sexta-feira, 17 de abril de 2015

Santa Maria Egipcíaca

Após levar uma vida pecaminosa, aos 29 anos Santa Maria Egipcíaca foi tocada pela graça de um modo inusitado... Então, converteu-se e viveu no isolamento, sujeitando-se à mais austera penitência.
Santa Maria Egipcíaca, também chamada a Pecadora, durante 47 anos levou no deserto uma vida de arrependimento e privações. Sua história foi por ela mesma contada ao Abade Zózimo, que certo dia a encontrou.
Ao pedir o religioso que lhe dissesse quem era e de onde vinha, aquela estranha figura de mulher, negra e curtida pelo sol, respondeu:
“Pai, perdoai-me, mas se vos revelar quem sou, fugireis como à vista de uma serpente e vossos ouvidos serão manchados por minhas palavras e vós sereis empestado por minha impureza. Eu me chamo Maria e nasci no Egito. Vim para Alexandria com 12 anos de idade, e durante 17 anos aí levei má vida. Mas um dia, como alguns habitantes dessa cidade fariam uma peregrinação para adorar a Santa Cruz, em Jerusalém, pedi aos marinheiros que me deixassem embarcar também.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Nossa Senhora do Bom Conselho, rogai por nós!

Esta foi a resposta à jaculatória entoada em louvor à Santíssima Virgem sob a invocação de Bom Conselho pelo grupo novo, composto por integrantes dos Projetos Futuro e Vida do ano passado, e que neste ano de 2015 são chamadas a dar mais um passo.
A abertura do grupo foi num jantar de domingo onde houve uma encenação teatral de uma Rainha (símbolo de Nossa Senhora) que necessitava de súditos para o seu trabalho, e ao saber que havia várias jovens corajosas e disponíveis foi chamando o nome de cada uma e que depois receberam a medalha da padroeira: Nossa Senhora do Bom Conselho.


No final de semana seguinte, teve lugar a oficialização do grupo novo, desta vez com a presença dos pais, que após um jantar escutaram as filhas cantando o hino a Nossa Senhora do Bom Conselho, entre outras músicas infantis. Os recentes membros do grupo não imaginavam que ainda haveria mais uma surpresa. Ao som de músicas, entraram vários medalhões de Nossa Senhora para serem colocados e usados em suas roupas sempre que estiverem no Centro Juvenil dos Arautos do Evangelho para se diferenciarem das demais iniciantes no Projeto.

domingo, 12 de abril de 2015

Uma tarde animada!

“Boa tarde, nós somos do Projeto Futuro e Vida e, neste sábado, iremos fazer uma gincana de jogos com prêmios numa chácara em Colombo (PR). Gostaria de vir? Passaremos por volta das 11 horas em sua casa.”

Essa foi uma das ligações telefônicas feita para convidar as sorteadas do Projeto Futuro e Vida para uma tarde animada que se desenrolaria na chácara. Ao chamamento, responderam várias aventureiras que participaram de diversos jogos, como pular dentro de um saco, levar um limão na colher sem desequilibrá-lo, acertar no alvo, passar pelo túnel, saltar à corda, queimada, passar os balões de água sem os estourar, adivinhar palavras com as respetivas letras em poucos minutos, entre muitas outras. O time vencedor saiu repleto de prêmios, e no final, todas recitaram o santo Rosário processional, tendo como cenário a própria natureza.

quinta-feira, 26 de março de 2015

São João de Deus

Em sua primeira carta aos Coríntios, o Apóstolo assinala ser a linguagem da Cruz de Cristo “loucura para os que se perdem” (I Cor 1, 18). Pois o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, sendo para ele desatinos (cf. I Cor 2, 14).
Ora, muitas vezes, em sua sabedoria divina, o Paráclito pede tomar atitudes apresentadas aos olhos humanos como desvarios, exigindo uma submissão a Deus sem reservas e um completo esquecimento de si mesmo. Bem exprime esta realidade a piedosa súplica feita, em uma conhecida Consagração ao Espírito Santo: “Que meu amor a Jesus seja perfeitíssimo, até chegar à completa alienação de mim mesmo, àquela celestial loucura que faz perder o senso humano de todas as coisas, para seguir as luzes da fé e os impulsos da graça”.1
Foi justamente essa generosidade de alma, limítrofe ao desconcertante, pedida pela Providência a um jovem português chamado João Cidade. Após uma vida cheia de aventuras, sempre à busca de um ideal, encontrou Jesus nos mais necessitados e, com o coração apaixonado por Cristo, fez-se de “louco” pelos enfermos, pobres e desvalidos.

quarta-feira, 25 de março de 2015

A lição das borboletas

A pequena Aninha era considerada por seus pais uma menina feliz. Ela, porém, nem sempre concordava com essa opinião. O pai e a mãe lhe queriam muito, mas... os dois trabalhavam, e ela praticamente só os via à noite. Na escola, as professoras eram muito exigentes. Seu irmão mais velho foi-lhe bom companheiro de jogos, mas depois de ficar mocinho, pouco se interessava por ela.
E por fim havia sua avó. Esta sim, dedicava-lhe muita atenção, era muito carinhosa, respondia com calma a todas as perguntas, sabia fazer doces e, melhor que tudo, contava histórias! Belas histórias de castelos fabulosos, princesas, santos e milagres. Mas ela morava longe, e só de tempos em tempos visitava a casa de Aninha.
A avó lhe falava também muito de Deus. Ela ensinou a inocente criança a rezar e lhe explicou muitas coisas interessantes da religião. Um ponto, porém, deixava Aninha meio perplexa: se Deus pode tudo e é tão bom, por que Ele não resolve os problemas de todo mundo?
Por exemplo — raciocinava ela — Ele bem poderia facilitar tudo na minha vida: bastaria fazer meus pais ficarem mais tempo em casa, diminuir as tarefas da escola, mandar meu irmão fazer-me companhia, trazer a vovó mais vezes à minha casa... Mas parece que Ele não quer fazer nada disso. Não entendo! Vou perguntar à vovó quando ela chegar.
* * *
Aninha pensava nessas coisas enquanto passeava sozinha pelo jardim da casa, onde havia muitas flores, alguns arbustos e árvores. Esse era o palco dos pensamentos solitários da menina, e também de suas pequenas descobertas. Lá descobriu com encanto um ninho de passarinhos, e tomou pela primeira vez uma picada de abelha. Ali seu irmão ensinou-lhe que as lagartas se transformam em borboletas. A princípio, ela não acreditou, mas ele pôs um desses rastejantes insetos dentro de um vidro com furos na tampa, e os dois puderam comprovar maravilhados esse pequeno milagre da natureza, no dia em que encontraram dentro do vidro uma bela borboleta de asas amarelas, ao lado da crisálida aberta e vazia.
A menina então adquiriu um especial gosto em observar as borboletas, fascinada pela misteriosa transformação das repugnantes lagartas em delicadas jóias voadoras. Vasculhava os arbustos até encontrar as crisálidas, e as visitava todos os dias, desejosa de assistir à “saída” de cada uma delas. Mas nunca conseguiu chegar na hora exata.
Um dia, teve a agradável surpresa de descobrir um casulo preso a um galhinho das flores da jardineira, logo abaixo da janela. “Que bom! Justo aqui! Essa eu vou poder acompanhar de perto todas as manhãs, sem sair do quarto!” Nessa expectativa, levantava-se todos os dias um pouco mais cedo, só para seguir o desenvolvimento da “sua” futura borboleta. E passado o tempo regular, numa ensolarada manhã de domingo, o pequenino inseto rompeu o casulo e começou a esforçar-se para sair da casca. Tudo isso sob o olhar atento de Aninha, a qual não perdia o mínimo detalhe do “grande acontecimento”.
— Finalmente, vou ver uma sair da casca!
O animalzinho, porém, esforçava-se, esforçava-se, e a custo ganhava poucos milímetros na dura faina de abandonar seu casulo. Em certos momentos parava, exausto, e depois retomava seu esforço. “Ela não consegue sair! O que está acontecendo?” — perguntava-se Aninha.
De repente, o inseto parou como que derrotado, e a aflita menina, julgando que ele ia morrer, decidiu por fim intervir. Pegou uma tesourinha e, com todo cuidado, cortou delicadamente a crisálida, e assim o inseto pôde, afinal, sair sem maiores problemas.
O sol ia lentamente subindo, e Aninha ansiosa esperava que as asas da borboleta, ainda dobradas e amarrotadas, fossem se desdobrando e estendendo. Mas isso não aconteceu. Após um tempo considerável, ela precisou descer correndo para o café da manhã. Depois de comer, voltou ligeira para o quarto e verificou decepcionada que “sua” borboleta só tinha andado de um galho para outro, e suas asas continuavam tristemente encolhidas...
Pouco depois, chegou o irmão e ela lhe contou o que acontecera.
— Ah! então você não sabe? Pois é justamente esse esforço feito pelo inseto para sair do casulo que impulsiona o sangue dele para as asas, forçando-as a se estenderem. No começo, as asas ainda estão molhadas e maleáveis, mas depois de secar tornam-se rígidas. Como a sua borboleta não fez esse esforço, as asas dela não cresceram, e agora que já secaram...
— Quer dizer que ela nunca vai voar? — interrompeu a menina, assustada.
— Não. Ela nunca vai voar.
Aninha irrompeu em prantos, e o irmão saiu do quarto, balançando a cabeça e resmungado: “Essas coisas de meninas!...” De fato, o pobre inseto perambulou alguns dias pela jardineira e depois desapareceu. Se caiu no jardim ou foi surpreendido por algum passarinho, ela nunca o soube.
* * *
Alguns dias depois, a avó veio visitá-los. Aninha contou-lhe a triste história da borboleta, bem como suas dúvidas a respeito da bondade de Deus que poderia facilmente resolver os problemas de todo mundo mas parece não querer fazer isso.
— Ora, minha filha — disse a boa senhora, abraçando-a —, veja como uma história explica a outra! Você pergunta o motivo pelo qual Deus às vezes parece não querer ajudar as pessoas... Ele faz assim a fim de permitir que elas sofram um pouco, se esforcem e rezem para, como acontece com as borboletas, obrigar suas “asas” a crescerem. Quem sempre foge dos sofrimentos e não se esforça por vencer as dificuldades, fica como borboleta sem asas, rastejando pelo resto da vida.
— Ah! Agora compreendo...
— E Deus, em sua sabedoria, permitiu que esse pobre bichinho ficasse sem voar, para dar uma grande lição a você, Aninha, a quem Ele ama mais do que todas as borboletas do mundo! Assim, quando você tiver dificuldades e sofrimentos, em casa ou no colégio, lembre-se da borboletinha: Deus quer que passemos por isso para podermos ter asas grandes e belas, com as quais possamos voar ao longo de nossas vidas.
— É isso mesmo! Deus sabe o que faz. Nunca mais vou reclamar da vida — concluiu a menina, mostrando ter entendido bem as sábias palavras da avó.
— E não chore mais pela sua borboleta. No Paraíso, Jesus tem outras bem mais bonitas para lhe mostrar. Quem sabe se lá, você a reencontrará?
E, já consolada de sua tristeza, Aninha olhou para o jardim e, em sua inocência, sussurrou: “Adeus borboletinha. Até o paraíso!”

Revista Arautos do Evangelho – Junho 2006 

quarta-feira, 18 de março de 2015

Projeto Futuro e Vida - 2015

Os projetos voltaram à cidade de Curitiba, desta vez nas Escolas Municipais de Santa Águeda e Ricardo Kriger.
Inicia-se com a característica exposição musical: apresentação dos vários instrumentos e vozes bem como a participação dos alunos em algumas músicas, mesclando as palmas e vozes de contentamento de todos os que participam.

A segunda parte dá-se nas salas de aula onde os alunos se inscrevem para um sorteio de aulas gratuitas de música, defesa pessoal e teatro. E por fim, são chamados os sorteados que ora gritam de alegria ou choram de emoção ao ouvir o seu nome  para fazer parte das atividades.

terça-feira, 10 de março de 2015

Quaresma: um tempo de preparação

Com a chegada do tempo quaresmal, os Arautos do Evangelho decidiram fazer um simpósio-recolhimento para que os pais e participantes do Projeto Futuro e Vida pudessem se preparar dignamente para passar estes quarenta dias de oração e penitência. O tema escolhido foi “ Os novíssimos do homem”: morte, juízo, inferno e paraíso. Todas as reuniões foram intercaladas com encenações teatrais para que todos pudessem penetrar mais profundamente em cada ponto tratado.

Na primeira reunião discorreu-se sobre a morte, ilustrada com a espantosa história de São Francisco de Borja, que após o falecimento do Imperador deu-se conta de que a beleza exterior, bem como todos os prazeres do mundo, não valem de nada após a morte, e que o nosso corpo seria comido pelos vermes. De que adiantou todas as pompas, honras, belezas, prazeres para Imperador? Agora estava transfigurado no caixão. Depois desse fato o santo se converteu e tornou-se um grande santo.

Na palestra sobre o inferno, foi narrada a história da parábola de Nosso Senhor Jesus Cristo a respeito do Rico e do pobre Lázaro.  A última, foi sobre o Paraíso de São João Bosco, onde este santo sonhou com o Céu sendo recebido pelos seus filhos espirituais comandado por São Domingos Sávio, e mostrando o caminho certo para chegar ao Céu.

Durante todo o simpósio, veio de São Paulo, para dar assistência espiritual o Padre Luís Alexandre.