terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Curso de Férias - Parte II

Depois de visitarem alguns lugares bem interessantes em São Paulo, chegou finalmente o dia tão ansiado por todas, o início do Curso de Férias que seria realizado na Casa Mãe do setor feminino dos Arautos do Evangelho, Monte Carmelo.
No primeiro dia, após a Missa de abertura, todas puderam se conhecer melhor durante o jantar, sentadas lado a lado jovens provenientes de Curitiba, Maringá, Républica Dominica, Espanha... apesar da diferença da língua, todas se entendiam com imensa alegria.

Durante os demais dias, as participantes tiveram a possibilidade de ter várias missas, rosários, reuniões, conversas,  e encerrando com uma belíssima Procissão do Santíssimo Sacramento onde pode estar presente Aquele que chamou a cada uma para participar deste Curso de Férias tão inesquecível.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Servo bom e fiel

Nas ensolaradas e cálidas terras do Oriente, vivia um rico mercador chamado Samuel. Estava sempre bem vestido com longa túnica dourada, cingida por uma larga faixa azul clara, e portando um turbante vermelho, ornado por uma ametista. Tinha a face tostada pelos raios solares e seu grosso bigode ia diminuindo de espessura até formar duas finas pontas voltadas para cima.
Era muito esperto e inteligente. Os habitantes da região o conheciam bem, mas, com sua aparência de homem respeitável e sua grande rapidez de raciocínio, ludibriava os viajantes pouco informados, levando-os a pagar um preço excessivo pelas suas mercadorias — tapetes, perfumes, porcelanas e tecidos — e a ficar com a certeza de ter feito uma excelente aquisição. Desta forma, seus negócios rendiam-lhe altos lucros, e ele tornou-se um dos homens mais ricos do lugar.
Exitoso e abastado, Samuel tinha uma total confiança em si mesmo e, apesar de ser cristão, nunca rezava nem frequentava os Sacramentos. Sua mãe, Dona Clementina, pelo contrário era muito religiosa e insistia com ele:
— Meu filho... é preciso cumprir os Mandamentos, rezar, ir à Missa aos domingos!
Samuel costumava responder-lhe:
— Sabe, mãe, tudo está nas mãos de Deus. Portanto, se Ele quiser me levar para o Céu, levará sem que eu precise ir à igreja, receber os Sacramentos ou rezar. E se Ele não quiser, não adianta rezar, porque não me salvarei, ainda que pratique muitos atos de piedade.
A boa senhora lhe explicava:
— Não é assim, meu filho. Já dizia Santo Agostinho: “Deus que te criou sem ti, não te salvará sem ti”! Tudo está nas mãos de Deus, é verdade, mas assim como Ele nos amou, dando-nos a existência, quer nossa retribuição e participação para salvar nossa alma.
— Ora, mãe, Ele fará tudo segundo a vontade d’Ele mesmo... Disso ninguém escapa.
Com muita frequência tal diálogo se repetia. E aquela boa mãe não podia fazer outra coisa senão rezar pelo filho.
José, o empregado da casa, era muito piedoso e dedicado aos patrões. Pessoa simples, mas perspicaz, observava em silêncio as pequenas discussões da mãe com o filho e pensava que deveria haver alguma resposta para dar ao patrão. Concordava com sua afirmação de que tudo está nas mãos de Deus, mas não podia aceitar que as orações, os Sacramentos e os atos de piedade fossem coisas inúteis.
Não podia ser em vão que Nosso Senhor nos ensinou a suplicar o auxílio divino, pois Ele mesmo disse: “Pedi e recebereis; buscai e achareis; batei e a porta vos será aberta. Pois todo aquele que pede, recebe; quem procura, acha; e a quem bate, se abrirá” (Lc 11, 9-10).
E José dizia de si para consigo:
— Vou pedir ao Divino Espírito Santo que me ilumine e, algum dia, encontrarei um meio para desmontar este pensamento errado de meu patrão, que só serve para justificar seu relaxamento.
Não tardou muito para chegar a esperada oportunidade!...
Numa manhã, Samuel despertou sentindo-se muito doente. Doía-lhe a cabeça, e nem tinha forças para sair da cama. Preocupado, chamou o servo e lhe disse:
— José, amanheci sentindo-me muito mal. Nem consigo levantar-me. Por favor, procure o Dr. Adeodato e diga-lhe para vir bem depressa.
O bom homem saiu do quarto do patrão e pôs-se a rezar. Havia encontrado a oportunidade que tanto esperava! Mas aguardaria até o entardecer...
Aquele dia passou muito lentamente para Samuel. Seu mal-estar não diminuía. Entre dormitar e sentir dor, ficou muitas horas esperando a visita do médico, que parecia nunca chegar!
Quando a tarde já terminava, chamou de novo o empregado e perguntou-lhe:
— José, que aconteceu? Por que não apareceu aqui o médico?
Com simplicidade, José lhe respondeu:
 — Meu bom patrão, o senhor sempre repete que tudo está nas mãos de Deus e nada depende de nós. Então eu pensei assim: se Deus quiser que o patrão sare, com médico ou sem médico ele vai sarar. Mas se Deus não quiser, então nem adianta médico, porque ele vai morrer de qualquer forma... Por isso não chamei o Dr. Adeodato.
Samuel ficou vermelho de raiva, porque o criado não cumprira sua ordem... ou talvez de vergonha, ao ouvir as palavras cheias de bom senso daquele homem. E José ainda continuou:
 — Aprendi com o senhor este raciocínio. Se, como o senhor sempre diz, ele é certo para a saúde da alma, deve ser também para a do corpo…
Samuel, neste momento, foi tocado pela graça e se deu conta de quantas vezes usou sua capacidade de fazer bons raciocínios para justificar seus próprios erros. E ante a resposta cheia de sabedoria daquele servo bom e fiel, o rico mercador não podia tomar outra atitude senão reconhecer:
— Você tem razão! Como estou errado por pensar assim! Por favor, chame o médico para cuidar da saúde de meu corpo e prometo, de agora em diante, cuidar mais de minha alma!
Prontamente José chamou o doutor e este não tardou em chegar. Samuel tomou os remédios indicados e logo começou a melhorar.
No domingo seguinte, Dona Clementina teve a surpresa de ver que o filho a acompanharia à Missa. E mais espantada ficou ao vê-lo buscar a fila do confessionário e, depois, participar do Sagrado Banquete da Eucaristia.
Samuel nunca mais abandonou a vida de piedade. Passou a vender suas mercadorias a um preço justo e a dedicar boa parte dos lucros a obras de caridade, o que lhe fez ganhar o afeto e o respeito dos seus conterrâneos. E manifestou sempre gratidão a José, por este ter sido — com suas orações, esperteza e paciência — o instrumento de Deus para a sua conversão.
Revista ArautosdoEvangelho -     Junho 2010


terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Curso de Férias Parte I: “Passeio de Cisne”

Como já vem sendo tradição, no início do ano, os Arautos do Evangelho de Curitiba se dirigem com as mais animadas participantes do Projeto Futuro e Vida a São Paulo para participarem do Curso de Férias.
Uma vez que a Missa de abertura seria na parte da tarde, as jovens foram até à cidade de Atibaia - SP para um passeio de cisne. Sim, vocês leram bem, de cisne, ou melhor um pedalinho com formato de cisne.
Depois de todas colocarem os coletes salva vidas, escolheram as “aves” que mais lhes agradavam e navegaram pelo lago, ora a grande velocidade e fazendo corridas, ora contemplando a paisagem.

Certamente não faltou o parquinho, cama elástica, bem como a oportunidade de alimentar os numerosos peixes  habitantes daquele lugar.
No fim do passeio, debaixo de um abrasador sol, dirigiram-se à casa dos Arautos, Santa Marta a fim de se refrescarem nas límpidas águas da piscina.



segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Procurava emprego, encontrou uma mãe

Tudo era luxo e joie de vivre nas ruas de Paris, naquele verão de 1827.
Nenhum ruído externo, porém, era capaz de arrancar de suas profundas reflexões uma moça de aspecto humilde e testa franzida, que caminhava com passo resoluto.
A jovem Jeanne-Marie, nascida num vilarejo da Bretanha, fora educada por seus pais no santo temor de Deus. Sua modesta condição a obrigara, quando ainda muito nova, a buscar emprego junto a uma rica família.
Desde a infância, tinha ela o piedoso costume de mandar celebrar todo mês uma Missa em sufrágio das almas do purgatório. Devendo abandonar sua vila natal para acompanhar seus patrões que se mudavam para a capital francesa, manteve-se fiel a esse ato de caridade, e assistia ela mesma ao Santo Sacrifício, durante o qual unia suas orações às do sacerdote, pedindo especialmente em favor daquela alma cuja libertação dependesse apenas de uma última prece.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

São Tomás de Aquino

A busca da verdade é tão antiga quanto o próprio homem, e não há um só entre os seres racionais que não deseje possuí-la. Por outro lado, a privação desse excelente bem acaba dando à coletividade humana uma face desfigurada, que se explica pela adesão a falsas doutrinas ou a meias verdades. Nossa sociedade ocidental é um exemplo dessa profunda carência que não encontra nos avanços da técnica nem na fugacidade dos vícios uma resposta satisfatória.
Um menino que buscava o Absoluto
Mas, afinal, o que é a verdade? Esta era uma das perguntas que o pequeno Tomás fazia em seus tenros cinco anos de idade. Segundo um costume da época, sua educação foi confiada aos beneditinos de Monte Cassino, onde ele passou a morar. Vendo um monge cruzar com gravidade e recolhimento os claustros e corredores, puxava sem hesitar a manga de seu hábito e lhe perguntava: "Quem é Deus?" Descontente com a resposta que, embora verdadeira, não satisfazia inteiramente seu desejo de saber, esperava passar outro filho de São Bento e indagava também a ele: "Irmão Mauro, pode me explicar quem é Deus?" Mas... que decepção! De ninguém conseguia a explicação desejada. Como as palavras dos monges eram inferiores à idéia de Deus que aquele menino trazia no fundo da alma!
Foi nesse ambiente de oração e serenidade que transcorreu feliz a infância de São Tomás de Aquino. Nascido por volta de 1225, era o filho caçula dos condes de Aquino, Landolfo e Teodora. Entrevendo para o pequeno um futuro brilhante, seus pais lhe proporcionaram uma robusta formação. Mal podiam imaginar que ele seria um dos maiores teólogos da Santa Igreja Católica e a rocha fundamental do edifício da filosofia cristã, o ponto de convergência no qual se reuniriam todos os tesouros da teologia até então acumulados e do qual partiriam as luzes para as futuras explicitações.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Férias nos Arautos

No mês de dezembro, as participantes do Projeto Futuro e Vida passaram uns dias marcantes na residência dos Arautos do Evangelho.
No primeiro dia, fizeram um passeio por Campo Largo- PR, onde visitaram... a piscina com vários pulos, brincadeiras e mergulhos, o almoço foi no próprio local. No dia seguinte, começaram a preparar três encenações teatrais natalinas, com as histórias da Menina do Tambor, O pão do Toni (história do Panetone) e o melhor presente de Natal.


No último dia, as atrizes apresentaram os seus teatros, mas estas não sabiam a surpresa que viria, no refeitório havia um lanche natalino com todas as delícias do Natal.

domingo, 11 de janeiro de 2015

Ceia de Natal

Cada festa do calendário litúrgico traz consigo uma efusão de graças peculiares. O Natal é uma data muito especial quando todos encontram um pouco da verdadeira alegria: nasceu o Menino Deus.  

Os Arautos do Evangelho também sentiram essa alegria e quiseram transmiti-la de uma maneira mais especial àqueles que, durante todo o ano, nos ajudaram tanto. Por isso fizeram uma Ceia de Natal em sua casa, seguida de uma Cantata de Natal e um pequeno presente em agradecimento por tudo.  


segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Um Pinheiro de Natal?

O caro internauta ao ver a foto poderia se perguntar: O que é isso? Um Pinheiro de Natal? Ou uma sobremesa original? 
Poderíamos responder que se trata dos dois.
Nos últimos dias de aulas na Escola Arautos do Evangelho, a Professora Heloísa, com as demais professoras se reuniram com cada sala de aula para fazerem um doce natalino, como já vem sendo tradição na Escola. Desta vez, optaram por fazer uma árvore de Natal. Uma receita fácil, mas que encantou o paladar das alunas. Os ingredientes: casquinha, chocolate derretido, bolo de chocolate, brigadeiro, bolacha e decorações variadas.



Uma dúvida ficou para as alunas: se foi melhor a elaboração ou a degustação.