o avô na lida do campo, fazendo festa para cada cacho
de uva que conseguia colher, ficando nas pontinhas dos pés, e se não fosse o
cuidado do amável e atento ancião entraria lagar adentro, para também espremer
as uvas. Ao entardecer, todos se reuniam no salão, patrão e empregados, onde
rezavam juntos o Rosário à Virgem Santíssima, e à noite, depois do saboroso
jantar feito em fogão a lenha, a prosa se estendia e dona Ana contava-lhe belas
histórias, enquanto tricotava.


