• quarta-feira, 31 de julho de 2013

    Histórias Marianas I

    Por que os Arautos do Evangelho são tão devotos de Nossa Senhora? Quais são as razões que nos levam a ter tanta devoção a Ela?

    Vibra nos céus, afirma São Boaventura, o clamor incessante dos anjos: “Sancta, Sancta, Sancta, Dei Genitrix et Virgo” e milhões e milhões de vezes, todos os dias, eles dirigem à Nossa Senhora a saudação angélica: Ave-Maria, prosternando-se diante d’Ela e pedindo-Lhe a graça de honrá-los com suas ordens.
    Um dos episódios mais comovedores da Paixão foi a entrega que Jesus fez, no alto da Cruz, de São João, como filho, a Maria Santíssima, e nele a todos nós. Jesus deu-nos sua Mãe.
    Assim sendo, a devoção à Santíssima Virgem, foi o assunto escolhido pelo setor feminino dos Arautos em Curitiba a ser abordado com os pais das jovens que participam de suas atividades.
    Iniciou-se a exposição com a narração da história de um menininho cujo nome era João. Era o filho caçula de uma família muito pobre da Espanha. Devido a falta de comida em casa, cresceu bem franzino, mas, mesmo assim, não perdeu a alegria e gostava de brincar com os amiguinhos.
    Certo dia, decidiram fazer uma brincadeira um tanto arriscada: atirar uma vara tão longe quanto conseguissem no lago pantanoso que havia perto da casa, e depois recolhê-la a partir da outra margem.
    As crianças estavam animadas, atirando e recolhendo os bastões, até que Joãozinho, que nessa época tinha apenas seis anos de idade, se desequilibrou e caiu na água lamacenta. Foi ao fundo e voltou à tona, e mais uma vez afundou. Os colegas, não sabendo o que fazer e não tendo como socorrê-lo, começaram a gritar. Ele ia morrer afogado.
    De repente, depois de dois mergulhos, notou ele a presença de uma senhora de beleza deslumbrante, toda envolta em luz e sorridente, que lhe estendia a mão alvíssima para tirá-lo do pântano. Mas o pequeno, temendo sujar de lama a mão daquela dama tão bondosa, não quis segurá-la. Nessa hora, apareceu na margem um camponês assustado com os alaridos dos meninos, estendeu uma vara bem cumprida e puxou Joãozinho para terra firme. Ele estava salvo!
    Mais tarde, essa pequena criança entrou na Ordem do Carmo e foi o grande São João da Cruz. Só muitos anos depois, quando já era prior do convento, contou que na infância tinha sido salvo por Maria Santíssima.
     Bem, mas esse caso encantador tem algo que reflete a história de todos nós. Ensina São Luís Grignion de Montfort, um grande santo mariano, “ser extremamente difícil, devido à nossa fraqueza e fragilidade, conservarmos em nós as graças e os tesouros que recebemos de Deusˮ. Por causa de nossas más inclinações, não temos forças para permanecer de pé às margens do lodo do pecado, e constantemente corremos o risco de nele cairmos e nos sujarmos, ou seja, perdermos o tesouro da graça de Deus.
    Continua o mesmo santo: ‟Os demônios, que são ladrões finórios, buscam surpreender-nos de improviso para nos roubar e despojar; espreitam dia e noite o momento favorável ao seu desígnio, andam incessantemente ao redor de nós, prontos a devorar-nos, e pelo pecado, arrebatar-nos num momento, tudo que em longos anos conseguimos alcançar de graças e méritos”.
    É a Virgem, a única fiel, na qual a serpente não teve parte jamais, que faz este milagre em favor daqueles e daquelas que a servem da mais bela maneiraˮ.  Nossa Senhora, realizando a vontade de Deus, nos estende a sua mão e nos impede de pecar ou nos retira do lodo em que caímos por causa de nossa maldade.
    Continua no próximo post.


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