Aproveitando a ocasião das férias, os Arautos do Evangelho do setor feminino de Curitiba organizaram uma viagem a uma “cidade medieval” em Ponta Grossa, Paraná. Cidade medieval no Brasil? Sim, à distância, o conjunto de blocos de arenitos esculpido ao longo de séculos, em formas exóticas do Parque Estadual de Vila Velha, lembra uma cidade medieval com seus castelos e torres em ruínas.
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segunda-feira, 30 de dezembro de 2013
sábado, 28 de dezembro de 2013
Ouro Fino
Quantas vezes o caro internauta
sentiu sede e bebeu de uma garrafa de água em cujo rótulo estava escrito “Ouro
Fino”. Acho que nem saberia dizer o número exato. Pois bem, no dia 18 de
dezembro os Arautos do Evangelho - setor feminino de Curitiba - juntaram-se a uma excursão vinda de São Paulo também dos arautos para passarem um dia no
Parque Ecológico Ouro Fino situado no meio de uma mata virgem onde se encontra a nascente da famosa água
mineral, bem como animais, espécies vegetais quase extintas e outras
maravilhas.
É escusado mencionar, que o passeio acabou numa das várias piscinas do parque onde todas puderam sentir o
significado da palavra refrigério, após uma longa caminhada.
quinta-feira, 26 de dezembro de 2013
O primeiro olhar de Jesus
Antonio Queiroz
A quem, Senhor Deus
menino,
Dirigir vosso primeiro
olhar?
A quem, senão ao rosto
quase divino
Da criatura vossa mais
perfeita,
A primeira a Vos contemplar:
Vossa Mãe que nos
braços Vos estreita Junto a seu Imaculado Coração,
No ato mais sublime de
adoração?
Natal é Deus excelso
feito menino,
Deus imenso contido na
manjedoura,
Acessível a nós,
acolhedor, pequenino.
É a Inocência em missão
redentora.
É Deus eterno vivendo
no tempo,
Criador de tudo,
nascido ao relento,
Olhos humanos, vendo o
invisível!
Ó condescendência
incompreensível!
Exultemos! O Rei da
Glória é nosso irmão:
Sua Mãe é também nossa,
na pessoa de João!
Mil coisas antes
inexcogitáveis
Tornaram-se agora
indagáveis!
Senhora, não Vos
surpreende a semelhança
Que Jesus quis ter
convosco, por herança?
Senhor, não Vos
surpreende a graciosidade
De vossa Mãe, que mais
parece uma divindade?
Ao contemplar vosso
próprio rosto
Nesse espelho criado a vosso
gosto
Para refletir em seu
imenso conjunto
Todas as vossas
infinitas perfeições,
Dizei-nos quais
sentimentos e afeições
Experimentam vossos
corações tão juntos,
Olhando-se enlevados e
querendo-se bem
Como jamais alguém quis
alguém!
Amor materno jamais
houve tão ardente!
Filho algum amou sua
mãe tão plenamente!
Como se algo no Céu Vos
faltasse,
Deus fez da Virgem
vosso Paraíso
Para que Ela tanto Vos
deleitasse
Que o exílio fosse
vantagem, não prejuízo!
Para surpreender-Vos no
primeiro olhar,
Deus só não fez vossa
Mãe mais perfeita
Porque mais perfeição
seria Vos igualar!
E isto, a unidade da
Trindade rejeita.
Dissestes que vossas
delícias consistem
No convívio com os
filhos do homem!
Em vosso convívio
inefável com Maria,
Que em vossa humanidade
Vos delicia,
Já saboreais as doces e
afáveis primícias
Do vosso indizível
convívio com os Santos
Que os filhos dos
homens Vos darão tantos!
Nas intimidades dessas
primeiras carícias
Encontrais, deveras, o
que faz vossas delícias!
Ele próprio A criou no
Espírito Santo
E A representou
maravilhosamente
Em todas as suas obras,
certamente
Para, neste olhar, ser
Ela vosso encanto!
Dizem que Deus Pai, ao
criar Maria,
Esgotou sua inesgotável
imaginação.
Ao excogitar a Mãe de
vossa dileção,
Teria esgotado também
sua fantasia!
É em vossa humanidade,
unida à divindade
Na mais perfeita e
sublime intimidade
De vossa natureza
humana com a divina,
Que essa indizível
convivência se sublima!
Sois homem, sem
prejuízo da divindade,
Sois Deus, sem prejuízo
da humanidade!
Este sois Vós, ó
glorioso Cristo Jesus!
Verdadeiro homem,
podeis morrer na Cruz,
Verdadeiro Deus, podeis
retomar a vida
E proclamar a inocência
redimida!
Um Deus assume a
miséria humana
Em tão íntima e
profunda união
Que, ao assumir, redime
a miséria e sana!
Quisestes nascer de
nossa descendência,
Para elevar-nos à
inexprimível condição
De pertencermos à vossa
divina ascendência!
Nosso gáudio é o do
prisioneiro indultado;
Nossa alegria é a do
doente incurável, curado!
Nossa gratidão é cantar
vossos louvores,
Como outrora cantaram
anjos e pastores!
Revista Arautos do Evangelho n.36. dez 2004
segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
A imagem do espelho
Irmã Ana Rafaela
Maragno, EP
Irmã Maria Pureza do Imaculado
Coração fora uma religiosa piedosa e observante de sua regra. Havia entrado
para o convento muito menina, com tão somente 15 anos, por uma concessão
extraordinária do senhor Bispo, e ali vivera mais de seis décadas. Toda a
comunidade a respeitara de maneira especial e, hoje, é venerada como uma
verdadeira santa.
Sua história é muito
interessante e bonita.
Havia nascido em uma família
muito abastada e seu nome de batismo era Madalena Maria. Única filha entre
cinco varões, a mãe se encantava com a pequena e o pai tinha denotada
predileção por aquela a quem chamava de “minha princesinha”.
Ora, tudo isso a tornou muito
vaidosa. Passava horas diante do espelho, penteando seus longos cabelos, loiros
e cacheados, alisando suas finas sobrancelhas ou apenas contemplando seus grandes
olhos azuis. Madalena cresceu muito mimada pela família, inclusive pelos
irmãos, e recebendo sempre elogios por sua inegável formosura: “Que menina
linda!”; “Que bonequinha!”; “Parece uma princesa!”.
Madalena ficou orgulhosa, arrogante
e egoísta. Às vezes se recordava das lições do Catecismo de sua Primeira
Comunhão, quando havia aprendido como a maior beleza de uma pessoa é a que
reflete a humildade da alma e a pureza do coração. Todavia, o espelho continuava
atraindo-a... e logo deixava de lado aqueles bons pensamentos para cair outra
vez na mais intensa vaidade.
Uma noite, porém, Madalena teve
um sonho. Sonhou que estava admirando-se no espelho e, de repente, sua imagem
se transformou na figura de um Anjo, olhando-a de modo severo. Assustada,
escutou uma voz firme:
— Madalena... Madalena... Por
que te preocupas tanto por tua aparência? O espelho é teu maior inimigo!
A menina se afastou daquele
objeto antes tão atraente, mas não podia tirar os olhos da imagem ali fixada. E
o Anjo continuou, já com fisionomia mais amena:
— Madalena, se tu queres ser
bela, sê pura! A pureza é a fonte de toda beleza!
Dizendo isso, desapareceu...
Madalena se despertou ofegante...
Que havia passado? Buscou o espelho e olhou-se, vendo só sua própria imagem! No
fundo da alma, compreendeu como seu orgulho e vaidade iam levá-la pelo mau
caminho.
No dia seguinte, quis fazer uma
visita às freiras do mosteiro de sua cidade, para pedir uma orientação. A madre
superiora a acolheu com bondade e lhe recomendou ter muita devoção a Nossa
Senhora, Rainha dos Anjos e Mãe Puríssima, pois ninguém na Terra havia sido tão
linda quanto Ela, justamente por sua pureza virginal.
Madalena levou a sério o conselho
da religiosa e sua vida mudou de maneira radical. Tornou-se humilde e
prestativa, ajudava a todos que a ela recorriam, e unicamente se olhava no
espelho o necessário para ter uma digna apresentação. Nasceu, então, em seu
coração o desejo de reparar as faltas anteriores. Decidiu ser religiosa e fez o
propósito de nunca mais olhar-se no espelho!
Vencendo vários obstáculos —
entre eles a incompreensão dos pais e sua pouca idade, a qual tornou necessária
uma autorização especial —, por fim conseguiu entrar nas paredes benditas do mosteiro,
onde almejava levar uma vida pura, humilde e virtuosa, e onde em nenhuma cela
havia espelho...
Ali recebeu o nome de Irmã
Maria Pureza do Imaculado Coração e cumpria seu propósito com perfeição.
Obediente e recolhida, quando tinha a função de pegar água na fonte para a
cozinha, o fazia com os olhos fechados, para não ver sua imagem refletida na
água. Ou se era designada para limpar a roupa do convento, evitava fitar-se nos
grandes tanques da lavanderia.
Sua devoção à Santíssima Virgem
era notória. Continuamente viam-na rezando aos pés das belas imagens de Maria
que havia na capela ou no claustro, sobretudo diante da do Imaculado Coração. Sempre
discreta e amável com as outras freiras, sua presença marcava a vida
comunitária. Por isso, depois de passados tantos anos, suas irmãs a respeitavam
como modelo de santidade.
Ela nem se dava conta, mas sua
fisionomia, pela prática da virtude, havia se tornado ainda mais bela! Seu
rosto possuía uma luminosidade antes inexistente e seus grandes olhos azuis, espelho
de sua alma pura, adquiriram uma profundidade nova, tornando-se mais formosos e
atraentes. Nem os anos conseguiram deteriorar aquela juvenil louçania, reflexo
de um virtuoso interior.
Entretanto, sua saúde começou a
debilitar-se com o tempo. Sem preocupar-se consigo mesma, seguia desempenhando
suas funções e cumprindo as obrigações com esmero e amor. Até que, estando quase
sem forças, viu-se obrigada a guardar repouso na enfermaria. Aproximava-se a
hora de prestar contas a Deus.
Pressentindo a chegada da
morte, já febril e extenuada, Irmã Maria Pureza pedia algo que as freiras,
ajoelhadas à sua cabeceira, não conseguiam entender. Pensavam estar ela
delirando e rezavam a oração dos agonizantes. Mas a doente seguia balbuciando algumas
curtas palavras.
Por fim uma jovem freira creu compreendê-la:
— Parece querer um espelho!
— Um espelho?! — exclamaram
todas.
Como alguém que havia vivido
tantos anos fugindo desse objeto podia pedi-lo na hora de morrer? Mesmo sem intuir
o motivo de tão inusitado pedido, a superiora decidiu atender ao desejo da
pobre moribunda. Mandou procurar um espelho e colocou-o nas mãos da enferma.
Ao sentir o peso do objeto, os
olhos de irmã Pureza se abriram, ergueu a cabeça e delineou um enorme sorriso.
Aquele milagroso espelho não refletia a fisionomia exausta da agonizante, mas
sim rosto luminoso de Maria Santíssima. Viera buscar a alma daquela que,
desapegando-se da própria beleza, havia se tornado digna de contemplar as
maravilhas celestiais.
Revista Arautos do Evangelho n. 109.jan 2011
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
Um só pão e dois prodígios
Ir. Carmela Werner Ferreira, EP
O
pai de Pierre morrera em consequência da miséria. Seis meses mais tarde, sua
esposa o seguiu, consumida pelas privações.
—
Adeus, disse a mulher ao filhinho, deixo-te sozinho aqui na terra; seja bom e
persevere na oração, que um dia nos encontraremos no Céu.
Pierre
ficou só no mundo. Tinha apenas seis anos, e uma vizinha caridosa acolheu-o,
dividindo com ele o seu pão de cada dia. Entretanto, por mais que se esforçasse
em cuidar do menino, o coração do pequeno órfão estava sempre junto aos pais
ausentes, que ansiava por reencontrar. Numa das longas noites que passava
acordado, foi tomado por um pensamento:
—
Ah! O Céu! Deve ser um lugar de muita alegria, porque papai e mamãe foram para
lá e nem sequer pensam em voltar. Estou certo de que no Céu não deve faltar
coisa alguma. Mas... por que eles não me levaram também? Se eu pudesse ir ao
seu encontro, abraçá-los e beijá-los!
Desde
aquele dia, Pierre pôs na cabeça a ideia de partir para o Céu à procura dos
pais. Certa manhã, sem dizer nada a ninguém, arrumou uma trouxa com a pouca
roupa que tinha e se pôs a caminho.
Depois
de muito andar, chegou a uma aldeia. Vinha tão exausto que caiu diante de uma
porta onde havia uma cruz. Era a casa paroquial.
O
bom sacerdote ouviu um gemido e correu para ver o que era, deparando com o
menino estendido no chão.
— Quem és tu, pobre criança, e de onde vens?
—
Eu sou Pierre; papai e mamãe deixaram-me sozinho e foram os dois para o Céu.
Mamãe me disse que eu os encontraria um dia lá, desde que fosse bom e rezasse
sempre. Mas onde é esse bendito Céu? Faz tanto tempo que ando para encontrá-lo!
—
Vem comigo, pobre pequeno, disse o padre enternecido. Vamos juntos procurar
mamãe e papai.
O
orfãozinho passou então a viver com o piedoso sacerdote, junto de quem se
sentia menos infeliz. Porém, o seu pensamento continuava fixo no Céu.
—
Mas enfim, senhor cura, perguntou um dia. Onde está o Céu? Por que é que o
senhor ainda não me levou para lá, como prometeu?
—
Reza a Deus, meu filho. Ele é tão dadivoso que nos ajudará a encontrá-lo.
Pierre
dirigiu, então, suas preces fervorosas ao Altíssimo. Nada era mais comovedor
que vê-lo de joelhos diante do altar, com as mãozinhas postas. Este era o seu
lugar preferido, onde no suave silêncio do recinto sagrado suas tristezas se
amenizavam.
Afeiçoara-se
de modo particular a uma imagem da Virgem Santíssima que trazia nos braços o
Menino Jesus. Aquela imagem, esculpida em madeira, era um trabalho muito antigo
e constituía uma verdadeira raridade. Contudo, nem todas as coisas raras e
curiosas são belas. A Virgem Maria e Jesus tinham o rosto exageradamente magro.
Diante
dos dois, Pierre sentia-se comovido; em sua candura imaginava que Nossa Senhora
era assim tão magra porque não se alimentava. Bastava-lhe pensar que a Mãe de
Jesus sofria fome, que seus olhos se enchiam de lágrimas e ele chorava de
compaixão.
Certa
manhã, à hora do café, guardou para Ela um pedaço de pão, e foi depositá-lo aos
pés da imagem, dizendo:
—
Comei à vontade e sem temor, ó boa e santa Virgem, pois eu me sinto contente
por me privar desse pão para dá-lo a Vós, que precisais tanto dele. Comei, que
quando tiverdes acabado esse pedaço, eu trarei outro!
Após
isso, ele saiu da igreja. Quando voltou mais tarde, não encontrou o pão onde
deixara.
Satisfeito
por ver que Nossa Senhora aceitava o seu oferecimento, repetia a façanha todos
os dias, e todos os dias o pão desaparecia. Mas depois de algum tempo, Pierre
observou que a Virgem continuava magra. Procurou o sacerdote e contou-lhe o
caso.
—
Faz tanto tempo que eu levo o meu pão a Nossa Senhora, e Ela ainda está tão
magra! O que acha o senhor, padre? Eu por mim suspeito que a Virgem tenha
alguma doença; não seria uma boa ideia mandá-la examinar por um médico?
—
Mas a estátua de Nossa Senhora não pode comer o teu pão, explicou sorrindo o
cura.
—
No entanto, retrucou Pierre com seriedade, eu lhe garanto que Ela come, porque
o pão desaparece em pouco tempo.
O
pároco, curioso, resolveu desvendar o mistério. Disse a Pierre que levasse o
pão como de costume e se escondeu num canto da igreja, de onde podia vigiar a
imagem e ver tudo o que se passava sem ser visto.
Pierre
acabara de sair da igreja que estava silenciosa e vazia. De súbito, ouviu uns
passos muito leves. Um menino, pobremente vestido, foi ajoelhar-se diante da
imagem. Sorriu, apanhou o pão, beijou-o e escondeu-o debaixo de seus farrapos.
Em seguida, fez o sinal da cruz e começou as suas orações com recolhimento e
fervor.
O
sacerdote deixou então seu posto de observação e pousou a mão no ombro do
menino. Num sobressalto, o pequeno implorou: — Ah, senhor padre! Eu não sou
nenhum ladrão! Estou aqui apenas para buscar o pão que Nossa Senhora me dá de
presente.
—
E como sabes que a Virgem te dá esse pão? Perguntou o pároco, intrigado.
—
Mas padre, o senhor mesmo ensina no púlpito que Deus nunca deixa de atender às
nossas necessidades. Como eu sou muito pobre, não deixo de vir todas as manhãs
pedir a Nossa Senhora o meu pão de cada dia. E todas as manhãs Ela me ouve,
pois o encontro sempre aqui.
O
bondoso cura precisou esforçar-se para não deixar transparecer a profunda
comoção interior que lhe invadia a alma. O frescor da fé que palpitava nos
corações daqueles dois meninos lhe proporcionara a ocasião de admirar tão bela
obra da Providência Divina; aquela mesma Providência que sempre atende solícita
às súplicas dos que confiantemente A invocam.
Revista
Arautos do Evangelho n. 71. nov 2007.
terça-feira, 17 de dezembro de 2013
Comemoração natalina 2013 - Curitiba
“Uma luz resplandece nas trevas” (Jo 1, 5): “Christus natus
est nobis”, foi para nós que Ele nasceu, para a humanidade de todas as épocas,
até o Juízo Final. O glorioso nascimento do Menino Jesus constitui uma inesgotável
fonte de salvação. E, invariavelmente — sobretudo neste ano tão carregado de ameaças de guerras, convulsões e terrores — o convite que nesta festividade é
feito aos homens vem transbordante de promessas. Junto ao Divino Infante pode-se
encontrar a verdadeira paz, como ocorreu com os pastores e os Reis Magos.
Movidos por um sopro do Espírito Santo, abandonaram seus afazeres e puseram-se a
caminho em busca da Paz Absoluta, para adorá-La. Esse mesmo convite nos é
dirigido a nós na noite de Natal: “Venite adoremus”, pois “a graça de Deus,
nosso Salvador, apareceu a todos os homens. (...) Manifestou-se a bondade de
Deus nosso Salvador e o seu amor pelos homens” (Tt 2, 11; 3, 4). Mons João Clá Dias
O setor feminino dos Arautos do Evangelho em Curitiba promoveu
para as famílias das aspirantes uma comemoração natalina. Iniciou-se com a
Santa Missa celebrada pelo Pe. Ryan Francis Murphy, EP e, em seguida, foram
apresentadas músicas natalinas e uma peça teatral de um portentoso milagre ocorrido
na Espanha, no século XVI: A imagem do Menino Jesus que, na noite de natal,
se animou, como se fosse viva, e
o Menino descalçou o pezinho e, graciosamente, atirou uma de suas sapatilhas a
um pobre sapateiro que não tinha o que comer. Deus nunca deixa de atender um pedido, se perseverarmos na
oração, em determinado momento, Ele faz maravilhas.
Não faltou também a acolhedora presença de São Nicolau que
distribuiu presentes às crianças.
quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
Começou em Belém
Avaliai
se puderdes, as adorações, as homenagens, os carinhos de Maria para com seu divino
Filho ao nascer! Adorai Jesus repousando em seus braços ou adormecido em seu
regaço.
Que
belo ostensório é Maria, ostensório fabricado com esmero pelo próprio Espírito
Santo! Que pode existir de mais belo do que a Santíssima Virgem, mesmo
considerada só no exterior? É o lírio puríssimo, o lírio do vale, cândida como
ele, e que germinou em terra imaculada.
Maria
é o paraíso de Deus! E a flor que nele desabrocha é Jesus, a flor de Jessé, e o
fruto que produz é Jesus, o trigo dos eleitos! Quanto Deus se deleitou em
embelezar Maria!
Eis
o ostensório do Verbo recém-nascido! Eis o canal por onde nos vem Jesus!
Oh!
Sim, a Eucaristia começou em Belém, entre os braços de Maria. Foi Ela que
trouxe à humanidade faminta o único Pão que a poderia saciar!
Foi
Maria que conservou para nós esse Pão! Ovelha divina, nutriu com seu leite
virginal o Cordeiro cuja carne vivificante seria o nosso alimento mais tarde!
(“Flores
da Eucaristia”, São Pedro Julião Eymard)
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
sábado, 7 de dezembro de 2013
Pelas mãos de Maria
Conta-se nas
crônicas Franciscanas que Fr. Leão viu uma vez em visão duas escadas, uma
branca e vermelha a outra. Sobre a última estava Nosso Senhor Jesus Cristo e sobre
a primeira, Sua Mãe Santíssima. Reparou como alguns tentavam subir pela escada
vermelha. Porém caíam logo depois de galgarem alguns degraus; tornavam a subir
e outra vez caíam.
Foram
avisados de que deveriam ascender pela escada branca, e por essa os viu subir
felizmente, porquanto a Santíssima Virgem lhes dava a mão, e assim chegavam
seguros ao Paraíso.
LIGÓRIO,
Afonso Maria de. Glórias de Maria Santíssima.
6 ed. Petróplis:Vozes, 1964. P. 161.
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
Existe mesmo Papai Noel?
Pe Ricardo Basso, EP
Um pouco mais
cedo ou um pouco mais tarde, toda criança faz esta pergunta. E os pais podem
responder facilmente a seus filhos, contando-lhes a bela vida de São Nicolau.
Aproxima-se o
Natal!
Nos centros
comerciais vê-se freqüentemente um personagem com trajes de cores vivas,
despertando a curiosidade geral e, nas crianças, a alegre expectativa dos
presentes e das guloseimas. É o Papai Noel. Como surgiu essa tradição?
Na realidade,
existiu uma pessoa muito mais importante do que o lendário Papai Noel. Foi São
Nicolau, Bispo de Mira, na Turquia, falecido em 324.
Este grande Santo
é apresentado indo de casa em casa, levando presentes para as crianças piedosas
e bem comportadas. Narrando aos filhos sua bela vida, os pais despertam nas
almas infantis o senso do maravilhoso e estimulam a prática da virtude. Com a
vantagem de que, neste caso, a realidade supera a lenda.
Poucos santos
gozam de tanta popularidade, e a poucos são atribuídos tantos milagres. Dele,
São João Damasceno fez o seguinte elogio: “Todo o universo tem em ti um pronto
auxílio nas aflições, um encorajamento nas tristezas, uma consolação nas
calamidades, um defensor nas tentações, um remédio salutaríssimo nas
enfermidades”.
Nicolau era
bastante jovem quando perdeu seus pais, herdando deles uma imensa fortuna que
lhe possibilitou praticar a caridade em grande escala.
Um dia, soube
de três moças que, por serem pobres, não encontravam pretendentes para
casamento, e o pai pretendia encaminhá-las para uma má vida. Nicolau foi,
então, de noite, e atirou para dentro do quarto do homem uma bolsa com moedas
de ouro. Poucos dias depois, casava-se a filha mais velha. Repetiu Nicolau o
gesto e, logo após, casava-se a segunda filha.
No momento em
que ele se preparava para atirar pela terceira vez o dinheiro, foi descoberto.
Saindo das sombras onde estava escondido, o pai lançouse aos pés de seu
benfeitor, chorando de arrependimento e gratidão. Desde então, não se cansou de
apregoar por toda parte os favores recebidos.
Em outra
ocasião, ao embarcar em um navio, avisou ao comandante que teriam violenta
tempestade pelo caminho. O velho lobo-domar recebeu com irônico sorriso essa
previsão de um simples passageiro.
A tempestade,
porém, não tardou. E tão terrível que todos acreditaram ter chegado o seu fim.
Ao saberem que um passageiro havia previsto o que estava acontecendo, correram
para ele, pedindo socorro. Nicolau rogou a Deus, e logo cessou a tempestade,
acalmou-se o mar e o sol apareceu resplandecente...
Tornou-se,
assim, o patrono dos marinheiros, que o invocam nos momentos de perigo.
São Boaventura
narra que em uma estalagem o dono havia assassinado dois estudantes para se
apoderar de seu dinheiro. Horrorizado por esse hediondo crime, São Nicolau
ressuscitou os jovens e converteu o assassino.
No dia em que
foi sagrado Bispo de Mira, mal acabara a cerimônia, uma mulher atirou-se a seus
pés, com um menino nos braços, suplicando: “Dai vida a meu filhinho! Ele caiu
no fogo e teve morte horrível. Tende pena de mim. Dai-lhe a vida!”
Emocionado e
compadecido das dores daquela mãe, fez o sinal-da-cruz sobre o menino que
ressuscitou na presença de todos os fiéis presentes à cerimônia de sagração.
Em alguns
países da Europa, é costume as pessoas trocarem presentes no dia de sua festa,
6 de dezembro.
A nós, também,
São Nicolau não deixará de atender em nossas necessidades.
Peçamos-lhe,
pois, não apenas os bens materiais, mas, sobretudo, grandes dons espirituais.
Que ele obtenha da Santíssima Virgem e de São José a graça de, neste Natal,
nascer em nossas almas o Menino Jesus — o maior presente dado aos homens —, a
fim de chegarmos à Pátria celeste, para a qual fomos criados.
Revista Arautos n.24, dez 2003
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
Viagem a Aparecida com os Arautos
Aproveitando
alguns dias de feriado, os Arautos do Evangelho - setor feminino de Curitiba - promoveram uma
viagem à cidade onde se encontra a Padroeira do Brasil - Nossa Senhora da
Conceição Aparecida. Para o passeio convidaram não só as participantes do
Projeto, mas também os seus pais. Diante da Virgem Mãe Aparecida depositaram
seus pedidos e agradecimentos e após a acolhida de tão bondosa Mãe, rumaram,
num ambiente de entusiasmo, até São Paulo a fim de conhecerem a Basílica de
Nossa Senhora do Rosário (Thabor), a Igreja de Nossa Senhora do Carmo (Monte
Carmelo), Igreja Nossa Senhora do Rosário de Fátima (Granja Viana) e Lumen
Profetae.
quarta-feira, 27 de novembro de 2013
Apresentações Natalinas dos Arautos do Evangelho em Curitiba
Os Arautos do Evangelho, setor feminino, irão realizar várias apresentações natalinas em louvor ao nascimento do Menino Deus em diversas paróquias de Curitiba após a missa paroquial. Se o caro internauta desejar participar de alguma delas, deixamos aqui os horários e as igreja onde elas serão realizadas.
Dia 1º de dezembro
Paróquia São José – Santa Felicidade
No final da missa às 7:30, 9:30, 11:00 e 19:00
Dia 21 de dezembro
Paróquia de Atuba
No final da missa às 16:30
Paróquia Santo Antônio
No final da missa às 20:00 (Salão Paroquial)
Dia 22 de dezembro
Catedral Metropolitana de Curitiba
No final da missa às 10:00
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
Arautos preparam o Natal
Todos
os grandes eventos exigem uma preparação, assim, a igreja instituiu
na liturgia o Tempo do Advento - período que antecede o grande dia
do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo.
À
expectativa desse grande acontecimento, uma voz clamante no deserto
convidava todos a endireitarem suas vidas criando condições ideais
para receber o Salvador: “Preparai o caminho do Senhor,
endireitai as suas veredas” (Is 40,3). Esta frase aplicada a
São João Batista, também poderíamos empregá-la, em certo
sentido, aos Arautos - setor feminino de Curitiba, nas suas
preparações natalinas. O internauta poderá ver nas fotografias a
execução do presépio e os treinos para os concertos musicais.
segunda-feira, 18 de novembro de 2013
sexta-feira, 15 de novembro de 2013
Culinária no Projeto Futuro e Vida
No último final de semana, as
participantes do Projeto Futuro e Vida, na sua aula de culinária, puderam aprender
a fazer uma saborosa mousse de maracujá.
Deixamos a receita publicada no nosso blog para que o internauta não
fique com água na boca.
Mousse
de maracujá
·
200 ml de suco de maracujá
concentrado
·
1 lata de leite condensado
·
1 lata de creme de leite
·
1 envelope (12gr) de gelatina
incolor sem sabor
Calda:
·
polpa e semente de 2 maracujás
maduros
·
3 colheres (sopa) de açúcar
·
1/3 xícara (chá) de água
Rendimento: 6 porções
Bata no liquidificador o suco de
maracujá, o leite condensado e o creme de leite até obter um creme aerado.
Derreta a gelatina conforme as
instruções da embalagem e junte-a ao creme. Bata por 1 a 2 minutos para
misturar bem.
Transfira para taças individuais
e leve à geladeira por 4 a 6 horas ou até ficar consistente.
Leve os ingredientes da calada ao
fogo e ferva por 2 a 3 minutos. Espere esfriar.
Sirva as mousses regadas com a
calda.































