quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Falecimento

“Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé. 8 Resta-me agora receber a coroa da justiça, que o Senhor, justo Juiz, me dará naquele dia, e não somente a mim, mas a todos aqueles que aguardam com amor a sua aparição”. (2 Tm 7,8)
No dia 15 de agosto, na solenidade da Assunção de Nossa Senhora, partiu para a eternidade um filho consagrado a Ela, Sr. Laércio Siqueira, dedicado Cooperador dos Arautos do Evangelho e que a todos edificou pelo espírito de fé com que enfrentou os sofrimentos de sua doença.
Não temos palavras para agradecer todos os benefícios que realizou em prol desta obra, e esperamos que continue nos auxiliando ainda mais na eternidade.

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Uma nova etapa

Na semana passada, as participantes do Projeto Futuro e Vida, que frequentam nosso centro juvenil há mais tempo, receberam uma ligação convidando-as para uma surpresa. Elas não viam a hora que chegasse o final de semana, e quando chegou o jantar de sábado, descobriram o que era: elas fariam parte de dois grupos novos, o Grupo Nossa Senhora de Fátima e o Grupo Maria Menina. Todas responderam com alegria que estavam dispostas a entrar nos grupos e no final, entrou um anjo que lhes trazia um presente de Nossa Senhora.
No dia seguinte, começaram as atividades novas para os grupos, nas fotos o Grupo de Nossa Senhora de Fátima na aula de desenho.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Olé!!!...

Nos Projetos Futuro e Vida realizados nas Escolas República Oriental do Uruguai, Nossa Senhora de Fátima, São Matheus do Sul e Madre Anatólia, foi dado aos alunos um sinal de comando, enquanto as Arautos do Evangelho cantavam uma música tradicional espanhola, e todos gritavam entusiasmadamente o forte “olé. No final do projeto ao retornarem às salas de aulas, os alunos mais extrovertidos manifestam ainda a sua alegria e por vezes, ainda gritam o “olé” pelos corredores do colégio.




terça-feira, 12 de agosto de 2014

Santo Estanislau Kostka

Enquanto o povo olhava admirado para Jesus, recebendo com avidez as palavras cheias de graça e de verdade que saiam de seus lábios, levantou-se um doutor da Lei e fez-Lhe esta pergunta: "Mestre, qual é o maior mandamento da Lei? Respondeu Jesus: Amarás o Senhor teu Deus de todo teu coração, de toda tua alma e de todo teu espírito. Este é o maior e o primeiro mandamento. Nesses dois mandamentos se resumem toda a lei e os profetas" (Mt 22, 36-38. 40).
Esse divino ensinamento, transmitido de geração em geração desde os tempos de Moisés e confirmado como o mais excelente entre todos pelo próprio Salvador, continuará vigorando em todo o seu esplendor até a consumação dos séculos. É o mandamento principal, à luz do qual todos os outros se explicam e cuja ausência desarticula a perfeição do Decálogo, porque é ao seu redor que gravita o sentido da existência humana.
Muito embora os cristãos que professam sua fé com honestidade de consciência nunca ponham em dúvida essa lição do Evangelho, acabam por deparar com dificuldades à hora de aplicá-la em suas vidas concretas. Facilmente o coração do homem se prende às aparências sensíveis que o cercam, deixando de escolher a "melhor parte". Poderão ser as seduções das riquezas, o afago das honras ou a mentira dos vícios que desvirtuarão um coração a princípio bem intencionado, porém voltado antes para a Terra que para o Céu.
Há, ademais, na vida de todos nós, um momento crucial do qual ninguém está isento e onde se define, para sempre, a intensidade com que se pratica o maior dos mandamentos: é a hora em que se manifesta a vocação de cada um.
Para cada alma, um chamado
Todos os cristãos recebem na pia batismal um chamado específico, pessoal e conferido diretamente pelo próprio Deus, sempre acompanhado pelo maternal olhar da Santíssima Virgem. Ao longo da vida, cedo ou tarde, ele se manifesta de modo claro e irresistível, sussurrando no profundo dos corações: "Este é o desígnio que a misericórdia de Deus lhe reservou. Abrace-o, pois é no seu cumprimento que está a felicidade".
Seguir com fidelidade e alegria esse chamado de Deus, qualquer que seja ele, é antes uma obra da graça que de nossa vontade. Tão proeminente é nossa insuficiência, que se estivermos reduzidos às próprias forças, certamente seremos vencidos pela miséria humana.
Tampouco são as teorias ou textos doutrinários, sozinhos, que levam nossa vontade a abraçar as vias da Providência, pois já dizia São Paulo que "a letra mata, mas o Espírito vivifica" (II Cor 3, 6).Entre os fatores capazes de conduzir as almas à correspondência da sua vocação, pode mos citar dois decisivos: as moções interiores de cunho sobrenatural e os bons exemplos recebidos.
Entre esses últimos, a vida dos santos ocupa um destacado lugar, pois eles foram generosos e fiéis no seu "sim", motivo pelo qual são apresentados pela Santa Igreja como modelos a serem imitados. Conheçamos a vida de um deles: jovem, rico e poderoso, porém cônscio de que acima de tudo, está a vontade de Deus. Seu nome é Estanislau Kostka.
Três cruzes misteriosas
O dia 28 de outubro de 1550 foi de grande festa no castelo de Kostkow, em Prasnitz, Polônia. O senador João Kostka anunciava orgulhoso o nascimento de seu filho Estanislau aos grandes do reino, que acorriam ao castelo para contemplar o pequeno anjo dormitando em berço de ouro. Aquele nascimento, entretanto, estava envolto num suave mistério: o bebê trazia no peito três cruzes rubras, de inexplicável origem. O pai queria forçosamente interpretá-las como um sinal das façanhas e glórias militares que o pequeno obteria para aumentar as grandezas da família, assinalada entre as mais nobres e influentes da Polônia. Já a mãe, Margarida Kriska, tinha um coração religioso, e entrevia nesse prodígio um sinal do céu: aquele era um menino predestinado por Deus.
Os acontecimentos dariam sobrada razão à mãe virtuosa. No menino transparecia toda espécie de qualidades de espírito, e pairava ao seu redor uma aura de inocência e louçania. Bastava falar de qualquer assunto religioso que seus olhos brilhavam de contentamento, desejando sofregamente que lhe ensinassem as coisas do Céu.
Igualmente, não podia suportar que proferissem qualquer palavra contrária à glória de Deus em sua presença. Conta-se que num fausto banquete oferecido pelo senador Kostka, um príncipe aficionado às novas idéias da Reforma Protestante, não se contendo, estalou em impropérios contra a Igreja Romana e o próprio Deus. Viu-se, então, o menino cair desmaiado diante de todos. Consternados, os convivas perguntavam donde provinha tal mal-estar, e calavam de estupor ao saber que diante do pequeno Estanislau não se podia ofender a Deus.
Entre os pais do santo menino havia uma profunda divergência quanto à análise que faziam do próprio filho. Enquanto a mãe se encantava por ver desabrochar em sua alma uma elevada vocação, o pai obstinava-se em construir em sua imaginação façanhas e vitórias portentosas como jamais se vira, a não ser nos feitos de seus antepassados. Como de Paulo, o filho mais velho, ele percebia não poder esperar muito, era de Estanislau que, julgava, lhe viria a glória imortal: "Este é um Kostka genuíno. Ele será meu sucessor".
Os estudos em Viena
Paulo e Estanislau haviam recebido uma boa formação intelectual com Bilinski, o preceptor escolhido para iniciá-los nas ciências clássicas. Agora era necessário encaminhá-los para estudar em um grande estabelecimento, a altura do nome da família. A escolha recaiu sobre o Colégio Jesuíta de Viena, da Polônia a mais próxima instituição da Companhia, para onde acorriam numerosos jovens de vários países.
Assim, aos 16 anos de Paulo e 14 de Estanislau, eles se despediram da casa paterna e partiram para terra estrangeira, a fim de completar a instrução acadêmica. Ambos prometeram à virtuosa mãe que jamais se entregariam a nenhum pecado, pois a pior desgraça que lhes podia acometer seria ofender a Deus. A promessa de Estanislau era sincera e profunda, enquanto Paulo dava mostras de cumprir uma mera formalidade.
De fato, vendo os irmãos lado a lado, como eram diferentes! Em nada eram harmônicos. Estanislau amava o recolhimento, ao passo que Paulo era adepto das diversões pecaminosas. Com muita propriedade, as figuras de Esaú e Jacó pareciam reviver nos filhos do senador.
"Ad maiora natus sum"
A vida em Viena foi repleta de graças e cruzes. O carisma dos filhos de Santo Inácio tocou a fundo o jovem Estanislau. Admirava os jesuítas de toda alma, encantava-se com a pureza de sua doutrina e a comple ta adesão aos conselhos evangélicos daqueles sacerdotes flexíveis ao sopro do Espírito Santo. Não demorou em desejar ser como eles, pois a seus olhos, era na Companhia de Jesus que estava o mais alto ideal que pudesse abraçar. Foi da forte convicção de que havia nascido para coisas maiores que surgiu sua divisa: "Ad maiora natus sum".
De outro lado, como foi preciso recorrer à proteção do Céu para perseverar na prática das virtudes! Várias vezes Paulo, movido pelo ódio à sua integridade, desferia-lhe golpes brutais deixando-o desfalecido e ensangüentado. Assim se expressou Bilinski no depoimento do processo de beatificação: "Paulo jamais disse uma palavra amável a seu santo irmão. Todavia, tanto ele quanto eu tínhamos completa consciência da santidade de todos os atos de Estanislau".
Nossa Senhora veio curá-lo
No terceiro ano da estadia em Viena a saúde de Estanislau sucumbiu ao peso da vida sacrificada que levava, e ele adoeceu gravemente. Espalhou-se o rumor de que corria risco de morte, e Paulo desesperou- se ao pensar em voltar para casa com o irmão morto. O santo doente implorou, então, a presença de um sacerdote e o Viático, pois a cada hora diminuíam-lhe, sensivelmente, as forças físicas. Kimberker, o dono da faustosa pensão onde se hospedavam, negou-lhe taxativamente este supremo consolo, sob pena de expulsá-los de seus aposentos caso um sacerdote católico adentrasse àquele recinto.
A esse duro golpe, a Fé de Estanislau não esmoreceu. Rezou fervorosamente e confiou contra toda esperança. Qual não foi seu estupor ao ver numa manhã aproximarem- se três refulgentes anjos acompanhados de Santa Bárbara, trazendo-lhe a Sagrada Comunhão e cumulando sua alma de consolações e alegrias! Se a maldade dos homens lhe negara o que havia de mais sagrado, não seria a Providência Divina que o deixaria desamparado. Pouco depois ele viu aproximar- se de seu leito a figura soberana da Santíssima Virgem, que tra zia nos braços seu Divino Filho e lhe sorria. Num gesto maternal, ela depositou o Infante nos braços do pobre enfermo, e o Menino Jesus o cobriu de afagos. Naquele momento, todas as perseguições esvaeceram- se, os incontáveis sofrimentos pareceram-lhe como pó... Sim, valia a pena sofrer todas as privações para gozar daquele convívio celestial! Sentindo as forças voltarem-lhe repentinamente, ele ouviu a voz suavíssima da Rainha dos Céus:
- "Agora que te curei, entra na Companhia de meu Filho! É Ele que o quer!".
Resta apenas um caminho: o "impossível"
O assombro que sua cura milagrosa provocou não foi pequeno. Revigorado e indescritivelmente feliz, Santo Estanislau pediu admissão ao Padre Provincial da Áustria, que não podia desprezar os sinais inequívocos de sua vocação. Contudo, recebê-lo sem o consentimento paterno seria uma imprudência que acarretaria trágicas conseqüências. Foi-lhe negado o acesso à congregação em que Nossa Senhora o mandara entrar. Que aflitivo paradoxo...
A chama de entusiasmo e fervor que a visita celestial acendeu-lhe na alma foi tão grande que não se apagaria diante dessa primeira negativa. Ele estava disposto a bater em quantas casas dos jesuítas houvesse no mundo, certo de que alguma delas haveria de recebê-lo. Se o pai não o autorizava a seguir o chamado celestial, só lhe restava uma saída para levar ao perfeito cumprimento o mandato de Maria Santíssima: fugir.
Numa madrugada soturna, disfarçado de peregrino e sem ter levantado qualquer tipo de suspeita, Estanislau partiu para a Alemanha. Foi a pé de Viena a Dillengen. Lá, finalmente pôde ser compreendido por São Pedro Canísio, que o admitiu na Companhia de Jesus, julgando, porém, que a permanência na Alemanha não o deixa seguro da tirania de seu pai. O local mais indicado era Roma, onde São Francisco de Borja, o Superior Geral, haveria de protegê-lo. Foi assim que ele partiu para atravessar os Alpes, os Apeninos, e chegar à Cidade Eterna, após dois meses de caminhada heróica e incansável. Transpôs, sem titubear, praticamente metade da Europa!
Atingiu a perfeição de uma longa existência
Aos dias de incomparável alegria passados no noviciado, seguiram-se as ameaças vindas da Polônia. O pai, sem conter o ódio, exigiu seu retorno a qualquer custo, pois ter um filho sacerdote seria "uma desonra para a família".
Entretanto, bem diversos eram os desígnios de Deus. Nossa Senhora aparecera-lhe em Roma, e viera chamá- lo, dizendo que lhe restava pouco tempo de vida. Sua alma já estava pronta para o Céu!
Assim, numa festa da Santíssima Virgem, ele comentou que muito em breve haveria de morrer. Ninguém acreditou. Subitamente, de um leve mal-estar, desencadeou-se no noviço uma forte febre e ele expirou santamente na festa da Assunção de Maria Santíssima, 15 de agosto de 1568.
Como estava equivocado o nobre senador da Polônia! Deus havia reservado ao jovem Estanislau uma glória insuperável e eterna. Se hoje no mundo inteiro sua família é conhecida, e se tem a honra de figurar de forma indelével na memória da Santa Igreja, não é senão porque ali fulgurou o brilho da santidade de seu filho. Santo Estanislau Kostka provou para os jovens de todos os tempos que um homem vale na medida em que corresponde generosamente ao chamado de Deus e deseja as coisas do Alto.
(Revista Arautos do Evangelho, Ag/2008, n. 80, p. 34 à 37)

sábado, 9 de agosto de 2014

Modelo para São João... e para Judas

Desejando representar a Última Ceia, um pintor empregou vários anos na procura de modelos para Jesus e os doze Apóstolos. Sua preocupação era retratar de maneira perfeita nas fisionomias a psicologia e o caráter de cada personagem do quadro.
Jesus devia personificar a inocência, a bondade e a beleza. Foi, naturalmente, o modelo mais difícil de encontrar. Precisava ser um varão na plenitude da idade e da força, isento de qualquer marca de pecado. Tarefa nada simples, na qual empregou cerca de dois anos de afanosa procura.
Por fim, exultante, encontrou seu “Jesus”. Passados seis meses, estava pronta a figura principal da ousada obra.
Árdua também foi a tarefa de conseguir modelos para os demais Apóstolos. São Pedro, com seu caráter um tanto áspero, mas fogoso, sincero e leal; São Tiago Maior, chamado “filho do trovão”, fisicamente parecido com Jesus, de quem era primo; São Tomé, com seu ar de incredulidade e dúvida... e assim por diante. Anos e anos empregou o artista neste trabalho.
São João e Judas foram deixados para o fim; talvez para melhor ressaltar a diferença entre o Apóstolo virgem e o asqueroso traidor.
Jovem com fisionomia de anjo
Transcorridos alguns anos, estava concluída a primeira parte do trabalho. Tratava-se, agora, de encontrar um modelo para o “discípulo que Jesus amava”. Certo dia, viu um jovem com fisionomia angelical. Em seu olhar refletiamse a pureza virginal, a inocência e a retidão de caráter do São João idealizado pelo pintor. Com muito tato, o artista expôs-lhe seu projeto e o convidou para o honroso papel.
Sua primeira reação foi de espanto: “Eu, servir de modelo para um Santo! Longe de mim!” Sendo-lhe, porém, explicada a finalidade do quadro e o bem que podia fazer, terminou por aceitar e acompanhou o pintor ao atelier. Findo o trabalho, este exclamou contente: “Ecco! Abbiamo San Giovanni!” — “Pronto, temos São João!”
Demorada procura de Judas
Naqueles tempos, ser bom era bonito; e feio, ser mau. Daí a dificuldade em encontrar alguém tão depravado, ganancioso e vil para modelo de quem cometeu o crime de vender um Deus por 30 moedas.
Corriam os anos, e o pintor olhava com pesar para o quadro incompleto. Mas dava graças a Deus por não encontrar um Judas em sua cidade. Conformado, pensava mesmo em deixar vago o lugar do traidor. Certo dia, passando próximo a uma taberna, viu um homem cujo rosto lhe pareceu a própria figura da avareza, da traição e do crime. Sentindo um arrepio de horror, o artista pensou consigo: “Eis o homem! Este, sem dúvida, trairia seu melhor amigo”. Estava encontrado o modelo de Judas.
Durante considerável tempo, aquele ser horrendo pousou em silêncio, enquanto via formar-se na tela sua monstruosa fisionomia. Quando o pintor deu o último traço na obra, ele pôs-se a chorar convulsivamente e, por fim, perguntou:
— Não te lembras de mim?
— Nunca te vi antes! — respondeu, surpreso, o artista.
— Olha-me de novo. Sou o jovem que, há sete anos, tomaste por modelo para representar São João!
Haverá restauração para mim?
Depois, erguendo os olhos ao céu, o miserável exclamou: “Oh Deus! Como fui cair tão baixo?!” Vendo que o piedoso artista o fitava com olhos de compaixão, perguntou-lhe:
— O que preciso fazer para sair desta minha triste situação?
— Basta querer! É preciso confiar na bondade do Sagrado Coração de Jesus e do Imaculado Coração de Maria. O maior pecado de Judas não foi o de trair seu Mestre, mas o de não confiar na sua infinita misericórdia. Ele teria sido perdoado se tivesse rezado a Nossa Senhora: “Lembrai-Vos, ó Mãe piedosíssima, que nunca se ouviu dizer que alguém, tendo recorrido à vossa proteção e implorado o vosso socorro, fosse por Vós desamparado... Intercedei por mim! Não seja eu o primeiro a ser abandonado!” A Virgem Santíssima, a celeste pintora, pode apagar os traços fisionômicos de Judas impressos pelo pecado em teu rosto, e restaurar nele a fisionomia pura e inocente de São João.
Ouvindo essa resposta do pintor, o homem se retirou com os olhos ainda marejados de lágrimas, disposto a fazer penitência por seus pecados.

O resto de sua história, só Deus conhece...
Revista Arautos do Evangelho n.31 jul 2004

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Monte Carmelo “por dentro”

Durante os dias de Congresso, as participantes sempre insistiam no pedido de conhecer a casa generalícia dos Arautos do Evangelho setor feminino, Monte Carmelo, "por dentro", pois estas só conheciam a Igreja, o auditório-refeitório e o colégio. Oh supresa! No dia da partida para a sua cidade, tiveram a graça de conhecer a Capela do Santíssimo, Biblioteca, várias salas, quartos... inclusive tiveram a oportunidade de cantar uma música tradicional francesa, tocada pela organista oficial do Coro Internacional dos Arautos do Evangelho, fazendo ecoar pelos corredores góticos suas vozes pueris.

terça-feira, 29 de julho de 2014

XIII Congresso Internacional dos Arautos do Evangelho

Nos dias 17, 18 e 19 de julho realizou-se o XIII Congresso Internacional dos Arautos do Evangelho e o grupo de Curitiba não poderia faltar a esse inesquecível encontro, por isso várias vans saíram da capital do Paraná rumo a São Paulo.
Durante esses dias, foi estudada a graça representada por várias encenações teatrais. Entretanto, a que mais atraiu as jovens foi a última que contava a história de Agnes, uma moça que tinha sido perdida por sua mãe com apenas dois anos e acabou por habitar na casa de uns cultivadores de batatas. Depois de vários anos, ela descobre que a sua verdadeira mãe é uma nobre condessa da Alemanha, e junto com um grupo de saltimbancos viaja para o seu país de origem. Lá, consegue se reencontrar com a mãe. A graça na alma de Agnes é representada por um vitral que brilha mais ou menos segundo a sua correspondência. Com o tempo ela vai deixando de lado a luz do vitral e acaba quebrando-o, significado do pecado mortal cometido. Mais tarde, a jovem se arrepende e volta. Sua mãe sem perder a esperança de que um dia ela voltaria, reconstrói o vitral deixando-o mais belo do que anterior.
Muito teríamos de relatar dos dias que se passaram no Congresso… O retorno para Curitiba foi doloroso, pois todas desejavam permanecer mais tempo. Por exemplo, Bianca de 8 anos afirmou que gostaria que o congresso durasse mais um mês, ou Carolina de 11, que derramava lágrimas por não poder ficar mais tempo com as novas amigas, já que estas moram no Rio de Janeiro.

Deixamos aqui as fotos que falam mais do que muitas palavras.

domingo, 27 de julho de 2014

Teatro, Música e Pizza

Nos dias 5 e 6 de junho, foi realizado um encontro com os pais das participantes do Projeto Futuro e Vida. Devido ao grande número de pessoas, esse encontro foi dividido em dois dias: sábado e domingo.
No sábado foram apresentados três teatros realizados pelas alunas do Projeto, que colocaram em práticas as aulas de teatro adquiridas ao longo dos meses. As neo-atrizes estavam muito ansiosas, mas desempenharam muito bem os seus papéis. Após essa atividade, todos tiveram a oportunidade de desfrutar de uma saborosa pizza elaborada pelos próprios Arautos.

O domingo começou com a Santa Missa, seguida do jantar e no final deste, as meninas do Projeto Futuro e Vida apresentaram várias músicas aprendidas por elas durante as atividades do final de semana. O internauta pode ver pelas fotos como elas estavam empenhadas e entusiasmadas por mostrar as cantigas.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Santa Maria Madalena

 Para o amor de Deus, nada é impossível. E, no entardecer da vida, seremos julgados segundo o amor. Os Evangelhos nos contam a história de Madalena. Uma pecadora que tanto admirou e amou Nosso Senhor Jesus Cristo que não só foi perdoada mas que dela disse o Senhor: "em toda parte será contado em sua memória o que ela fez". (Mat. 26, 13)
Quem ouve o nome "Maria Madalena", na maioria das vezes, lembra-se da mulher pecadora e de má vida do Evangelho. Poucos se recordam que dela foram tirados sete demônios (Luc. 8,2) e que ela foi perdoada de seus numerosos pecados (Luc. 7,47- Mar. 16,9).
Muitos ignoram que ela arrependeu-se do mal que praticou. Esquecem que ela viveu uma vida de penitente, que foi uma grande Santa. E que santificou-se por amar intensamente a Deus.  Ninguém comenta que foi a propósito dela que Nosso Senhor disse: "Em verdade vos digo: em toda parte onde for pregado este Evangelho pelo mundo inteiro, será contado em sua memória o que ela fez". (Mat. 26,13) E... quem tem nela um exemplo de virgindade e pureza? Vejamos um pouco da história de Santa Maria Madalena.

As trê Marias e Santa Maria Madalena
O Papa São Gregório Magno, foi um zeloso reformador da Igreja, foi quem estabeleceu regras para o canto e cerimônias litúrgicas na Igreja e tornou-se mais conhecido como o criador do Calendário Gregoriano. Alé disso ele foi também um grande estudioso da vida dos santos e das Escrituras Sagradas.
São Gregório Magno afirma que Maria Madalena, Maria de Betania e Maria pecadora, citadas no evangelho, são a mesma pessoa. Por isso mesmo é que Santa Maria Madalena é, entre as mulheres, a que mais tem seu nome citado nos Santos Evangelhos.
Ela nasceu em Magdala e viveu no século I. Conheceu Nosso Senhor, foi contemporânea de Nossa Senhora, dos Apóstolos, dos primeiros cristãos."E Lázaro (...) era seu irmão."(Jo. 11, 1-2).  Ela era irmã de Santa Marta e de Lázaro, a quem o Mestre Divino ressuscitou. "Lázaro havia caído doente em Bethania onde estavam Maria e sua irmã Marta. Maria era quem ungira o Senhor com óleos perfumados e Lhe enxugara os pés com seus cabelos" durante um banquete do qual Jesus participava.
Ela escolheu a melhor parte...
"Jesus andava pelas cidades e aldeias anunciando a boa nova do Reino de Deus. Os doze estavam com Ele, como também algumas mulheres que tinham sido livradas de espíritos malignos e curadas de enfermidades: Maria, chamada Madalena, da qual tinham saído sete demônios." (Luc. 8,2)
Madalena foi a mulher a quem Jesus exorcizou.(Mar.16, 9). Depois disso, ela acompanhava Jesus, agradecida, contemplando sua divindade, amando a Deus, santificando-se. Santa Maria Madalena tinha uma alma admirativa e, por isso mesmo, era uma pessoa capaz de contemplar. Nas principais citações que o Evangelho traz dela sua admiração por Nosso Senhor fica destacada. E contemplar a Deus na Pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo foi um dos pontos altos de sua vida.
Sem dúvida, ela exercia tarefas que estavam destinadas às Santas Mulheres, contudo, em suas atividades ela procurava dar mais importancia ao "Deus das obras que às obras de Deus": ela havia escolhido a melhor parte... Esta afirmação está contida nos Evangelhos, são palavras do próprio Nosso Senhor: "Jesus estava em viagem, e entrou em uma aldeia e uma mulher chamada Marta o recebeu em sua casa. Marta tinha uma irmã chamada Maria que se assentou aos pés do Senhor para ouvi-lo falar. Marta toda preocupada com a lida da casa, veio a Jesus e disse: Senhor não te importas que minha irmã me deixe só a servir? Dize-lhe que me ajude. Respondeu-lhe o Senhor: "Marta, Marta, andas muito inquieta e te preocupas com muitas coisas; no entanto, uma só coisa é necessária; Maria escolheu a melhor parte, que lhe não será tirada." (Luc 10, 38-42)
Muito embora ainda fosse uma pecadora, ela já havia dado mostras de sua escolha pela admiração contemplativa. Isso ficou evidente naquele banquete onde outras pessoas estavam com Jesus e não viam nele o Filho de Deus, mas um homem inteligente, esperto, talvez predestinado e, no máximo, um profeta:
"Um fariseu convidou Jesus a ir comer com ele. Jesus entrou na casa dele e pôs-se à mesa. Uma mulher pecadora da cidade, quando soube que estava à mesa em casa do fariseu, trouxe um vaso de alabastro cheio de perfume; e, estando a seus pés, por detrás dele, começou a chorar. Pouco depois suas lagrimas banhavam os pés do Senhor, e ela os enxugava com os cabelos, beijando-os e os ungia com perfume.(Luc. 7, 36-38)
Na Via Dolorosa, no Calvário, ... de pé, com a Virgem Maria!
Esta mulher contemplativa esteve no Calvário. "Havia ali algumas mulheres (...) que tinham seguido Jesus desde a Galileia para o servir. Entre elas Maria Madalena." (Mat. 27, 55-56)  É certo que durante a peregrinação na via dolorosa Santa Maria Madalena esteve ao lado da Virgem Mãe de Deus, Nossa Senhora, a quem ela admirava e venerava afetuosamente e que naquela ocasião era quem mais sofria espiritualmente as dores pelas quais seu Divino Filho passava para a salvação dos homens. E essa, sem dúvida, foi uma ocasião oportuna que, aquela que muito havia pecado, encontrou para consolar quem nunca havia pecado.  No Calvário, quando todos fugiram, "junto à cruz de Jesus estavam de pé sua Mãe, a irmã de sua Mãe, Maria, mulher de Cléofas, e... Maria Madalena."(Jo. 19,25).
Frutos do Amor a Deus
O amor contemplativo de Maria Madalena rendeu-lhe os melhores frutos. E estes frutos não foram só o perdão de seus pecados e a graça de seu insigne e exemplar arrependimento. Outras graças espirituais ainda lhe foram concedidas por causa de sua admiração e amorosa contemplação da Segunda Pessoa da Santíssima Trindade encarnada na Humanidade Santíssima de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Talvez a maior das graças recebidas por ela tenha sido dada por ocasião da Ressurreição do Divino Salvador: "Tendo Jesus ressuscitado de manhã, no primeiro dia da semana apareceu primeiramente a Maria de Magdalena, de quem tinha expulsado sete demônios.(Mar. 16-9)
Seu amor a Nosso Senhor já tinha feito com que ela, após a morte do Salvador estivesse junto d´Ele também em Seu sepultamento. E, depois que a pedra foi rolada, "Maria Madalena e a outra Maria ficaram lá, sentadas diante do túmulo"(Mat. 27,61).  No que pensava ela ali sentada? Não se sabe. A certeza que se tem é que ela não pensava em si, pois, Seu Senhor era sempre o centro de suas cogitações.
"'Maria!' Ela voltou-se e exclamou: 'Rabôni!' (Jo 20,16)
Passou-se a sexta feira, passou-se o sábado.
"Depois do sábado, quando amanhecia o primeiro dia da semana, Maria Madalena, e a outra Maria foram ver o túmulo" (Mat. 28,1). Ela descobriu o túmulo vazio e ouviu dois seres angélicos anunciarem a Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ela seria a primeira testemunha da Ressurreição do Senhor e a primeira a ver Cristo mais tarde no mesmo dia quando o Mestre deu a ela a mensagem para entregar aos demais discípulos (João 20:1-18).
Depois disso, que sentido teria continuar vivendo nessa Terra? Após ter sido curada e os demônios terem sido expulsos por Jesus, Maria Madalena coloca-se a serviço do Reino de Deus, fazendo um caminho de discipulado, seguindo Nosso Senhor no amor e no serviço.
A partir deste encontro com Jesus Ressuscitado, Maria Madalena, a discípula fiel, continuou vivendo entre os apóstolos e discípulos, sendo um exemplo vivo das graças que o Senhor dispensou a ela, levando uma vida de testemunho e de luta por uma santidade maior.
A História de uma Virgem
A tradição nos conta que juntamente com a Virgem Maria e o Apóstolo João, ela foi evangelizar em Éfeso. Outra história, que desde muito corre no Ocidente, diz que ela viajou para Provença, França, com seus irmãos Marta e Lázaro com mais outros discípulos para evangelizar Gaul. Neste local ela passou 30 anos de sua vida na caverna de La Saint-Baume, nos Alpes Marítimos. Foi milagrosamente transportada, pouco antes de sua morte, para a Capela de Saint-Maximin, onde recebeu os últimos sacramentos da Santa Igreja. Ela foi enterrada em Aix. Em Vazelay, na França, todos afirmam que suas relíquias ali estão desde o século XI.
No Ocidente, o culto à Santa Maria Madalena propagou-se a partir do Século XII. Na arte litúrgica da Igreja ela é representada com longos cabelos, segurando uma jarra própria para guardar óleos perfumados. Sua festa é celebrada no dia 22 de julho. Quando rezamos a Ladainha de Todos os Santos encontramos o nome de Santa Maria Madalena como a primeira das invocações das Santas Virgens.
Isso não causa espanto a quem sabe que a Deus nada é impossível. É a beleza da contrição e do perdão. Aquele que é capaz de "transformar as pedras brutas em Filhos de Abraão", pode perfeitamente devolver a integridade a uma pecadora. E isso, sobretudo se ela arrependeu-se muito, se admirou muito, se amou muito. Como foi o caso dela. 
(Fonte: Bíblia Sagrada - Editora Ave Maria - São Paulo - 2008)