sábado, 13 de dezembro de 2014

Encerramento do Projeto Futuro e Vida para os Pais

Depois de um mês de Curso sobre a Eucaristia, aula de confecção de terços, aulas de karatê, o encerramento do Projeto Futuro e Vida para os pais teve lugar na Escola Arautos do Evangelho, um espaço desconhecido para vários. Iniciou-se com a Santa Missa celebrada pelo Revmo. Pe. Tonellli e com a entrega das lembranças, um belo livro de orações eucarísticas. Depois de assistirem a um vídeo a respeito das atividades da Escola Arautos durante o ano de 2014, todos dirigiram-se para o local do saboroso churrasco, tão bem elaborado com a ajuda dos pais das participantes do Projeto. A programação do dia encerrou-se, para além da sobremesa, com uma apresentação musical das alunas da Escola.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Jantar em família


No final do mês de Novembro, o setor feminino dos Arautos do Evangelho teve a imensa alegria de receber a visita dos quatro padres da Paróquia de Santa Felicidade, entre os quais o nosso estimado pároco, o Padre Cláudio.
O cardápio escolhido não poderia ser outro: pizza, uma vez que o bairro de Santa Felicidade é povoado por italianos e sobretudo, pela presença do Padre Vincenzo.
Durante o animado jantar foram diversos os temas tratados; as mais jovens da casa fizeram uma apresentação musical para os sacerdotes e, no final, estes foram surpreendidos com uma lembrança: uma bela caneta com o nome gravado.

Posteriormente, foi a vez de os padres cantarem, os primeiros foram os padres haitianos que nos encantaram com as suas músicas em língua francesa, depois o sacerdote proveniente da Itália, que cativou a todos com a tradicional música Santa Lucia. Só faltou o Padre Cláudio… mas foi providencial ele não ter cantado desta vez, pois isso significa que voltará em outra ocasião e deslumbrará a todos com os seus cantos.

domingo, 7 de dezembro de 2014

Um criminoso entre 56 inocentes

Conta-se que no antigo Reino de Nápoles, muito antes da invasão das tropas francesas, morrera o grão-conselheiro que, com sabedoria, havia auxiliado o soberano a governar a nação, e este hesitava sobre quem nomear para substituí-lo.
Inclinava-se para um amigo seu, chamado Genaro, experiente juiz, homem probo que não titubeava em testemunhar publicamente sua fé. O importante cargo, porém, era cobiçado por outras personalidades da Corte, e o rei precisava evitar entrechoques partidários. Procurando encontrar um meio de nomear Genaro sem causar ressentimentos nos opositores, teve certo dia uma ideia genial: “Genaro é sem dúvida o mais competente de todos os magistrados do Reino. Vou propor-lhe um caso bem intrincado, e tenho certeza de que ele o resolverá. Demonstrada publicamente sua capacidade, ninguém poderá queixar-se de ser ele nomeado grão conselheiro...”
Tomada essa resolução, o soberano enviou a Genaro uma carta:
“Necessito de teu valioso auxílio para resolver uma complexa questão. Com frequência, chegam-me aos ouvidos queixas de que a justiça napolitana é dura e inflexível. Visando verificar a procedência ou não dessas reclamações, desejo fazer rever os processos de alguns condenados. Para isso, escolhi a prisão de Castel dell’Uovo, onde estão reclusos os piores criminosos de Nápoles.
“Peço, portanto, que para lá te dirijas e reexamines o processo de cada um dos presos. Confio na tua arguta inteligência e ampla capacidade jurídica. Sei que darás pública demonstração de misericórdia, sem ferir em nada a justiça nem a lei que há séculos norteia nosso Reino.
“Envio com esta um Decreto Real que te concede poderes para administrar a justiça em meu nome, junto aos encarcerados de Castel dell’Uovo.”
                                           * * *
A leitura dessa carta deixou o magistrado imerso em graves considerações. Que difícil incumbência lhe dava o rei! Ser rígido e misericordioso ao mesmo tempo, e logo na prisão de Castel dell’Uovo! Ele, porém, não era homem de esquivar-se das dificuldades. Invocou a proteção de Santo Ivo, padroeiro dos advogados, despediu-se de sua esposa e partiu para a fortaleza-prisão.
Os meios de transporte dessa época não eram rápidos como os de hoje. Assim, quando Genaro chegou ao mal-afamado presídio, espalhara-se já por toda parte a notícia do desafio jurídico que ele ia enfrentar. As reações eram as mais variadas. Alguns céticos consideravam impossível usar de misericórdia para pôr em liberdade nem um sequer daqueles criminosos. Outros, pelo contrário, temiam que o juiz, num acesso de liberalidade, pusesse de lado a justiça e fizesse soltar alguns ou muitos deles. Todos, entretanto, reconheciam ser esse um caso complexo, no qual estariam em jogo tanto a competência profissional de Genaro quanto a bondade que se esperava de um magistrado católico.
                                                   * * *
A primeira providência de Genaro foi mandar reunir no pátio todos os reclusos, 57 ao todo. Que fisionomias! Naqueles rostos assustadores, viam-se estampados todos os vícios.
Sobre sua mesa, estavam os processos: assassinatos, roubos, sequestros e outros crimes tão vis que é melhor nem mencionar. Os reclusos cochichavam entre si, usando um vocabulário cheio de gírias. Um bandido com tapa-olho e nariz torto comentou:
— Mo’... Esse juiz é um carola, um papa-hóstias... Se ele for cumprir o que está escrito na Bíblia, terá de soltar-nos!
Outro patife, meio desdentado e com uma grande cicatriz na face, retrucou:
— É isso mesmo! Olha só a cara dele! Esta tarde, estaremos na rua, camaradas!
Vendo todos reunidos, Genaro mandou que, devidamente escoltados, viessem um a um diante dele, para deporem. Ao chegar o primeiro, perguntou-lhe:
— Então, por que você está aqui? Fazendo a melhor cara possível, o criminoso declarou-se inocente, vítima de calúnias e tribunais injustos. E concluiu cinicamente:
— Estou certo de que agora me será concedida a liberdade à qual tenho direito, como homem honesto que sou!
O juiz ouviu com muita atenção e fez o escrivão anotar no livro o depoimento. Veio em seguida o segundo, depois o terceiro, o quarto... até o 56º. Todos afirmavam sua inocência, alegando os mais variados motivos. E Genaro demonstrava estar compadecido pelas injustiças de que aqueles homens declaravam serem vítimas. A tal ponto que os guardas comentavam entre si: “Será possível que o juiz esteja acreditando nas mentiras desses bandidos? Nem o mais ingênuo dos homens daria crédito a tais patifes!”
Por fim, veio o último. Era um rapazola magrelo e quase imberbe, que não devia ter mais de 19 anos. Não era arrogante como os outros, mas tímido e cabisbaixo. Estava envergonhado de se defrontar com o juiz, representante da justiça e do rei. A tal ponto destoava dos outros, que o juiz perguntou ao comissário de polícia de quem se tratava.
— Ah, doutor... esse coitado aí é um órfão, lavrador desempregado. Ele foi apanhado ontem roubando legumes e frutas na feira. Está aqui só porque o crime foi cometido nas cercanias, mas logo será transferido para uma cadeia de baixa periculosidade, antes que os outros lhe dêem as “boas vindas”...
O juiz franziu a testa, olhou fixamente o rapaz e perguntou:
— E você, jovem patife, o que tem a dizer a seu favor?
Abaixando ainda mais a cabeça, o pobre, com voz sumida, declarou:
— Nada, senhor... Roubei, e isso é um pecado. Desonrei o nome de meu falecido pai, e não segui o ensinamento de minha pobre mãe a respeito dos Mandamentos. É justo que pague na cadeia pelo mal que cometi.
O magistrado ficou ainda mais sério, e inclinando-se para frente sentenciou:
— Basta! Com este caso, concluo a missão que o rei me deu. Quanto aos 56 depoentes anteriores, todos afirmaram sua mais completa inocência. Coisa muito admirável, numa sociedade tão corrompida como a nossa.
E batendo com vigor o martelo de madeira sobre a mesa, proclamou:
— Em nome de Sua Majestade, declaro inocentes todos esses 56.
Os criminosos sorriram satisfeitos, enquanto os guardas se entreolhavam, incrédulos e abismados. E continuou o juiz:
— Decido também que o Estado Napolitano tem o dever de proteger esses inocentes contra os maus elementos que imperam lá fora. Assim, todos vocês deverão continuar neste cárcere por tempo indeterminado, custodiados pela polícia.
Voltando-se em seguida para o rapaz, o último a prestar depoimento:
— E você, malvado, que tão descaradamente reconhece seus crimes, eu o expulso daqui, para não contagiar esses 56 inocentes com sua malícia. Órfão, faminto e desempregado... Pois bem, condeno-o também a ser contratado como jardineiro no Tribunal de Nápoles. Procure-me depois para acertar o cumprimento de sua pena. Guardas, acompanhem esse rapaz até a igreja mais próxima, caso ele queira confessar-se, e deem-lhe como castigo um bom lanche antes de partirmos.
                                                  * * *
Que reviravolta! Pasmos e arrasados, os criminosos ficaram mudos, enquanto os guardas, por sua vez, sorriam de satisfação.
A notícia do espetacular julgamento correu todo o Reino, e o Dr. Genaro foi nomeado grão-conselheiro. O rei ficou muito satisfeito, pois seu amigo não o decepcionara, e, naturalmente, ninguém ousou opor-se à nomeação de juiz tão justo e sagaz.
Quanto ao “malvado” rapaz, foi contratado como jardineiro do Tribunal, bendizendo o magistrado que o considerara o único criminoso entre aqueles 56 inocentes...

María Lucilia Morazzani Arráiz – Arautos do Evangelho · Agosto 2006

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

A Idade Média em nossos dias


Os alunos da Escola Arautos do Evangelho – Curitiba, realizaram uma Mostra do Conhecimento, sobre o tema: A arte fazendo arte, na Idade Média.

As alunas falaram sobre os mosaicos, vitrais, gravuras, mosaicos, bem como os trajes e sua evolução, tudo elaborado por elas. Houve também uma apresentação de saltimbancos, que eram os artistas que exibiam os seus números nas praças. A Mostra não poderia terminar sem falar das belíssimas construções principalmente dos castelos e catedrais, e dentro disso foi comentado, também, os brasões, tanto eclesiásticos como de famílias.


sábado, 22 de novembro de 2014

Cristo, Rei do Universo

Cristo, Rei do Universo

35 O povo estava a observar. Os príncipes dos sacerdotes com o povo O escarneciam dizendo: "Salvou os outros, salve-Se a Si mesmo, se é o Cristo, o escolhido de Deus!" 36 Também o insultavam os soldados que, aproximando-se dele e oferecendo-lhe vinagre, 37 diziam: "Se és o Rei dos judeus, salva-Te a Ti mesmo!" 38 Estava também por cima de sua cabeça uma inscrição: "Este é o Rei dos judeus". 39 Um daqueles ladrões que estavam suspensos da cruz, blasfemava contra ele, dizendo: "Se és o Cristo, salva-Te a Ti mesmo e a nós" 40 O outro, porém, tomando a palavra, repreendia-o dizendo: "Nem tu temes a Deus, estando no mesmo suplício? 41 Quanto a nós se fez justiça, porque recebemos o castigo que mereciam nossas ações, mas Este não fez nenhum mal." 42 E dizia a Jesus: "Senhor, lembra-Te de mim, quando entrares no teu Reino!" 43 Jesus disse-lhe: "Em verdade te digo: Hoje estarás comigo no Paraíso." (Lc 23, 35-43).
Por direito de herança e de conquista, Cristo reina com autoridade absoluta sobre todas as criaturas. Entretanto, não governa segundo os métodos do mundo.

Mons. João Clá Dias, EP
I - REI NO TEMPO E NA ETERNIDADE
Ao ouvirmos este Evangelho da Paixão, de imediato surge em nosso interior uma certa perplexidade: por que a Liturgia, para celebrar uma festa tão grandiosa como a de Cristo Rei, terá escolhido um texto todo ele feito de humilhação, blasfêmia e dor?
Tanto mais que, em extremo contraste com esse trecho de São Lucas, a segunda leitura de hoje nos apresenta Jesus Cristo como sendo "a imagem do Deus invisível, o Primogênito de toda a criação (...) porque foi do agrado do Pai que residisse n'Ele toda a plenitude" (Col 1, 15 e 19). Como conciliar esses dois textos, à primeira vista, tão contraditórios?
Para melhor compreendermos esse paradoxo, devemos distinguir entre o Reinado de Cristo nesta terra e o exercido por Ele na eternidade. No Céu, seu reino é de glória e soberania. Aqui, no tempo, ele é misterioso, humilde e pouco aparente, pelo fato de Jesus não querer fazer uso ostensivo do poder absoluto que tem sobre todas as coisas: "Foi-me dado todo o poder no Céu e na terra" (Mt 28, 18).
Apesar de as exterioridades nos causarem uma impressão enganosa, Ele é o Senhor Supremo dos mares e dos desertos, das plantas, dos animais, dos homens, dos anjos, de todos os seres criados e até dos criáveis. Porém, diante de Pilatos, assevera: "O meu Reino não é deste mundo" (Jo 18, 36), porque não quer manifestar seu império em todas as suas proporções, a não ser por ocasião do Juízo Final.
Assim, enquanto o Evangelho nos fala de seu Reinado terreno, a Epístola proclama o triunfo de sua glória eterna. No tempo, vemo-Lo exangue, pregado na Cruz entre dois ladrões, sendo escarnecido pelos príncipes dos sacerdotes e pelo povo, insultado pelos soldados e objeto das blasfêmias do mau ladrão. A Liturgia exige de nós um esforço de fé para, indo além do fracasso e da humilhação, crermos na grandiosidade do Reino de Jesus.
Por outro lado, errôneo seria imaginar que Ele não deve reinar aqui na terra. Para comp reender bem o quanto Cristo é Rei, é preciso diferenciar seu modo de governar daquele empregado pelo mundo.
O governo humano, quando ateu, encontra sua força nas armas, no dinheiro e nos homens. Tem por finalidade as grandes conquistas territoriais, perdurar longamente e alcançar a felicidade terrena. Porém, o tempo sempre demonstra o quanto esses objetivos são ilusórios e até mentirosos. As armas em certo momento caem ao solo, ou se voltam contra o próprio governante; o dinheiro é por vezes um bom vassalo mas sempre um mau senhor; os homens, quando não assistidos pela graça, neles não se pode confiar.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Encerramento dos Cursos Parte II

Como prêmio pelo sucesso da conclusão dos Cursos de Fantoches e Terços, os grupos Nossa Senhora de Fátima e Maria Menina realizaram um passeio até Joinville, SC, onde tiveram a oportunidade de conhecer a casa dos Arautos e assistir a uma missa com o Pe. Mário Sérgio.





Após isso, foram ao Morro da Boa Vista, fizeram uma escalada e passearam pelo Zoobotânico.








Ao passar pelo parquinho, não conseguiram resistir.









Posteriormente, dirigiram-se até ao Museu Nacional de Imigração e Colonização de Joinville - a antiga "Maison de Joinville", um casarão colonial destinado para casa de administração da Colônia Dona Francisca.






terça-feira, 18 de novembro de 2014

Encerramento dos Cursos - Parte I

Após árduos trabalhos na elaboração de belos terços e na criação de várias personagens, em papel, da história do Gato de Botas, chegou finalmente o dia em que as participantes do Projeto Futuro e Vida – Grupo Nossa Senhora de Fátima e Maria Menina – apresentaram os frutos dos seus terços e um teatro de fantoches para seus pais.

O encontro foi marcado para um sábado à tarde a fim de que, no final da encenação, todos pudessem degustar a tradicional pizza dos Arautos.

Era notável a alegria nos lábios das mães e dos pais ao verem o pequeno Gato de Botas, saltitando e fazendo as suas artimanhas para que o seu dono se tornasse o Marques de Carabás. Mas esta não se comparava com a das “atrizes” escondidas atrás do pano como podem ver pelas fotos.