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segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Visitas com o Menino Jesus


Eis que estou à porta e bato: se alguém ouvir a minha voz e me abrir a porta, entrarei em sua casa e cearemos, eu com ele e ele comigo. (Apoc 3,20).
Com a finalidade de realçar o espírito de natal, o setor feminino dos Arautos do Evangelho em Curitiba levou o Menino Jesus a diversas casas que abriram suas portas para receber o Rei dos reis.

Assista ao vídeo com alguns momentos dessas visitas.

domingo, 18 de dezembro de 2016

Para alegrar o Menino Jesus...

A condessa Adelaide era conhecida em seus domínios pela extrema bondade e virtude que emanavam de seu generoso coração. Ela gostava de passear todas as tardes pelo condado, a fim de visitar os mais necessitados e auxiliá-los no que precisavam. Antes de regressar ao palácio, detinha-se na igreja dedicada a Nossa Senhora Rainha, para ali rezar por longo tempo diante da belíssima imagem da padroeira.
Numa fria tarde de dezembro, a condessa entrou na igreja, após seu costumeiro passeio. O Sol já se havia posto, fora nevava e o templo vazio se encontrava na total penumbra,  marcando o ambiente com certo ar de mistério. Somente a lamparina do Santíssimo Sacramento e algumas velas iluminavam o recinto sagrado. A jovem dama dirigiu-se para junto da acolhedora imagem que sempre a atraía, ajoelhou-se e começou a rezar.
Aproximavam-se as festividades natalinas. Suas preces iam ao encontro da manjedoura da Gruta de Belém. Pensava ela que há dois mil anos atrás as portas das estalagens se haviam fechado para a Sagrada Família e ninguém adorara o Menino Jesus recém-nascido, a não ser um boi, um burro e alguns humildes pastores. Rezando a Maria e meditando naquele momento em que poucos d'Ela se lembraram, estava segura de que A consolaria e alegraria o Coração de Jesus.
Inesperadamente, um ruído interrompeu suas cogitações: no corredor central da igreja viu um menino encantador, de seus cinco anos, brincado com uma bolinha dourada. Ele a jogava para o ar e a pegava de volta inúmeras vezes, fazendo elegantes movimentos. A condessa Adelaide levantou-se e pôs seu braço em volta dos ombros do pequeno, dizendo-lhe com afeto:
- Meu filho, aqui não se pode brincar com uma bola. Este lugar é sagrado.
A criança fitou-a com a expressão entristecida e disse:
- Mas, senhora, com isto não faço mal a ninguém e distraio a Virgem, que está sozinha. São tão poucos os que vêm visitá-La!...
- Para distrair a Santíssima Virgem - respondeu a condessa - devemos oferecer-Lhe as nossas orações. Queres rezar comigo?
O menino assentiu com a cabeça e os dois se ajoelharam. A nobre senhora começou a recitar, pedindo ao pequeno que repetisse com ela:
- Ave Maria, cheia de graça... - Ave Maria, cheia de graça - repetia a criança, com a voz cheia de candura e fervor.
- O Senhor é convosco...
Até que, ao dizer "bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus", a dama levantou os olhos até a imagem e percebeu que Maria Santíssima os olhava e sorria amavelmente.
Voltando-se para o Menino, ficou absorta por contemplar uma luz celestial saindo de seu rosto, enquanto Ele dizia com doçura:
- Eu sou este Jesus a quem tu chamas.
A condessa Adelaide inclinou-se em adoração e tentou oscular os sacrossantos pezinhos do Menino Jesus, mas este desapareceu.
Impressionada com o que havia acontecido, ela agradeceu a Maria Santíssima pela incomensurável graça que recebera e saiu da igreja com a alma repleta de tal alegria, como nunca em sua vida havia sentido. Nossa Senhora recompensara as fervorosas orações que aquela filha querida recitava todos os dias com tão inefável convívio.
Algo, porém, parecia afligir a condessa: lembrava-se das palavras do Divino Infante, que Se mostrara desgostoso com o reduzido número dos que frequentavam a igreja: "São tão poucos que vêm visitá-La!...".
Ao iniciar-se o período natalino, realmente ela via quanto o povo encontrava-se mais do que nunca afastado dos Sacramentos e das práticas de piedade. Preocupavam-se todos mais com as festas mundanas e os presentes, do que com o verdadeiro significado de tão solene comemoração. Por isso, Adelaide não se importou ao saber que a notícia de seu encontro com Jesus havia se espalhado por toda a região.
Com efeito, algumas pessoas tinham assistido a cena de sua janela e saíram correndo para contar o ocorrido aos quatro ventos. E embora a bondosa condessa se sentisse intimidada pela notoriedade que isso lhe proporcionava, resignava-se por ver o quanto a narração do prodigioso fato acendia o fervor na alma dos que dele tomavam conhecimento.
Em pouco tempo, uma graça de alegria e arrependimento tomou conta da população. A partir daí, voltou a crescer em todos a devoção à Virgem Maria e a igreja novamente encheu-se de vida naquele Natal.

Revista Arautos do Evangelho – Dezembro 2013

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Projeto Futuro e Vida - Vídeo


Assista ao vídeo das atividades do Dia das Crianças na casa do setor feminino dos Arautos do Evangelho em Curitiba



quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Santa Cecília

Santa Cecília

Santa Cecília, nobre, esposa, virgem e mártir. Uma donzela frágil que a fortaleza
de sua Fé fez abalar os poderosos do Império Romano e cujo sangue, foi  verdadeiramente, " semente de novos cristãos".
Almáquio é um prefeito poderoso da Roma antiga. Mas, ele está inseguro, tem dúvidas..
- Como executar essa jovem cristã? Ela não pode morrer pela espada... Seria perigoso. Será que...
De repente, bruscamente, o prefeito ordena que a jovem seja levada até o palácio imperial. Ele decidiu: 
- Cecilia será morta no calidário. Ela será colocada numa sala asfixiante, totalmente fechada, abafada com vapores quentes e pestilentos.
Cecília foi deixada lá, sozinha. Em seu rosto, porém, não se via marcas de abatimento e tristeza. Parecia ter a alma cheia de alegria. Pedia, continuamente, que Deus a levasse logo para o Céu. A tal ponto Cecília tinha seu pensamento posto em Deus que nem percebeu que seu suplício já tinha sido iniciado.
Ela foi castigada no calidário ao longo de um dia e uma noite. Tudo isso foi inútil. Quando os carrascos abriram a câmara de tortura com a certeza de poderem retirar de seu interior o cadáver de Cecília, encontraram-na ajoelhada, sorridente e circundada de ar puro e fresco. Cheios de temor, apavorados, eles correram até Almáquio para contar-lhe o que acontecera.
Ouvindo a narração dos algozes, o prefeito ficou hirto, petrificado. Tomado de ódio e furor insano, ordenou que um guarda decapitasse imediatamente a jovem, na mesma sala em que estava sendo torturada.
Cecília sorriu de alegria quando apareceu diante dela o novo carrasco. Ajoelhou-se e espontaneamente apresentou o pescoço a ele. Era uma audácia. Uma tão inesperada ousadia que o homem sentiu-se abalado e faltou-lhe coragem para executar a sentença. Para não parecer fraco, conteve seu medo e, desesperadamente, por três vezes, golpeou o pescoço da valente virgem cristã. Cecília caiu. Seus braços estavam cruzados sobre o peito. Sua cabeça, inexplicavelmente, continuava unida ao corpo.
A lei romana proibia insistir no suplício depois do terceiro golpe. Sem saber o que fazer, o carrasco jogou a espada no chão e fugiu apavorado. A multidão que aguardava os acontecimentos do lado de fora da sala de suplicio avançou porta adentro afim de venerar aquela que seria a mais nova mártir cristã.
Todos ficaram pasmos: Cecília ainda vivia! Estava caída sobre seu lado direito e seu pescoço apresentava um ferimento profundo de onde ainda corria sangue. As donzelas mais íntimas da Santa, com todo respeito, colheram em panos de linho branco o sangue escorrido. Outros cristãos apressaram-se para comunicar o fato ao Papa. Inúmeras dificuldades fizeram com que o Sumo Pontífice Urbano só pudesse chegar ali depois de três dias.
Continuando na mesma posição, Cecília aproveitava o tempo de vida que tinha para anunciar e testemunhar a verdade do Evangelho para os que dela se aproximavam. Vários pagãos foram tocados pela graça e se converteram.
Finalmente o Papa Urbano chegou trazendo para a mártir os últimos confortos e os sacramentos da Igreja Católica. Não dá para descrever o fervor de Cecília ao receber a
Unção dos enfermos e comungar pela última vez! Ela que amava tanto a Jesus e que a Ele entregara sua vida, contemplava e adorava o Salvador em seu coração. A determinado momento fez um sinal pedindo ao Pontífice que se aproximasse dela e disse-lhe:
- Santo Padre, peço poder manifestar minha última vontade: Desejo que minha casa se transforme em um templo do Deus verdadeiro...
Ela já não tinha mais forças para falar. Voltou-se, então, para os que lá estavam e mostrou-lhes o polegar de uma mão e três dedos da outra. Foi o último gesto de sua vida. Com ele Cecília confessava publicamente sua Fé: Deus é Uno e Trino. Creio na Unidade e Trindade de Deus. Ainda tentou envolver-se com suas vestes, estendeu os braços junto ao corpo, inclinou a cabeça e expirou. O corpo de Cecília foi piedosamente depositado em um caixão e conduzido até a catacumba de São Calixto. O próprio Pontífice Urbano colocou o esquife junto ao túmulo dos Papas e fechou-o com uma pedra de mármore. Era o ano 232.
Afinal, quem era Cecília?