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quarta-feira, 23 de novembro de 2016
Santa Cecília
Santa Cecília
Santa Cecília, nobre, esposa, virgem
e mártir. Uma donzela frágil que a fortaleza
de sua Fé fez abalar os poderosos do Império Romano e cujo sangue, foi verdadeiramente, " semente de novos cristãos".
de sua Fé fez abalar os poderosos do Império Romano e cujo sangue, foi verdadeiramente, " semente de novos cristãos".
Almáquio é um prefeito poderoso da
Roma antiga. Mas, ele está inseguro, tem dúvidas..
- Como executar essa jovem cristã?
Ela não pode morrer pela espada... Seria perigoso. Será que...
De repente, bruscamente, o prefeito
ordena que a jovem seja levada até o palácio imperial. Ele decidiu:
- Cecilia será morta no calidário.
Ela será colocada numa sala asfixiante, totalmente fechada, abafada com vapores
quentes e pestilentos.
Cecília foi deixada lá, sozinha. Em
seu rosto, porém, não se via marcas de abatimento e tristeza. Parecia ter a
alma cheia de alegria. Pedia, continuamente, que Deus a levasse logo para o
Céu. A tal ponto Cecília tinha seu pensamento posto em Deus que nem percebeu
que seu suplício já tinha sido iniciado.
Ela foi castigada no calidário ao
longo de um dia e uma noite. Tudo isso foi inútil. Quando os carrascos abriram
a câmara de tortura com a certeza de poderem retirar de seu interior o cadáver
de Cecília, encontraram-na ajoelhada, sorridente e circundada de ar puro e
fresco. Cheios de temor, apavorados, eles correram até Almáquio para contar-lhe
o que acontecera.
Ouvindo a narração dos algozes, o
prefeito ficou hirto, petrificado. Tomado de ódio e furor insano, ordenou que
um guarda decapitasse imediatamente a jovem, na mesma sala em que estava sendo
torturada.
Cecília sorriu de alegria quando
apareceu diante dela o novo carrasco. Ajoelhou-se e espontaneamente apresentou
o pescoço a ele. Era uma audácia. Uma tão inesperada ousadia que o homem
sentiu-se abalado e faltou-lhe coragem para executar a sentença. Para não
parecer fraco, conteve seu medo e, desesperadamente, por três vezes, golpeou o
pescoço da valente virgem cristã. Cecília caiu. Seus braços estavam cruzados
sobre o peito. Sua cabeça, inexplicavelmente, continuava unida ao corpo.
A lei romana proibia insistir no
suplício depois do terceiro golpe. Sem saber o que fazer, o carrasco jogou a
espada no chão e fugiu apavorado. A multidão que aguardava os acontecimentos do
lado de fora da sala de suplicio avançou porta adentro afim de venerar aquela
que seria a mais nova mártir cristã.
Todos ficaram pasmos: Cecília ainda
vivia! Estava caída sobre seu lado direito e seu pescoço apresentava um
ferimento profundo de onde ainda corria sangue. As donzelas mais íntimas da
Santa, com todo respeito, colheram em panos de linho branco o sangue escorrido.
Outros cristãos apressaram-se para comunicar o fato ao Papa. Inúmeras
dificuldades fizeram com que o Sumo Pontífice Urbano só pudesse chegar ali
depois de três dias.
Continuando na mesma posição, Cecília
aproveitava o tempo de vida que tinha para anunciar e testemunhar a verdade do
Evangelho para os que dela se aproximavam. Vários pagãos foram tocados pela
graça e se converteram.
Finalmente o Papa Urbano chegou
trazendo para a mártir os últimos confortos e os sacramentos da Igreja
Católica. Não dá para descrever o fervor de Cecília ao receber a
Unção dos
enfermos e comungar pela última vez! Ela que amava tanto a Jesus e que a Ele
entregara sua vida, contemplava e adorava o Salvador em seu coração. A
determinado momento fez um sinal pedindo ao Pontífice que se aproximasse dela e
disse-lhe:
- Santo Padre, peço poder manifestar
minha última vontade: Desejo que minha casa se transforme em um templo do Deus
verdadeiro...
Ela já não tinha mais forças para
falar. Voltou-se, então, para os que lá estavam e mostrou-lhes o polegar de uma
mão e três dedos da outra. Foi o último gesto de sua vida. Com ele Cecília
confessava publicamente sua Fé: Deus é Uno e Trino. Creio na Unidade e Trindade
de Deus. Ainda tentou envolver-se com suas vestes, estendeu os braços junto ao
corpo, inclinou a cabeça e expirou. O corpo de Cecília foi piedosamente
depositado em um caixão e conduzido até a catacumba de São Calixto. O próprio
Pontífice Urbano colocou o esquife junto ao túmulo dos Papas e fechou-o com uma
pedra de mármore. Era o ano 232.














