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quinta-feira, 26 de março de 2015

São João de Deus

Em sua primeira carta aos Coríntios, o Apóstolo assinala ser a linguagem da Cruz de Cristo “loucura para os que se perdem” (I Cor 1, 18). Pois o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, sendo para ele desatinos (cf. I Cor 2, 14).
Ora, muitas vezes, em sua sabedoria divina, o Paráclito pede tomar atitudes apresentadas aos olhos humanos como desvarios, exigindo uma submissão a Deus sem reservas e um completo esquecimento de si mesmo. Bem exprime esta realidade a piedosa súplica feita, em uma conhecida Consagração ao Espírito Santo: “Que meu amor a Jesus seja perfeitíssimo, até chegar à completa alienação de mim mesmo, àquela celestial loucura que faz perder o senso humano de todas as coisas, para seguir as luzes da fé e os impulsos da graça”.1
Foi justamente essa generosidade de alma, limítrofe ao desconcertante, pedida pela Providência a um jovem português chamado João Cidade. Após uma vida cheia de aventuras, sempre à busca de um ideal, encontrou Jesus nos mais necessitados e, com o coração apaixonado por Cristo, fez-se de “louco” pelos enfermos, pobres e desvalidos.

quarta-feira, 25 de março de 2015

A lição das borboletas

A pequena Aninha era considerada por seus pais uma menina feliz. Ela, porém, nem sempre concordava com essa opinião. O pai e a mãe lhe queriam muito, mas... os dois trabalhavam, e ela praticamente só os via à noite. Na escola, as professoras eram muito exigentes. Seu irmão mais velho foi-lhe bom companheiro de jogos, mas depois de ficar mocinho, pouco se interessava por ela.
E por fim havia sua avó. Esta sim, dedicava-lhe muita atenção, era muito carinhosa, respondia com calma a todas as perguntas, sabia fazer doces e, melhor que tudo, contava histórias! Belas histórias de castelos fabulosos, princesas, santos e milagres. Mas ela morava longe, e só de tempos em tempos visitava a casa de Aninha.
A avó lhe falava também muito de Deus. Ela ensinou a inocente criança a rezar e lhe explicou muitas coisas interessantes da religião. Um ponto, porém, deixava Aninha meio perplexa: se Deus pode tudo e é tão bom, por que Ele não resolve os problemas de todo mundo?
Por exemplo — raciocinava ela — Ele bem poderia facilitar tudo na minha vida: bastaria fazer meus pais ficarem mais tempo em casa, diminuir as tarefas da escola, mandar meu irmão fazer-me companhia, trazer a vovó mais vezes à minha casa... Mas parece que Ele não quer fazer nada disso. Não entendo! Vou perguntar à vovó quando ela chegar.
* * *
Aninha pensava nessas coisas enquanto passeava sozinha pelo jardim da casa, onde havia muitas flores, alguns arbustos e árvores. Esse era o palco dos pensamentos solitários da menina, e também de suas pequenas descobertas. Lá descobriu com encanto um ninho de passarinhos, e tomou pela primeira vez uma picada de abelha. Ali seu irmão ensinou-lhe que as lagartas se transformam em borboletas. A princípio, ela não acreditou, mas ele pôs um desses rastejantes insetos dentro de um vidro com furos na tampa, e os dois puderam comprovar maravilhados esse pequeno milagre da natureza, no dia em que encontraram dentro do vidro uma bela borboleta de asas amarelas, ao lado da crisálida aberta e vazia.
A menina então adquiriu um especial gosto em observar as borboletas, fascinada pela misteriosa transformação das repugnantes lagartas em delicadas jóias voadoras. Vasculhava os arbustos até encontrar as crisálidas, e as visitava todos os dias, desejosa de assistir à “saída” de cada uma delas. Mas nunca conseguiu chegar na hora exata.
Um dia, teve a agradável surpresa de descobrir um casulo preso a um galhinho das flores da jardineira, logo abaixo da janela. “Que bom! Justo aqui! Essa eu vou poder acompanhar de perto todas as manhãs, sem sair do quarto!” Nessa expectativa, levantava-se todos os dias um pouco mais cedo, só para seguir o desenvolvimento da “sua” futura borboleta. E passado o tempo regular, numa ensolarada manhã de domingo, o pequenino inseto rompeu o casulo e começou a esforçar-se para sair da casca. Tudo isso sob o olhar atento de Aninha, a qual não perdia o mínimo detalhe do “grande acontecimento”.
— Finalmente, vou ver uma sair da casca!
O animalzinho, porém, esforçava-se, esforçava-se, e a custo ganhava poucos milímetros na dura faina de abandonar seu casulo. Em certos momentos parava, exausto, e depois retomava seu esforço. “Ela não consegue sair! O que está acontecendo?” — perguntava-se Aninha.
De repente, o inseto parou como que derrotado, e a aflita menina, julgando que ele ia morrer, decidiu por fim intervir. Pegou uma tesourinha e, com todo cuidado, cortou delicadamente a crisálida, e assim o inseto pôde, afinal, sair sem maiores problemas.
O sol ia lentamente subindo, e Aninha ansiosa esperava que as asas da borboleta, ainda dobradas e amarrotadas, fossem se desdobrando e estendendo. Mas isso não aconteceu. Após um tempo considerável, ela precisou descer correndo para o café da manhã. Depois de comer, voltou ligeira para o quarto e verificou decepcionada que “sua” borboleta só tinha andado de um galho para outro, e suas asas continuavam tristemente encolhidas...
Pouco depois, chegou o irmão e ela lhe contou o que acontecera.
— Ah! então você não sabe? Pois é justamente esse esforço feito pelo inseto para sair do casulo que impulsiona o sangue dele para as asas, forçando-as a se estenderem. No começo, as asas ainda estão molhadas e maleáveis, mas depois de secar tornam-se rígidas. Como a sua borboleta não fez esse esforço, as asas dela não cresceram, e agora que já secaram...
— Quer dizer que ela nunca vai voar? — interrompeu a menina, assustada.
— Não. Ela nunca vai voar.
Aninha irrompeu em prantos, e o irmão saiu do quarto, balançando a cabeça e resmungado: “Essas coisas de meninas!...” De fato, o pobre inseto perambulou alguns dias pela jardineira e depois desapareceu. Se caiu no jardim ou foi surpreendido por algum passarinho, ela nunca o soube.
* * *
Alguns dias depois, a avó veio visitá-los. Aninha contou-lhe a triste história da borboleta, bem como suas dúvidas a respeito da bondade de Deus que poderia facilmente resolver os problemas de todo mundo mas parece não querer fazer isso.
— Ora, minha filha — disse a boa senhora, abraçando-a —, veja como uma história explica a outra! Você pergunta o motivo pelo qual Deus às vezes parece não querer ajudar as pessoas... Ele faz assim a fim de permitir que elas sofram um pouco, se esforcem e rezem para, como acontece com as borboletas, obrigar suas “asas” a crescerem. Quem sempre foge dos sofrimentos e não se esforça por vencer as dificuldades, fica como borboleta sem asas, rastejando pelo resto da vida.
— Ah! Agora compreendo...
— E Deus, em sua sabedoria, permitiu que esse pobre bichinho ficasse sem voar, para dar uma grande lição a você, Aninha, a quem Ele ama mais do que todas as borboletas do mundo! Assim, quando você tiver dificuldades e sofrimentos, em casa ou no colégio, lembre-se da borboletinha: Deus quer que passemos por isso para podermos ter asas grandes e belas, com as quais possamos voar ao longo de nossas vidas.
— É isso mesmo! Deus sabe o que faz. Nunca mais vou reclamar da vida — concluiu a menina, mostrando ter entendido bem as sábias palavras da avó.
— E não chore mais pela sua borboleta. No Paraíso, Jesus tem outras bem mais bonitas para lhe mostrar. Quem sabe se lá, você a reencontrará?
E, já consolada de sua tristeza, Aninha olhou para o jardim e, em sua inocência, sussurrou: “Adeus borboletinha. Até o paraíso!”

Revista Arautos do Evangelho – Junho 2006 

quarta-feira, 18 de março de 2015

Projeto Futuro e Vida - 2015

Os projetos voltaram à cidade de Curitiba, desta vez nas Escolas Municipais de Santa Águeda e Ricardo Kriger.
Inicia-se com a característica exposição musical: apresentação dos vários instrumentos e vozes bem como a participação dos alunos em algumas músicas, mesclando as palmas e vozes de contentamento de todos os que participam.

A segunda parte dá-se nas salas de aula onde os alunos se inscrevem para um sorteio de aulas gratuitas de música, defesa pessoal e teatro. E por fim, são chamados os sorteados que ora gritam de alegria ou choram de emoção ao ouvir o seu nome  para fazer parte das atividades.

terça-feira, 10 de março de 2015

Quaresma: um tempo de preparação

Com a chegada do tempo quaresmal, os Arautos do Evangelho decidiram fazer um simpósio-recolhimento para que os pais e participantes do Projeto Futuro e Vida pudessem se preparar dignamente para passar estes quarenta dias de oração e penitência. O tema escolhido foi “ Os novíssimos do homem”: morte, juízo, inferno e paraíso. Todas as reuniões foram intercaladas com encenações teatrais para que todos pudessem penetrar mais profundamente em cada ponto tratado.

Na primeira reunião discorreu-se sobre a morte, ilustrada com a espantosa história de São Francisco de Borja, que após o falecimento do Imperador deu-se conta de que a beleza exterior, bem como todos os prazeres do mundo, não valem de nada após a morte, e que o nosso corpo seria comido pelos vermes. De que adiantou todas as pompas, honras, belezas, prazeres para Imperador? Agora estava transfigurado no caixão. Depois desse fato o santo se converteu e tornou-se um grande santo.

Na palestra sobre o inferno, foi narrada a história da parábola de Nosso Senhor Jesus Cristo a respeito do Rico e do pobre Lázaro.  A última, foi sobre o Paraíso de São João Bosco, onde este santo sonhou com o Céu sendo recebido pelos seus filhos espirituais comandado por São Domingos Sávio, e mostrando o caminho certo para chegar ao Céu.

Durante todo o simpósio, veio de São Paulo, para dar assistência espiritual o Padre Luís Alexandre.

sábado, 7 de março de 2015

As aulas começaram

O Pe. David Ritchie,EP veio especialmente de São Paulo para a abertura do ano letivo da Escola Arautos do Evangelho, Curitiba. O ato iniciou-se com um missa solene no próprio colégio, com a presença de todos os professores, alunas e pais.
A seguir, em uma conferência o Pe. David tratou sobre a importância da educação sob o prisma dos Arautos do Evangelho. Cada professor apresentou o conteúdo de suas disciplinas para o ano letivo de 2015.


Durante o lanche, todos tiveram a oportunidade de trocar ideias e conversar com os professores. E para finalizar, foi apresentada uma retrospectiva do colégio e uma das férias. 
Colocamos aqui algumas fotos da retrospectiva da escola para que possam relembrar.

quarta-feira, 4 de março de 2015

Curso de Férias - Parte III

Caverna do Diabo
Para encerrar o passeio a São Paulo, as participantes fizeram uma aventura na Caverna do Diabo, em Eldorado- SP. Apesar de seu nome não ser muito convidativo, as maravilhas que apresenta são de inestimável beleza.
O nome da caverna vem do tempo da escravidão, onde os escravos escondiam as suas comidas nela. Quando eles voltavam para buscá-la os animais as tinham comido, como os escravos não sabiam disso atribuíam o fato ao diabo.
Independente da história do lugar, as meninas entraram dentro da caverna, aprendendo sobre as estalactites e estalagmites, a duração de centenários para a formação de alguns centímetros. Ao longo da caverna são apresentados várias figuras, como o rinoceronte, o manto de Nossa Senhora Aparecida, as velas da promessa, cavalo e até a “face do diabo”. Não é de admirar que durante o passeio as jovens foram encontrando novas figuras, dando elas mesmas o nome para os símbolos.


Ao retornarem a Curitiba, um belo arco-íris apareceu atrás das montanhas, um sinal de Deus pelas graças recebidas no Curso de Férias.